"...brilhe a vossa luz diante dos homens,
de modo que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu."
(Mt 5, 16)

São vários os cristão alentejanos,
ou com profunda relação ao Alentejo,

que se deixaram transformar pela Boa Nova de Jesus Cristo
e com as suas vidas iluminaram a vida da Igreja.
Deles queremos fazer memória.
Alguns a Igreja já reconheceu como Santos,
outros estão os processos em curso,

outros ainda não foram iniciados os processos e talvez nunca venham a ser…
Não querendo antecipar-nos nem sobrepor-nos ao juízo da Santa Mãe Igreja,
queremos fazer memória destas vidas luminosas.

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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

PRINCÍPIA Editora Ldª 
 publica as Actas do Congresso Internacional 
dos 500 anos da Regra da OIC
No passado domingo, dia 1 de Setembro, foi apresentado no Centro Cultural de Campo Maior o livro “Santa Beatriz da Silva - Uma Estrela para Novos Rumos”, com as actas do Congresso Internacional comemorativo dos 500 anos da aprovação da Regra dada pelo Papa Júlio II à Ordem da Imaculada Conceição, realizado em Fátima de 14 a 16 de Outubro de 2011, com coordenação de D. José Francisco Sanches Alves (arcebispo de Évora) e de José Eduardo Franco.

As actas publicadas pela PRINCÍPIA Editora Ldª, conta 646 páginas.

O Livro pode ser adquirido no Mosteiro Concepcionista ou na Casa-Museu de Santa Beatriz em Campo Maior, na PRINCÍPIA Editora Ldª ou nas livrarias por todo o país.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013


"Urge renunciar a tudo, para encontrar a Deus...
fugir de tudo o que não seja conforme à vontade de Deus...
fugir de todo o aplauso, viver escondida em Deus".
Serva de Deus
Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
"«Lembrai-Vos sempre» escritos - carisma - espiritualidade",
Editorial Franciscana, Braga, 1995, pg 79 (P 117[126]).

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

 
"... seja uma (um) obreira (o) muito humilde e muito apagada (o), mas muito fiel. E seja nada, para que o Rei do Amor seja tudo e faça grandes conquistas".
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
Arcebispo de Évora
in «Coragem e Confiança!», pg 10

quinta-feira, 15 de março de 2012

"A Eucaristia, Sacramento Augusto,
em que o Deus vivo se encontra no meio de nós,
é chamada por excelência, o mistério da fé,
e é também a expressão suprema da caridade
de um Deus, que se imola por nós
e neste Sacramento nos irmana
pela participação da sua mesma vida"
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
"Antologia de Pensamentos", pg. 71.

quinta-feira, 8 de março de 2012

3.ª CARTA de São João de Deus
À DUQUESA DE SESA
Endereço
98. Esta carta seja entregue à humilde e generosa senhora dona Maria de los Cobos y Mendoza, mulher do nobre e virtuoso senhor dom Gonçalo Fernández de Córdoba, Duque de Sesa, meus irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo.
99. Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e de Nossa Senhora, a Virgem Maria sempre intacta. Deus antes e acima de todas as coisas do mundo. Amém Jesus.
Deus vos salve, minha irmã em Jesus Cristo, boa Duquesa de Sesa, a vós, a toda a vossa companhia e a quantos Deus quiser e for servido. Amém Jesus.
100. A grande estima em que sempre vos tenho tido, a vós e ao vosso humilde marido, o bom Duque, faz com que vos não possa esquecer, pelo muito que vos devo e vos sou obrigado, por sempre me terdes ajudado e socorrido nos meus trabalhos e necessidade com a vossa bendita esmola e caridade, para sustentar e vestir os pobres desta casa de Deus e muitos de fora. Muito bem o tendes feito sempre, como bons defensores e cavaleiros de Jesus Cristo. É essa a razão que me leva a escrever-vos esta carta, boa Duquesa, pois não sei se vos tomarei mais a ver ou a falar. Jesus Cristo vos veja e fale convosco.
101. É tão grande a dor que me causa este meu mal, que não posso fazer sair as palavras nem sei se poderei acabar de vos escrever esta carta.
Muito gostaria de vos ver; por isso, rogai a Jesus Cristo para que, se Ele for servido, me dê a saúde que sabe ser-me necessária para me salvar e para fazer penitência dos meus pecados (Ap. 2, 21).
Se Ele for servido dar-me saúde, logo que esteja bom quero ir ter convosco e levar-vos as meninas que me mandastes pedir.
Minha irmã em Jesus Cristo, pensei ir a vossa casa pelo Natal, mas Jesus Cristo dispôs muito melhor do que eu merecia.
102. Oh, boa Duquesa! Jesus Cristo vos pague no Céu a esmola e santa caridade que sempre me tendes feito e vos traga com saúde o bom Duque, vosso muito generoso e humilde marido, e vos dê filhos de bênção; espero em Jesus Cristo que sim, que vo-los dará. Recordai-vos bem do que um dia vos disse em Cabra: tende esperança só em Jesus Cristo (Flp 3, 3; Imit L3 59, 1-3), que por Ele sereis consolada, mesmo que agora passeis trabalhos; porque, no fim, hão-de contribuir para maior consolação e glória vossa, se os sofrerdes por Jesus Cristo (Sab 3, 4-9; Tgo 1, 12).
103. Oh, bom Duque! Oh, boa Duquesa! Abençoados sejais por Deus, vós e toda a vossa geração. Já que vos não posso ver, daqui vos deito a minha bênção, ainda que indigno pecador.
Deus, que vos fez e vos criou, vos conceda a graça de vos salvardes Amém Jesus.
A bênção de Deus Pai, o amor do Filho e a graça do Espírito Santo estejam sempre convosco (2 Cor 13, 13), com todos e comigo. Amem Jesus.
Por Jesus Cristo sereis consolados e socorridos, pois por Jesus Cristo me ajudastes e socorrestes, minha irmã em Jesus Cristo, boa e humilde Duquesa.
104. Se Jesus Cristo for servido levar-me desta vida presente, deixo aqui disposto que, quando chegar o meu companheiro Angulo, que foi à Corte - o qual vos recomendo, pois fica muito pobre, ele e sua mulher -, vos leve as minhas armas, que são três letras de fio de ouro sobre cetim vermelho. Tenho-as guardadas desde que entrei em guerra com o mundo. Guardai-as muito bem com esta cruz, para as dardes ao bom Duque, quando Deus o trouxer com saúde.
105. As letras estão em cetim vermelho, para que sempre tenhais em vossa memória o precioso sangue que Nosso Senhor Jesus Cristo derramou por todo o género humano e a sua sacratíssima Paixão, pois não há mais alta contemplação do que a da Paixão de Jesus Cristo. Quem quer que dela for devoto não se perderá, com a ajuda de Jesus Cristo.
106. São três as letras, porque três são as virtudes que nos encaminham para o Céu: a primeira é a Fé, (pela qual) acreditamos em tudo o que crê e ensina a Santa Madre Igreja, guardamos os seus mandamentos e os pomos por obra; a segunda é a Caridade, (pela qual procuramos) ter caridade, primeiro com as nossas almas, purificando-as com a confissão e a penitência, depois com os nossos próximos e irmãos, querendo para eles o que queremos para nós (Mt 19, 19; Mc 12, 31); a terceira é a Esperança, só em Jesus Cristo, o qual, em troca dos trabalhos e sofrimentos que por seu amor passarmos nesta vida miserável, nos dará a glória eterna, pelos méritos da sua sagrada Paixão e por sua misericórdia.
107. As letras são de ouro porque, assim como o ouro é um metal muito precioso e, para brilhar e ter a cor que o torna apreciado, é separado da terra e das escórias em que é encontrado, e depois purificado pelo fogo para ficar limpo e puro, assim convém que a alma, que é uma jóia muito preciosa: seja separada dos prazeres e devassidões da terra, fique só com Jesus Cristo e depois seja purificada no fogo da caridade, com trabalhos, jejuns, disciplinas e áspera penitência, para ser apreciada por Jesus Cristo e resplandecer na adorável presença Divina.
108. Tem este pano quatro ângulos, que são as quatro virtudes que acompanham as três de que falámos antes e são estas: a Prudência, a Justiça, a Temperança e a Fortaleza.
A Prudência mostra-nos quão discreta e sabiamente devemos proceder em todas as coisas que tivermos de fazer e pensar, tomando conselho com os mais velhos e que mais sabem (Ecli 2, 1-5; Sab 3, 5-6).
A Justiça quer dizer ser recto e dar a cada um o que é seu: dar a Deus o que é de Deus e ao mundo o que é do mundo (Mt 22, 21; Mc 12, 17; Lc 20, 25).
A Temperança ensina-nos a tomar com moderação e sobriedade o comer, o beber, o vestir e todas as demais coisas que são necessárias para os cuidados do corpo humano.
A Fortaleza manda-nos que sejamos fortes e constantes no serviço de Deus (1 Cor 16, 13), mostrando cara alegre tanto nos trabalhos, fadigas e enfermidades, como na prosperidade e bem-estar, e por uns e por outros dar graças a Jesus Cristo (1 Tes 5, 16-18).
109. Na outra face deste pano há uma cruz em forma de X, que deve levar todo aquele que deseja salvar-se (Mt 16, 24; Lc 9, 23), cada um como Deus for servido e lhe der graça.
Embora todos apontem ao mesmo alvo (1 Cor 9, 24-27), deve cada um seguir o seu rumo, conforme Deus o encaminhar: uns serão frades, outros clérigos, outros ermitães e outros casados, pois em qualquer estado pode cada um salvar-se, se quiser (Ecli 33, 11-14; Is 48, 17; Jer 7, 23).
Tudo isto, boa Duquesa, o sabeis vós muito melhor do que eu, e é por isso que gosto de falar com quem me entende.
110. Três coisas devemos a Deus: amor, serviço e reverência. Amor, para que, como a Pai celeste, O amemos sobre todas as coisas do mundo (Deut 6, 4-5; Mt 22, 37; Lc 10, 27). Serviço, para que O sirvamos como Senhor (Deut 6, 13), não pelo interesse da glória que Ele há-de dar aos que O servirem, mas unicamente pela sua bondade. Reverência, como Criador, não trazendo o seu santo nome na boca senão para Lhe dar graças e bendizer o seu santo nome (Deut 5, 11).
111. Em três coisas, boa Duquesa, haveis de empregar o tempo de cada dia: na oração, no trabalho e no sustento do corpo.
Na oração, dando graças a Jesus Cristo, logo que vos levanteis de manhã, pelos benefícios e mercês que sempre vos faz, por vos ter criado à sua imagem e semelhança e nos ter concedido a graça de sermos cristãos; pedindo misericórdia a Jesus Cristo paraque nos perdoe, e rogando a Deus por todos (1 Tim 2, 1-5; Tgo 5, 16)
.
No trabalho, exercendo uma actividade física, ocupando-nos em algum serviço honesto, para merecermos o que comemos, a exemplo de Jesus Cristo que trabalhou até à morte, pois não há nada que engendre mais pecados do que a ociosidade (Ecli 33, 28-30; Ez 16, 49; 2 Tes 3, 11-13).
No sustento do corpo, pois, assim como um almocreve trata e mantém um animal para se servir dele, assim convém que demos ao nosso corpo o que lhe é necessário, para que, por meio dele, tenhamos forças para servir a Jesus Cristo (Mt 10, 10; 1 Cor 10, 31).
112. Minha irmã muito amada e muito querida, por amor de Jesus Cristo vos rogo que tenhais na memória três coisas, que são estas: a hora da morte, à qual ninguém pode escapar, as penas do Inferno e a glória da bemaventurança do Paraíso.
Sobre a primeira, pensar como a morte destrói e acaba com tudo o que este miserável mundo nos dá, não nos deixando levar connosco senão um pedaço de pano roto e mal cosido (Tim 6, 7).
Sobre a segunda, pensar como, por tão breves prazeres e divertimentos, que rapidamente passam, temos de os ir pagar, se morrermos em pecado mortal, ao fogo do Inferno que nunca mais tem fim.
Sobre a terceira, considerar a glória e bem-aventurança que Jesus Cristo tem reservada para aqueles que O servem, as quais nunca olhos viram nem ouvidos ouviram nem o coração pôde imaginar (1 Cor 2, 9; 2 Tim 4, 7-8).
113. Por isso, minha irmã em Jesus Cristo, esforcemo-nos todos desde já por amor de Jesus Cristo e não nos deixemos vencer pelos nossos inimigos (1 Jo 2, 15), mundo, demónio e carne. Sobretudo, minha irmã, tende sempre caridade, pois ela é a mãe de todas as virtudes (1 Cor 16, 14; Col 3, 14; 1 Pd 4, 8).
114. Minha irmã em Jesus Cristo, muito me aflige esta dor e não me deixa escrever; quero descansar um pouco, porque desejo escrever-vos longamente, pois não sei se nos tomaremos a ver.
Jesus Cristo esteja convosco e com toda a vossa companhia, etc. (Esta frase ficou incompleta. Parece que faltaram de todo as forças ao Santo para continuar.
Tudo indica terem sido as últimas palavras que ele escreveu (ditou?)
)

Nota - Não existe o original desta carta, mas a cópia que dela se fez para o exame dos escritos de São João de Deus, em ordem ao processo de beatificação, está no Arquivo da Ordem, na Cúria Geral, Ilha Tiberina - Roma.
(Fonte: Página Web dos Irmãos de São João de Deus em Portugal)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

QUARESMA...
"Fala-me Vª Exª da Quaresma e diz-me que a quer santificar, e fala-me até das mortificações que pode fazer. Tem razão, a Quaresma é tempo de penitência, e na hora que passa bem necessária é a penitência para reparar tantos desmandos que por aí vão. Há porém a ter em conta a sua saúde pouco resistente e a sua vida trabalhosa, e por isso a observância do jejum não lhe é imposta a rigor: visto que já experimentou que às sextas-feiras o jejum não lhe causa grande abalo pode continuar; mas, se vir que a sua saúde se resente, nem mesmo esse jejum deve fazer. Há porém outras mortificações que não lhe são vedadas: por exemplo abster-se de doces, suportar a sede por algum tempo, deixar uma iguaria mais agradável por outra menos agradável, e outra coisa semelhante. Para Vª Exª é grande penitência a série de contra-tempos por que vem passando: procure suportá-los com os olhos em Deus, perdoando a quem a faz sofrer, e com isso terá santificado bem a sua Quaresma."
(Março de 1944)
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos,
Arcebispo de Évora,
in "Coragem e Confiança", pg. 71

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

"A Fé é um dom de Deus,
que excede em absoluto a capacidade da nossa natureza humana,
mas que Deus concede e oferece liberalmente
a todos aqueles que com o coração humilde e sincero
dele se aproximam."
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
"Antologia de Pensamentos", pg. 59.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

"Como Jesus ao entrar no mundo, abandone-se também, entregue-se incondicionalmente nas mãos do Pai, para que Ele faça de si o que quiser; entregue-se como Jesus pequenino nas mãos da Mãe celeste para que la a ampare e deixe-se ficar tranquila. Ao entrar no mundo, Jesus diz ao Eterno Pai: «vim para fazer a vossa vontade». Diga-lhe o mesmo ..."
(Natal de 1933)
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
Arcebispo de Évora
Carta escrita em Agosto de 1932,
in “Coragem e Confiança", pg. 38 e 39

terça-feira, 29 de novembro de 2011


Viva pois, em íntima união com a Mãe celeste,
acompanhando-a junto a Jesus,
orando e imolando-se ...
Quanto mais fraca se sentir,
mais forte deve ser o seu fiat.

Servo de Deus

D. Manuel Mendes da Conceição Santos

arcebispo de Évora

in «Antologia de Pensamentos», pg. 81

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

"Não basta ter fé:
é também absolutamente necessário viver de fé, ou viver a fé.
A aridez, a insuficiência, a fraqueza da vida religiosa no nosso tempo
vêm precisamente de se não compreender esta grande verdade."
Antologia de Pensamentos
do Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos,
1977, pg. 63

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Coração Imaculado de Maria
Se souber olhar com olhos de fé para aquele Coração que tanto sofreu porque tanto amou, encontrará nele muita luz e muito conforto no meio das trevas e das tortura em que sua alma se encontra.
Não pense que a Santíssima Virgem trilhou na vida uma estrada de luz: deixou, sim, muita luz atrás de si, mas essa luz era produzida pela combustão da sua alma, queimada pelo fogo da tribulação. Teve horas amargas como ninguém, viu-se envolvida em tempestades medonhas, sem saber com delas havia de sair; mas sabia que o Pai celeste é bom, que não abandona os que nele confiam e crêem no seu amor, portanto confiava, cria no amor e saboreava humildemente a amargura da sua dor. O seu coração continuava fixo em Deus, e tanto bastava.
(Agosto de 1951)
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
arcebispo de Évora
in «Coragem e Confiança» pensamentos de orientação espiritual, pg. 63

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A bondade sem amabilidade
é um diamante em bruto
que não pode servir de ornamento.

Diz São Francisco de Assis, que
a graciosa serva da bondade é a caridade.
Serva de Deus
madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
fundadora das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres
"«Lembrai-Vos sempre» escritos - carisma - espiritualidade",
Editorial Franciscana, Braga, 1995, pg 72.

sábado, 24 de setembro de 2011

"É que a Eucaristia
é um esforço da Omnipotência
e a prova mais eloquente do amor de um Deus,
deixai-me assim dizer,
apaixonado pelos homens."
Antologia de Pensamentos
do Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos,
1977, pg. 70

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

"A Eucaristia, Sacramento Augusto, em que o Deus vivo se encontra no meio de nós, é chamada por excelência, o mistério da fé, e é também a expressão suprema da caridade de um Deus, que se imola por nós e neste Sacramento nos irmana pela participação da sua mesma vida."
Antologia de Pensamentos
do Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos,
1977, pg. 71

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

VIDA DA NOSSA MÃE SANTA BEATRIZ
Este Texto foi encontrado junto aos restos mortais de nossa Santa Madre,
quando da primeira exumação para causa de beatificação,
foi escrito pela Madre Joana de São Miguel.

(Tradução de Frei Ary Pintareli, OFM)
Estes bem-aventurados ossos pertencem à ilustre e distinta senhora dona Beatriz da Silva, fundadora da Ordem da Santíssima Conceição de nossa Senhora, a Mãe de Deus.
Ela foi da estirpe real dos reis de Portugal, filha do senhor Rui Gomez da Silva e de Menezes, senhor de Campo Maior. Sua mãe foi dona Isabel de Menezes, filha do Conde de Biana (1), Dom Pedro de Menezes, primeiro capitão de Ceuta, na África. Sabe-se que essa senhora nasceu em Campo Maior. Teve como irmãos o Conde de Portalegre, preceptor do rei Dom Manuel, e Alfonso Beles, senhor de Campo Maior, e o bem-aventurado Frei Amadeu, da Ordem de nosso Pai São Francisco.
Esta ilustre senhora veio para Castela como dama da rainha dona Isabel, mulher do rei Dom João, que foi pai da rainha dona Isabel, que vive na glória.
Por sua grande beleza e por sua estirpe, esta senhora foi pedida em matrimónio por muitos condes e duques. Entre muitas lutas do mundo, ele ofereceu ao Senhor sua virgindade e castidade e fechou-se no Mosteiro régio de São Domingos. Aqui, por devoção, decidiu manter sempre seu rosto coberto com um véu branco, de forma que, enquanto viveu, nenhum homem e nenhuma mulher viu seu rosto, exceptuada aquela que lhe dava de comer.
Esta senhora foi muito devota da Santíssima Conceição e tanto fez que obteve do Santa Padre a regra, o hábito e o breviário da Santa Conceição. O Mosteiro já estava fundado e tudo já fora preparado para entregar o hábito a ela e às monjas que ela havia instruído, quando Nosso Senhor quis chamá-la. Morreu no ano de 1492.
Quando morreu, foram vistas duas coisas maravilhosas. Uma foi que, quando lhe levantaram o véu para [administrar-lhe a unção](2), foi tal o esplendor de seu rosto que todos ficaram admirados. A segunda, foi que em sua fronte viram uma estrela, que lá ficou até que ela expirou, e que emitia uma luz e um esplendor igual à luz quando mais brilha. Disso foram testemunhas seis religiosos da Ordem de nosso Pai São Francisco.
Ela faleceu no ano acima citado, no mês de Agosto, na vigília de São Lourenço. Foi sepultada no Mosteiro de Santa Fé, que então era o Mosteiro da Santa Conceição.
Mais tarde, por certas razões, estes bem-aventurados ossos foram transladados para o Mosteiro da Mãe de Deus. A senhora prioresa, que era sua sobrinha, guardou-os por doze anos e não quis cedê-los. Mas a senhora Abadessa dona Catarina Calderón e sua Vigária Joana de São Miguel dirigiram-se ao Santo Padre, que mandou entregá-los dentro de três dias. E assim, logo os entregou.
Os ossos foram transladados do Mosteiro de Mãe de Deus para este Mosteiro da Santa Conceição na tarde da festa dos Santos Simão e Judas, no ano de 1511.
Esta senhora faleceu com a idade de cinquenta e cinco anos. Era muito devota da Santíssima Paixão, da Santíssima Conceição e do glorioso São João Baptista. Dedicava-se muito à oração, aos jejuns, à disciplina e, especialmente, à caridade para com o próximo. Foi grande inimiga dos vícios e dos viciados.
Esta senhora era irmã de Santo Amadeu, da Ordem de nosso Pai São Francisco, que morreu na Alemanha. Foi canonizado dez anos após a morte desta senhora.
Vigária Joana de São Miguel
(1) Viana
(2) A escrita original está deteriorada e ilegível.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Madre Imaculada
monja Concepcionista
do Mosteiro de Campo Maior

Queremos falar de alguém que foi uma das fundadoras do Mosteiro da Imaculada Conceição de Campo Maior: a Madre Imaculada. Saiu da Comunidade Concepcionista de Villafranca del Bierzo (Espanha), com o sonho de fundar um mosteiro em terras portuguesas, na vila de Campo Maior, berço da nossa santa Madre Beatriz.
A Madre Imaculada, de carácter alegre, aberto, compreensivo, próximo e determinado fez dela uma grande figura comunitária. Mas, principalmente, foi uma alma sedenta de Deus. Ela deixou-nos por escrito a sua experiência de Deus. Deixe-mo-la falar: “Pai meu, Papá, sou toda Vossa. Toda... A alma com as suas potencias... criada à Vossa Imagem e Semelhança. Que esta imagem nunca se apague em mim, Padre querido,... O corpo com todos os meus sentidos... Toda Vos pertenço... Toda... Toda... Para quê dizer-Vos mais, se Vós estais dentro de mim. Vós, meu Deus querido, haveis-me criado à Vossa Imagem e Semelhança.
Em vossas mãos, meu Padre, estou em todos os momentos, em todos os instantes desta vida, que misericordiosamente me haveis concedido. Em o todo momento, quero estar orando com as palavras: ‘Papá, entrego-me inteiramente. Confio-me a Vós, Jesus, meu Redentor. Espírito Santo, queimai tudo o que não está conforme com a Vossa divina vontade’. Não consigo dizer-Vos o que sinto. Vós o sabei ... Vós sabeis tudo... No me deixeis só... tenho medo da minha pobreza, da minha grande miséria... Perdoai-me, Papá...Se Vós estais comigo, a quem hei-de a temer? Em vossas mãos, em vosso Divino Coração, me abandono...
Quero estar em todos os instantes do dia e da noite, em todos os minutos e segundos da minha vida a Vosso lado, Mãe querida. Mamã, não permitais que me separe de Vós e de tudo o que o Pai querido me tenha destinado neste desterro."
In Boletim «Contemplación y Vida» da Federação Bética da Ordem da Imaculada Conceição, nº 18, Julho de 2011, pg. 4
(tradução do Espanhol ao Português da responsabilidade de autor deste blog)

sábado, 30 de julho de 2011

“… seja… uma lâmpada viva,
arda e consuma-se em honra do prisioneiro divino,
mas tão silenciosamente
que ninguém dê por isso.”

Servo de Deus

D. Manuel Mendes da Conceição Santos
Arcebispo de Évora
Carta escrita em Agosto de 1932,
in “Coragem e Confiança", pg. 10

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Novena a Santa Beatriz da Silva
Autor:
ISBN: 978-989-673-182-3
Nº Páginas: 48
Formato: 8,5x0,4x12
Peso: 40 gr.
Edição:
Preço: 2Eur.

Descrição: Santa Beatriz da Silva nasceu em Campo Maior, cerca de 1437. Em 1447, D. Isabel, filha da Infanta Isabel, casa-se com D. João II, rei de Castela e Leão, e Beatriz da Silva segue como sua donzela. Em poucos anos é considerada uma das mais belas e formosas donzelas da corte castelhana, recebendo muitos pedidos de casamento, que recusa, fazendo voto de virgindade. A rainha começa a sentir ciúmes de Beatriz e encerra-a num cofre. Por volta de 1451, Beatriz sai do Paço Real e entra no Mosteiro de S. Domingos, como secular. Em 1484, com a ajuda da rainha Isabel, a católica, funda a Ordem da Imaculada Conceição, aprovada, em 1489, pelo papa Inocêncio VIII, que se dedica à contemplação, ao serviço e veneração da Virgem Maria no mistério da sua Imaculada Conceição. Santa Beatriz faleceu a 9 de Agosto de 1492. A sua beatificação deu-se em 26 de Julho de 1926 e a sua canonização em 3 de Outubro de 1976.

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

A vida alimenta-se de uma Mãe:
A IMACULADA.
O coração tem um ninho:
O SACRÁRIO.
O sofrimento tem um algum:

A CRUZ.

frase atribuída a

Santa Beatriz da Silva

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Abandono completo
... procure viver um abandono cada vez mais completo, pronta para tudo, sem perguntar o que está para vir. Venha o que vier, a sua alma está pronta, e não deseja outra coisa. Esta imolação íntima, esta entrega total dá ao Rei de Amor uma grande consolação. É a tradução prática do que dizemos no Padre Nosso: «seja feita a vossa vontade».
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
Arcebispo de Évora

in "Coragem e Confiança (Pensamentos de Orientação Espiritual)", pg. 93