"...brilhe a vossa luz diante dos homens,
de modo que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu."
(Mt 5, 16)

São vários os cristão alentejanos,
ou com profunda relação ao Alentejo,

que se deixaram transformar pela Boa Nova de Jesus Cristo
e com as suas vidas iluminaram a vida da Igreja.
Deles queremos fazer memória.
Alguns a Igreja já reconheceu como Santos,
outros estão os processos em curso,

outros ainda não foram iniciados os processos e talvez nunca venham a ser…
Não querendo antecipar-nos nem sobrepor-nos ao juízo da Santa Mãe Igreja,
queremos fazer memória destas vidas luminosas.

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quinta-feira, 11 de julho de 2013







Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
mais perto da Beatificação
A Igreja, pela voz do Papa Francisco, no passado dia 5 de Julho, reconheceu a heroicidade das virtudes da Serva de Deus, Maria Isabel da SS.ma Trindade, Fundadora da Congregação das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres, atribuindo-lhe o título de Venerável.
O amor a Deus e o amor ao próximo foi a dupla chama que ardeu no coração de Maria Isabel, e que fez dela uma perfeita imitadora de Cristo pobre e uma autêntica serva dos pobres.
Nasceu a 1 de Fevereiro de 1889, na freguesia de Santa Eulália – Elvas, Arquidiocese de Évora, numa família cristã, onde abundavam também, os bens materiais.
Foi-lhe dada uma educação esmerada. Casou aos 23 anos de idade e foi muito feliz com o marido. Em espírito de fé enfrentou a difícil prova da doença que o levou à morte ao fim de dez anos. Viúva, não perdeu o ânimo, mas continuou e intensificou o seu apostolado, sobretudo na catequese e no serviço aos pobres, na sua terra natal, Santa Eulália. Sentindo o apelo de Deus para uma entrega total na vida Religiosa, deixa os caminhos do prestígio e do poder, próprios da sua condição social e faz-se pobre para privilegiar os pobres. Em 1936 vai para Elvas, para tomar conta de uma Casa de Retiros. O contacto directo com os pobres, que nessa época proliferavam na cidade e arredores, estimulou o seu espírito de caridade. Impelida pelo amor a Deus e ao próximo, entrega-se sem medo. Dá a vida e os bens. Funda a Congregação, que, a pouco e pouco começa a estender-se a outras dioceses, e mais tarde a outras nações e continentes.
Venerando Maria, no mistério da Imaculada Conceição, Madre Isabel segue os seus passos, tomando-A como modelo. Entre outras virtudes, no seu itinerário de santidade, emergem a humildade e a pobreza. Deus é a riqueza dos humildes. Ele escolhe o que é fraco perante o mundo, para confundir os fortes (1Cor 1,27). Exalta-os, e faz neles maravilhas (Lc 1,48-49). Sentiu-se um instrumento humilde e pobre de que Deus se serviu. Escreve: Reconheço-me miserável, apesar de tudo, Deus serviu-se de mim para que se veja a Sua obra. Ele sempre utiliza instrumentos desproporcionados. Porque humilde, escolheu sempre o último lugar e perseverou no meio das dificuldades, sofrimentos e indecisões para consolidar a sua Obra, que veio a ser aprovada por Pio XII, a 5 de Julho de 1955.
Madre Maria Isabel da SS.ma Trindade faleceu a 3 de Julho de 1962, em Elvas. Passou pela vida fazendo o bem. Não se fechou em si mesma, nem se acomodou a uma existência fácil. Rasgou horizontes e pôs a render os talentos naquilo que julgava ser a vontade de Deus. Pode ser apresentada como modelo de virtude.
Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013


"Urge renunciar a tudo, para encontrar a Deus...
fugir de tudo o que não seja conforme à vontade de Deus...
fugir de todo o aplauso, viver escondida em Deus".
Serva de Deus
Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
"«Lembrai-Vos sempre» escritos - carisma - espiritualidade",
Editorial Franciscana, Braga, 1995, pg 79 (P 117[126]).

sábado, 19 de janeiro de 2013

 
 
 
Maria, foi certamente o modelo e fonte de inspiração da Serva de Deus Madre Isabel Caldeira. Tendo-se alimentado com o Pão dos Anjos, permitiu que a Graça lhe plantasse no coração uma “gostosa fome” que a levou a dar-se e gastar-se por inteiro aos serviço dos mais pobres dos pobres, reconhecendo neles o rosto de Deus e sendo junto deles presença maternal da “Toda Pura”.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

 
Missa de acção de graças
por D. Manuel Mendes da Conceição Santos
No próximo dia 13 recordamos mais um aniversário do nascimento do Servo de Deus D. Manuel Mendes da Conceição Santos. Nascido em Olaia em 1876, foi Arcebispo de Évora durante 34 anos. Vendo-se sem Seminários e quase sem Sacerdotes, por eles se ofereceu ao Coração de Cristo, em Acto de Oblação. O Senhor quis recompensar a fé e a confiança deste seu servo e, assim, no fim da vida, pôde ver a Diocese renovada.
Para que as bênçãos do Céu continuem a descer, a Vice-Postulação da Canonização do Servo de Deus manda celebrar, na Sé de Évora, às 11 horas, do dia 13 de Dezembro, uma Missa de petição e acção de graças, agradecendo, desde já, a todos os que nela quiserem participar.
O ofertório será destinado às despesas da Postulação.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012


Pintura timorense da
Serva de Deus
madre Maria Isabel (Picão Caldeira) da Santíssima Trindade
(Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

 
"... seja uma (um) obreira (o) muito humilde e muito apagada (o), mas muito fiel. E seja nada, para que o Rei do Amor seja tudo e faça grandes conquistas".
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
Arcebispo de Évora
in «Coragem e Confiança!», pg 10

terça-feira, 3 de julho de 2012



50º aniversário da morte de
Madre Maria Isabel:
Uma vida inteira dedicada a Deus e ao seu semelhante
A 3 de Julho de 1962, desaparecia do convívio humano uma grande figura de Mulher, uma alma que soube compreender o mistério sublime da Caridade… exemplo raro de virtudes cristãs, com uma vida inteira dedicada ao seu semelhante. Era assim que se expressava, há cinquenta anos, um semanário de Elvas, referindo-se à Serva de Deus, Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade, fundadora da Congregação das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres.
Deus colocou no coração desta “Mulher” uma grande riqueza que ela soube acolher e repartir. Arriscou perder a vida para a poder ganhar, dando-se toda a Deus e aos irmãos, privilegiando os mais pobres. Despojada de tudo encontrou o seu Tesouro. Nela se concretizou a palavra do Evangelho: Aquele que conservar a vida, há-de perdê-la; aquele que a perder há-de ganhá-la (Mc 10, 39).
Madre Maria Isabel foi o grão de trigo lançado à terra, que germinou e deu fruto. Ao celebrarmos este acontecimento, cinquentenário da sua morte, queremos, louvar e bendizer a Deus por este dom, oferecido ao mundo e à Igreja.
Segue o PROGRAMA para todos quantos puderem e quiserem associar-se a esta celebração:
Dia 03 de Julho às 19,00h - Missa de acção de graças no Convento da Imaculada Conceição - Elvas;
Dia 06 de Julho às 21,00h - Vigília de oração no Convento da Imaculada Conceição;
Dia 07 de Julho das 09,00h às 12,30h, visita ao quarto onde faleceu Madre Isabel e ao túmulo, no Convento da Imaculada Conceição – Elvas;
Dia 07 de Julho às 16,00h - Missa na antiga Sé de Elvas, presidida pelo Arcebispo de Évora, D. José Francisco Sanches Alves.

terça-feira, 20 de março de 2012

20 de Março de 2012
100 anos do casamento de
Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
com o seu primo João Pires Carneiro
na Igreja de Santa Eulália
Um lar cristão que se forma é um ponto luminoso sobre a terra,
há-de proclamar a Cristo.
Serva de Deus
Madre Maria Isabel da Santissima Trindade
"Foi com intensa satisfação que aquela família acolheu esse noivado auspicioso, acontecido nos acordes da «Valsa da Meia-Noite» no clube de Elvas. Ele chamava-se João Pires Carneiro, primo ainda que afastado dos Picão-Caldeira, herdeiro do Monte São Domingos que ficava a 8 km do Monte de Pena Clara. Era um homem de 26 anos, delicado e belo, esmeradamente educado.
Se fosse um conto de fadas, o enlace seria inevitável e eternamente feliz. Foi quase assim.
A linda e bondosa Menina encontrou a sua alma gémea, o príncipe encantado dos seus sonhos, o rapaz de olhos claros e maneiras agradáveis.
Os nupciais foram anunciados, e após um breve noivado, eles casaram na Igreja Paroquial de Santa Eulália, em 20 de Março de 1912.
As bodas foram celebradas sob ramadas brancas de amendoeiras recém floridas. As carruagens belamente aparelhadas, seguiram por entre giestas em flor, no ar que cheirava a mel, bordejando os verdes trigais.
A festa durou três dias e três noites, como era costume na região. As amplas cozinhas não paravam e enormes vitualhas de carne eram assadas em espetos, por sobre lumes altos.
Ao entardecer do terceiro dia, os noivos dirigiram-se para o novo lar, no Monte de São Domingos, recentemente pintado de branco, com rodapé e ombreiras em azul-anilado, um casarão que a lenda dizia ter pertencido aos Templários, talvez."
FRANCISCA FERNANDES, "Uma nascente na planura", Edição das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres, Elvas, 1988, pgs 33-34.

quinta-feira, 15 de março de 2012

"A Eucaristia, Sacramento Augusto,
em que o Deus vivo se encontra no meio de nós,
é chamada por excelência, o mistério da fé,
e é também a expressão suprema da caridade
de um Deus, que se imola por nós
e neste Sacramento nos irmana
pela participação da sua mesma vida"
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
"Antologia de Pensamentos", pg. 71.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

QUARESMA...
"Fala-me Vª Exª da Quaresma e diz-me que a quer santificar, e fala-me até das mortificações que pode fazer. Tem razão, a Quaresma é tempo de penitência, e na hora que passa bem necessária é a penitência para reparar tantos desmandos que por aí vão. Há porém a ter em conta a sua saúde pouco resistente e a sua vida trabalhosa, e por isso a observância do jejum não lhe é imposta a rigor: visto que já experimentou que às sextas-feiras o jejum não lhe causa grande abalo pode continuar; mas, se vir que a sua saúde se resente, nem mesmo esse jejum deve fazer. Há porém outras mortificações que não lhe são vedadas: por exemplo abster-se de doces, suportar a sede por algum tempo, deixar uma iguaria mais agradável por outra menos agradável, e outra coisa semelhante. Para Vª Exª é grande penitência a série de contra-tempos por que vem passando: procure suportá-los com os olhos em Deus, perdoando a quem a faz sofrer, e com isso terá santificado bem a sua Quaresma."
(Março de 1944)
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos,
Arcebispo de Évora,
in "Coragem e Confiança", pg. 71

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

"A Fé é um dom de Deus,
que excede em absoluto a capacidade da nossa natureza humana,
mas que Deus concede e oferece liberalmente
a todos aqueles que com o coração humilde e sincero
dele se aproximam."
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
"Antologia de Pensamentos", pg. 59.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

"Como Jesus ao entrar no mundo, abandone-se também, entregue-se incondicionalmente nas mãos do Pai, para que Ele faça de si o que quiser; entregue-se como Jesus pequenino nas mãos da Mãe celeste para que la a ampare e deixe-se ficar tranquila. Ao entrar no mundo, Jesus diz ao Eterno Pai: «vim para fazer a vossa vontade». Diga-lhe o mesmo ..."
(Natal de 1933)
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
Arcebispo de Évora
Carta escrita em Agosto de 1932,
in “Coragem e Confiança", pg. 38 e 39

terça-feira, 29 de novembro de 2011


Viva pois, em íntima união com a Mãe celeste,
acompanhando-a junto a Jesus,
orando e imolando-se ...
Quanto mais fraca se sentir,
mais forte deve ser o seu fiat.

Servo de Deus

D. Manuel Mendes da Conceição Santos

arcebispo de Évora

in «Antologia de Pensamentos», pg. 81

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

DO ESPELHO DAS SANTAS MULHERES
Santa Beatriz da Silva (1437-1492)
e Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade (1889-1962)

Duas mulheres, duas obras e várias semelhanças. A primeira, Dona Beatriz da Silva, nascida por volta de 1437, fundou a Ordem da Imaculada Conceição. A segunda, Dona Maria Isabel Picão Caldeira Carneiro, nasceu em 1889 e fundou a Congregação das Concepcionistas ao Serviço dos Pobres, dedicando-a à então Beata Beatriz, canonizada algumas décadas depois.
Foi Santa Beatriz que Dona Maria Isabel elegeu para protectora colocando-a no nome da Congregação. Sentir-se-ia identificada com a Santa, com quem tinha certas semelhanças biográficas. Ambas tinham nascido no Alentejo, a pouca distância: Santa Beatriz em Campo Maior e Dona Maria Isabel no Monte do Torrão, em Santa Eulália. Ambas pertenciam a famílias fidalgas radicadas na região. Se Santa Beatriz fora pedida em casamento por duques e condes, recusando-o, Dona Maria Isabel fora pedida por um rico lavrador e aceitara. Neste aspecto, tinham seguido caminhos distintos, mas em duas dimensões da mesma castidade cristã: Santa Beatriz vinculada por um voto privado de virgindade, Dona Maria Isabel vinculada por um voto de fidelidade conjugal. Santa Beatriz foi feliz como virgem consagrada. Dona Maria Isabel também o foi, como esposa. Enviuvando jovem e sem filhos, assumiu o seu passado sem respeitos humanos: afirmou que tivera um casamento feliz e refere-se à morte do marido como o maior desgosto da sua vida. A viuvez e um novo discernimento vocacional conduziram-na à castidade religiosa, como fundadora de uma nova Congregação. Nesta condição também morrera Santa Beatriz, monja professa e fundadora de uma nova Ordem.
Ambas dedicaram a existência à Oração, à Penitencia e à Caridade. Se Santa Beatriz viveu em Castela orando, penitenciando-se e dando esmolas, Dona Maria Isabel teve semelhante perfil, dedicando-se, por Elvas e por outras localidades, ao serviço incansável do próximo. Ambas declinaram os bens temporais, investindo as suas fortunas em obras espirituais. Curiosamente, as duas sairam das suas terras natais e adoptaram como suas as cidades onde quiseram residir. Se Santa Beatriz morou a maior parte da sua vida em Toledo, num mosteiro de monjas dominicanas, acompanhada por duas criadas, Dona Maria Isabel, numa primeira
fase da sua vocação religiosa, quis ser monja num cenóbio dominicano e fez-se acompanhar igualmente por duas serviçais. Criadas de uma e de outra viveram o resto das suas vidas em relação íntima com as religiosas dos institutos que as suas senhoras fundaram. De notar, ainda, que 0 Mosteiro de São Domingos de Elvas foi lugar de referência para ambas: Santa Beatriz tê-lo-a frequentado com os seus pais e irmãos, que ali tiveram a Capela da Conceição para jazigo da família, e Dona Maria Isabel teve ali 0 espaço para a oração e discernimento vocacional. Ainda outra semelhança: ambas tinham requintado gosto artístico, pois Santa Beatriz encomendou importantes obras de arte e Dona Maria Isabel, que frequentou Belas Artes em Lisboa, dedicou-se à pintura.
Mas foi na devoção a Nossa Senhora da Conceição que mais se estabeleceu a coincidência entre ambas. Era devoção típicamente portuguesa, alentejana, ou não estivesse próxima a Igreja de Santa Maria de Vila Viçosa, surgida da primitiva fundação de São Nuno, com cuja neta, a Infanta Dona Isabel, vivera Santa Beatriz. Ambas, na vida e na obra, quiseram ser espelho da Virgem Maria, modelo de todas as mulheres cristãs. Para tal convocaram também outras mulheres, seguindo o caminho da consagração religiosa. Santa Beatriz restaurou e adornou os Palácios de Galiana e a Igreja de Santa Fé para a sua fundação, Dona Maria Isabel fez o mesmo nos antigos edifícios do mosteiro de Nossa Senhora da Conceição de Elvas, com a respectiva igreja. Se Santa Beatriz criou um hábito monástico que reflectia o esplendor de Nossa Senhora, também Dona Maria Isabel e as suas companheiras envergaram semelhante veste. Por fim, a maior semelhança entre ambas foi, sem dúvida, a construção da santidade. Santa Beatriz da Silva e Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade, nome de religião, foram mulheres notáveis, cujas vidas e obras ainda hoje resplandecem no seio da Igreja, de Portugal, no mundo inteiro.
José Félix Duque
in «Seara dos Pobres», nº 60 - Outubro/Novembro/Dezembro - ano 2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

"Não basta ter fé:
é também absolutamente necessário viver de fé, ou viver a fé.
A aridez, a insuficiência, a fraqueza da vida religiosa no nosso tempo
vêm precisamente de se não compreender esta grande verdade."
Antologia de Pensamentos
do Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos,
1977, pg. 63

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Coração Imaculado de Maria
Se souber olhar com olhos de fé para aquele Coração que tanto sofreu porque tanto amou, encontrará nele muita luz e muito conforto no meio das trevas e das tortura em que sua alma se encontra.
Não pense que a Santíssima Virgem trilhou na vida uma estrada de luz: deixou, sim, muita luz atrás de si, mas essa luz era produzida pela combustão da sua alma, queimada pelo fogo da tribulação. Teve horas amargas como ninguém, viu-se envolvida em tempestades medonhas, sem saber com delas havia de sair; mas sabia que o Pai celeste é bom, que não abandona os que nele confiam e crêem no seu amor, portanto confiava, cria no amor e saboreava humildemente a amargura da sua dor. O seu coração continuava fixo em Deus, e tanto bastava.
(Agosto de 1951)
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
arcebispo de Évora
in «Coragem e Confiança» pensamentos de orientação espiritual, pg. 63

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A bondade sem amabilidade
é um diamante em bruto
que não pode servir de ornamento.

Diz São Francisco de Assis, que
a graciosa serva da bondade é a caridade.
Serva de Deus
madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
fundadora das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres
"«Lembrai-Vos sempre» escritos - carisma - espiritualidade",
Editorial Franciscana, Braga, 1995, pg 72.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Lista dos
SANTOS, BEATOS e SERVOS DE DEUS

da ARQUIDIOCESE DE ÉVORA

Anteriores à constituição da Nacionalidade (9)
1. São Manços, 1º bispo de Évora e mártir (séc. I)
2. São Vicente, mártir (séc. III/IV)
3. Santa Sabina, mártir (séc. III/IV)
4. Santa Cristeta, mártir (séc. III/IV)
5.
São Gaudêncio de Évora, mártir (* Évora + Vicosoprano [Suiça])
6. São Jordão, Bispo e mártir, (Séc. III/IV)
7. Santa Comba do Alentejo, mártir (Séc. III/IV)
8. Santa Inonimata (Anonimata), mártir (Séc. III/IV)
9.
São Bissos, Bispo e mártir (Séc. III/IV)
Depois da constituição da Nacionalidade (19)
10. Santa Isabel de Portugal, rainha
(* Aragão + Estremoz - Séc. XIII/XIV)

11.
São Nuno de Santa Maria, religioso
(Séc. XIII/XIV)

12.
Santa Beatriz da Silva, virgem e fundadora
(* Campo Maior + Toledo - Séc. XV)

13. Beato Amadeu da Silva, religioso, reformador Franciscano e fundador
(* Campo Maior + Milão - Séc. XV)

14. São João de Deus, religioso e fundador
(* Montemor-O-Novo + Granada - Séc. XV/XVI)

15.
Beato Aleixo Delgado, religioso e mártir
(* Elvas + mar das Canárias - Séc. XVI)

16. Beato Luís Rodrigues, religioso e mártir
(*
Évora + mar das Canárias - Séc. XVI)
17. Beato Luís Correia, religioso e mártir
(*
Évora + mar das Canárias - Séc. XVI)
18. Beato André Gonçalves, religioso e mártir
(*
Viana do Alentejo + mar das Canárias - Séc. XVI)
19. Beato António Fernandes, religioso e mártir
(*
Montemor-O-Novo + mar das Canárias - Séc. XVI)
20. Beato Álvaro Mendes, religioso e mártir
(*
Elvas + mar das Canárias - Séc. XVI)
21. Beato Pedro (Pero) Nunes, religioso e mártir
(*
Fronteira + mar das Canárias - Séc. XVI)
22. Beato Domingos Fernandes, religioso e mártir
(*
Borba + mar das Canárias - Séc. XVI)
23.
Beato Francisco de Magalhães, religioso e mártir
(*
Alcácer do Sal + mar das Canárias - Séc. XVI)
24. Beato Manuel Álvares, religioso e mártir
(*
Estremoz + mar das Canárias - Séc. XVI)
25.
Servo de Deus Gaspar de Góis, religioso e mártir
(*
Portel + mar das Canárias - Séc. XVI)
26. Servo de Deus Afonso Fernandes, religioso e mártir
(*
Viana do Alentejo + mar das Canárias - Séc. XVI)
27. Servo de Deus Manuel Mendes da Conceição Santos, arcebispo de Évora e fundador
(*
Pé de Cão [Olaia - Torres Novas] + Évora - Séc. XIX/XX)
28. Serva de Deus Maria Isabel da Santíssima Trindade, religiosa e fundadora
(*
Santa Eulália + Elvas - Séc. XIX/XX)

sábado, 24 de setembro de 2011

"É que a Eucaristia
é um esforço da Omnipotência
e a prova mais eloquente do amor de um Deus,
deixai-me assim dizer,
apaixonado pelos homens."
Antologia de Pensamentos
do Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos,
1977, pg. 70

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

"A Eucaristia, Sacramento Augusto, em que o Deus vivo se encontra no meio de nós, é chamada por excelência, o mistério da fé, e é também a expressão suprema da caridade de um Deus, que se imola por nós e neste Sacramento nos irmana pela participação da sua mesma vida."
Antologia de Pensamentos
do Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos,
1977, pg. 71