"...brilhe a vossa luz diante dos homens,
de modo que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu."
(Mt 5, 16)

São vários os cristão alentejanos,
ou com profunda relação ao Alentejo,

que se deixaram transformar pela Boa Nova de Jesus Cristo
e com as suas vidas iluminaram a vida da Igreja.
Deles queremos fazer memória.
Alguns a Igreja já reconheceu como Santos,
outros estão os processos em curso,

outros ainda não foram iniciados os processos e talvez nunca venham a ser…
Não querendo antecipar-nos nem sobrepor-nos ao juízo da Santa Mãe Igreja,
queremos fazer memória destas vidas luminosas.

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quinta-feira, 11 de julho de 2013







Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
mais perto da Beatificação
A Igreja, pela voz do Papa Francisco, no passado dia 5 de Julho, reconheceu a heroicidade das virtudes da Serva de Deus, Maria Isabel da SS.ma Trindade, Fundadora da Congregação das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres, atribuindo-lhe o título de Venerável.
O amor a Deus e o amor ao próximo foi a dupla chama que ardeu no coração de Maria Isabel, e que fez dela uma perfeita imitadora de Cristo pobre e uma autêntica serva dos pobres.
Nasceu a 1 de Fevereiro de 1889, na freguesia de Santa Eulália – Elvas, Arquidiocese de Évora, numa família cristã, onde abundavam também, os bens materiais.
Foi-lhe dada uma educação esmerada. Casou aos 23 anos de idade e foi muito feliz com o marido. Em espírito de fé enfrentou a difícil prova da doença que o levou à morte ao fim de dez anos. Viúva, não perdeu o ânimo, mas continuou e intensificou o seu apostolado, sobretudo na catequese e no serviço aos pobres, na sua terra natal, Santa Eulália. Sentindo o apelo de Deus para uma entrega total na vida Religiosa, deixa os caminhos do prestígio e do poder, próprios da sua condição social e faz-se pobre para privilegiar os pobres. Em 1936 vai para Elvas, para tomar conta de uma Casa de Retiros. O contacto directo com os pobres, que nessa época proliferavam na cidade e arredores, estimulou o seu espírito de caridade. Impelida pelo amor a Deus e ao próximo, entrega-se sem medo. Dá a vida e os bens. Funda a Congregação, que, a pouco e pouco começa a estender-se a outras dioceses, e mais tarde a outras nações e continentes.
Venerando Maria, no mistério da Imaculada Conceição, Madre Isabel segue os seus passos, tomando-A como modelo. Entre outras virtudes, no seu itinerário de santidade, emergem a humildade e a pobreza. Deus é a riqueza dos humildes. Ele escolhe o que é fraco perante o mundo, para confundir os fortes (1Cor 1,27). Exalta-os, e faz neles maravilhas (Lc 1,48-49). Sentiu-se um instrumento humilde e pobre de que Deus se serviu. Escreve: Reconheço-me miserável, apesar de tudo, Deus serviu-se de mim para que se veja a Sua obra. Ele sempre utiliza instrumentos desproporcionados. Porque humilde, escolheu sempre o último lugar e perseverou no meio das dificuldades, sofrimentos e indecisões para consolidar a sua Obra, que veio a ser aprovada por Pio XII, a 5 de Julho de 1955.
Madre Maria Isabel da SS.ma Trindade faleceu a 3 de Julho de 1962, em Elvas. Passou pela vida fazendo o bem. Não se fechou em si mesma, nem se acomodou a uma existência fácil. Rasgou horizontes e pôs a render os talentos naquilo que julgava ser a vontade de Deus. Pode ser apresentada como modelo de virtude.
Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013


"Urge renunciar a tudo, para encontrar a Deus...
fugir de tudo o que não seja conforme à vontade de Deus...
fugir de todo o aplauso, viver escondida em Deus".
Serva de Deus
Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
"«Lembrai-Vos sempre» escritos - carisma - espiritualidade",
Editorial Franciscana, Braga, 1995, pg 79 (P 117[126]).

sábado, 19 de janeiro de 2013

 
 
 
Maria, foi certamente o modelo e fonte de inspiração da Serva de Deus Madre Isabel Caldeira. Tendo-se alimentado com o Pão dos Anjos, permitiu que a Graça lhe plantasse no coração uma “gostosa fome” que a levou a dar-se e gastar-se por inteiro aos serviço dos mais pobres dos pobres, reconhecendo neles o rosto de Deus e sendo junto deles presença maternal da “Toda Pura”.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012


Pintura timorense da
Serva de Deus
madre Maria Isabel (Picão Caldeira) da Santíssima Trindade
(Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres)

terça-feira, 3 de julho de 2012



50º aniversário da morte de
Madre Maria Isabel:
Uma vida inteira dedicada a Deus e ao seu semelhante
A 3 de Julho de 1962, desaparecia do convívio humano uma grande figura de Mulher, uma alma que soube compreender o mistério sublime da Caridade… exemplo raro de virtudes cristãs, com uma vida inteira dedicada ao seu semelhante. Era assim que se expressava, há cinquenta anos, um semanário de Elvas, referindo-se à Serva de Deus, Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade, fundadora da Congregação das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres.
Deus colocou no coração desta “Mulher” uma grande riqueza que ela soube acolher e repartir. Arriscou perder a vida para a poder ganhar, dando-se toda a Deus e aos irmãos, privilegiando os mais pobres. Despojada de tudo encontrou o seu Tesouro. Nela se concretizou a palavra do Evangelho: Aquele que conservar a vida, há-de perdê-la; aquele que a perder há-de ganhá-la (Mc 10, 39).
Madre Maria Isabel foi o grão de trigo lançado à terra, que germinou e deu fruto. Ao celebrarmos este acontecimento, cinquentenário da sua morte, queremos, louvar e bendizer a Deus por este dom, oferecido ao mundo e à Igreja.
Segue o PROGRAMA para todos quantos puderem e quiserem associar-se a esta celebração:
Dia 03 de Julho às 19,00h - Missa de acção de graças no Convento da Imaculada Conceição - Elvas;
Dia 06 de Julho às 21,00h - Vigília de oração no Convento da Imaculada Conceição;
Dia 07 de Julho das 09,00h às 12,30h, visita ao quarto onde faleceu Madre Isabel e ao túmulo, no Convento da Imaculada Conceição – Elvas;
Dia 07 de Julho às 16,00h - Missa na antiga Sé de Elvas, presidida pelo Arcebispo de Évora, D. José Francisco Sanches Alves.

terça-feira, 20 de março de 2012

20 de Março de 2012
100 anos do casamento de
Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
com o seu primo João Pires Carneiro
na Igreja de Santa Eulália
Um lar cristão que se forma é um ponto luminoso sobre a terra,
há-de proclamar a Cristo.
Serva de Deus
Madre Maria Isabel da Santissima Trindade
"Foi com intensa satisfação que aquela família acolheu esse noivado auspicioso, acontecido nos acordes da «Valsa da Meia-Noite» no clube de Elvas. Ele chamava-se João Pires Carneiro, primo ainda que afastado dos Picão-Caldeira, herdeiro do Monte São Domingos que ficava a 8 km do Monte de Pena Clara. Era um homem de 26 anos, delicado e belo, esmeradamente educado.
Se fosse um conto de fadas, o enlace seria inevitável e eternamente feliz. Foi quase assim.
A linda e bondosa Menina encontrou a sua alma gémea, o príncipe encantado dos seus sonhos, o rapaz de olhos claros e maneiras agradáveis.
Os nupciais foram anunciados, e após um breve noivado, eles casaram na Igreja Paroquial de Santa Eulália, em 20 de Março de 1912.
As bodas foram celebradas sob ramadas brancas de amendoeiras recém floridas. As carruagens belamente aparelhadas, seguiram por entre giestas em flor, no ar que cheirava a mel, bordejando os verdes trigais.
A festa durou três dias e três noites, como era costume na região. As amplas cozinhas não paravam e enormes vitualhas de carne eram assadas em espetos, por sobre lumes altos.
Ao entardecer do terceiro dia, os noivos dirigiram-se para o novo lar, no Monte de São Domingos, recentemente pintado de branco, com rodapé e ombreiras em azul-anilado, um casarão que a lenda dizia ter pertencido aos Templários, talvez."
FRANCISCA FERNANDES, "Uma nascente na planura", Edição das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres, Elvas, 1988, pgs 33-34.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

DO ESPELHO DAS SANTAS MULHERES
Santa Beatriz da Silva (1437-1492)
e Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade (1889-1962)

Duas mulheres, duas obras e várias semelhanças. A primeira, Dona Beatriz da Silva, nascida por volta de 1437, fundou a Ordem da Imaculada Conceição. A segunda, Dona Maria Isabel Picão Caldeira Carneiro, nasceu em 1889 e fundou a Congregação das Concepcionistas ao Serviço dos Pobres, dedicando-a à então Beata Beatriz, canonizada algumas décadas depois.
Foi Santa Beatriz que Dona Maria Isabel elegeu para protectora colocando-a no nome da Congregação. Sentir-se-ia identificada com a Santa, com quem tinha certas semelhanças biográficas. Ambas tinham nascido no Alentejo, a pouca distância: Santa Beatriz em Campo Maior e Dona Maria Isabel no Monte do Torrão, em Santa Eulália. Ambas pertenciam a famílias fidalgas radicadas na região. Se Santa Beatriz fora pedida em casamento por duques e condes, recusando-o, Dona Maria Isabel fora pedida por um rico lavrador e aceitara. Neste aspecto, tinham seguido caminhos distintos, mas em duas dimensões da mesma castidade cristã: Santa Beatriz vinculada por um voto privado de virgindade, Dona Maria Isabel vinculada por um voto de fidelidade conjugal. Santa Beatriz foi feliz como virgem consagrada. Dona Maria Isabel também o foi, como esposa. Enviuvando jovem e sem filhos, assumiu o seu passado sem respeitos humanos: afirmou que tivera um casamento feliz e refere-se à morte do marido como o maior desgosto da sua vida. A viuvez e um novo discernimento vocacional conduziram-na à castidade religiosa, como fundadora de uma nova Congregação. Nesta condição também morrera Santa Beatriz, monja professa e fundadora de uma nova Ordem.
Ambas dedicaram a existência à Oração, à Penitencia e à Caridade. Se Santa Beatriz viveu em Castela orando, penitenciando-se e dando esmolas, Dona Maria Isabel teve semelhante perfil, dedicando-se, por Elvas e por outras localidades, ao serviço incansável do próximo. Ambas declinaram os bens temporais, investindo as suas fortunas em obras espirituais. Curiosamente, as duas sairam das suas terras natais e adoptaram como suas as cidades onde quiseram residir. Se Santa Beatriz morou a maior parte da sua vida em Toledo, num mosteiro de monjas dominicanas, acompanhada por duas criadas, Dona Maria Isabel, numa primeira
fase da sua vocação religiosa, quis ser monja num cenóbio dominicano e fez-se acompanhar igualmente por duas serviçais. Criadas de uma e de outra viveram o resto das suas vidas em relação íntima com as religiosas dos institutos que as suas senhoras fundaram. De notar, ainda, que 0 Mosteiro de São Domingos de Elvas foi lugar de referência para ambas: Santa Beatriz tê-lo-a frequentado com os seus pais e irmãos, que ali tiveram a Capela da Conceição para jazigo da família, e Dona Maria Isabel teve ali 0 espaço para a oração e discernimento vocacional. Ainda outra semelhança: ambas tinham requintado gosto artístico, pois Santa Beatriz encomendou importantes obras de arte e Dona Maria Isabel, que frequentou Belas Artes em Lisboa, dedicou-se à pintura.
Mas foi na devoção a Nossa Senhora da Conceição que mais se estabeleceu a coincidência entre ambas. Era devoção típicamente portuguesa, alentejana, ou não estivesse próxima a Igreja de Santa Maria de Vila Viçosa, surgida da primitiva fundação de São Nuno, com cuja neta, a Infanta Dona Isabel, vivera Santa Beatriz. Ambas, na vida e na obra, quiseram ser espelho da Virgem Maria, modelo de todas as mulheres cristãs. Para tal convocaram também outras mulheres, seguindo o caminho da consagração religiosa. Santa Beatriz restaurou e adornou os Palácios de Galiana e a Igreja de Santa Fé para a sua fundação, Dona Maria Isabel fez o mesmo nos antigos edifícios do mosteiro de Nossa Senhora da Conceição de Elvas, com a respectiva igreja. Se Santa Beatriz criou um hábito monástico que reflectia o esplendor de Nossa Senhora, também Dona Maria Isabel e as suas companheiras envergaram semelhante veste. Por fim, a maior semelhança entre ambas foi, sem dúvida, a construção da santidade. Santa Beatriz da Silva e Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade, nome de religião, foram mulheres notáveis, cujas vidas e obras ainda hoje resplandecem no seio da Igreja, de Portugal, no mundo inteiro.
José Félix Duque
in «Seara dos Pobres», nº 60 - Outubro/Novembro/Dezembro - ano 2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A bondade sem amabilidade
é um diamante em bruto
que não pode servir de ornamento.

Diz São Francisco de Assis, que
a graciosa serva da bondade é a caridade.
Serva de Deus
madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
fundadora das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres
"«Lembrai-Vos sempre» escritos - carisma - espiritualidade",
Editorial Franciscana, Braga, 1995, pg 72.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Na Escola de Madre Isabel
"...brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu" (Mt 5, 16). Esta frase de São Mateus, pode ajudar-nos a entender o porquê da santidade na vida da Igreja. Por um lado, glorificar a Deus pelas maravilhas que realiza na vida daqueles que são dóceis e acolhem a Sua Vontade. Por outro lado, apresenta-nos vidas de homens e mulheres, como nós, sujeitos às mesmas dificuldades, tentações, alegrias e tristezas, realizações e fracassos… que acolheram e se deixaram conduzir por Deus e deixaram um rasto de luz. Se aprendermos deles, também em nós Deus poderá realizar coisas grandes, também nós podemos deixar um rasto de luz.
Em Madre Isabel, vejo claramente e duma forma profética, a realização daquele apelo do venerável Papa João Paulo II, no início do Terceiro Milénio: mais do que “falar” de Deus, “mostrar” Deus: “…sem se darem conta, pedem aos crentes de hoje não só que lhes «falem» de Cristo, mas também que de certa forma lh'O façam «ver». E não é porventura a missão da Igreja reflectir a luz de Cristo em cada época da história …?” (João Paulo II, Novo Millennio Ineunte, 16)
Como no tempo de Jesus, a Humanidade de hoje “procura” (cf. Mc 1, 37) e “tem sede” de Deus. E, mesmo que disso não tenha consciência, precisa e quer que os discípulos de Jesus lhe mostrem o Senhor. Como Tomé, só acredita se vir, na vida dos discípulos, as marcas do Ressuscitado. Que ela, a Humanidade O reconheça, com Ele se encontre e pelo Seu Amor se deixe tocar, é um dos apelos mais profundos que brotam no coração de Madre Isabel: “…os pecadores se convertam, os tíbios se afervorem e os justos se santifiquem cada vez mais e Vos amem com todo o ardor do seu coração…” (Madre Isabel).
Madre Isabel não perdeu tempo, teve pressa e deixou ecoar no coração e na vida a palavra do Apóstolo Paulo: “Este é o tempo favorável, este é o dia da salvação” (2 Cor 6, 2). Lançou-se na “Divina Aventura” de MOSTRAR JESUS, com a vida: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20), a Serva de Deus percebeu que, a sua vida não se podia confundir com a daqueles que colocavam Deus à margem.
Madre Isabel, recebeu de Stª Beatriz uma forma muito concreta de tornar visível aos olhos dos demais, o amor de Deus e de crescer na santidade. Essa forma é MARIA: "Maria apenas tem conhecimento da Vontade do Criador submete-se, não calculando as consequências .... A Vontade do Senhor é a sua. Não pretende saber o que dela resultará, quais as alegrias que daí advirão... O amor tudo simplifica... Tal é o caminho que deve tomar a Irmã Concepcionista ao Serviço dos Pobres, tal é a vocação especial a que Deus a chama: seguir as pisadas de Maria" (Madre Isabel).
Sempre que penso na vida de Beatriz e de Isabel, com frequência me vem à memória uma frase de São Paulo aos Gálatas, mas com uma pequena adaptação: Já não sou eu que vivo, mas é … Maria que vive em mim (cf. Gl 2, 20). Reproduzindo Maria nas suas vidas, Isabel e Beatriz, testemunharam Jesus Cristo de uma forma assombrosa, pois Maria vive em função de Jesus, de O dar e para todos a Ele levar. Assim o viveram e fizeram estas duas extraordinárias alentejanas. Na Escola de Madre Isabel, aprendemos, da Virgem “Cheia de Graça” (cf. Lc 1, 28) a amar a virtude e a detestar o pecado, por mais leve e insignificante que seja. Na Escola de Madre Isabel, aprendemos a verdadeira devoção à Virgem Imaculada, que consiste na firme e inviolável adesão à Senhora vestida de sol, coroada de estrelas e com a lua debaixo dos pés (cf. Ap 12, 1). Aprendemos a conformar a nossa maneira de viver com a da Mãe de Deus, a ser outra “pequena Maria”, a “gerar” Jesus e dá-L’O ao mundo. E isto, acolhendo gozosamente o pedido de Maria em Caná da Galileia, "«Fazei o que Ele vos disser!»” (Jo 2, 5), vivendo «DA» e «NA» Vontade de Deus.
É difícil reter e colher completamente o trabalho da Graça na vida da Serva de Deus. Todavia, há algumas características, que me parecem podem retractar, com mais precisão, a vida desta mulher forte e completamente abrasada pelo amor de Deus. Características com as cores e o perfume de Maria, a Imaculada, a “Totta Pulcra”. O Testamento Espiritual de Madre Isabel pode introduzir-nos suavemente na sua Escola, na sua forma de “DAR” Jesus há Humanidade. Forma essa que, lhe foi plantada no coração pelo Espírito Santo.
P. Marcelino José Moreno Caldeira
In «Seara dos Pobres», nº 58 – Abril/Maio/Junho – ano 2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

Nestes dias da Quaresma dois assuntos nos devem ocupar: Jesus na sua paixão e a Virgem das Dores. Estas duas imagens devem estar diante dos nossos olhos, nas nossas almas (...) e não cessemos de os contemplar com fé viva, amor ardente e compaixão terníssima. Quanto conforto e vigor não receberá o nosso espírito à vista do Homem Deus em tamanha objecção e desprezo por amor de nós.
Serva de Deus
madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
fundadora das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres
"«Lembrai-Vos sempre» escritos - carisma - espiritualidade",
Editorial Franciscana, Braga, 1995, pg 92.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Só no amor se é fiel
e só na fidelidade
se prova o amor…

No passado dia 20 de Novembro, as Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres, celebraram, em Fátima, o cinquentenário do Testamento Espiritual de Madre Maria Isabel da SS.ma Trindade. Presidiu à Eucaristia o Senhor D. Augusto César, Bispo Emérito de Portalegre e Castelo Branco. Partilhamos com os nossos leitores uma parte da homilia, então proferida.

O ‘Testamento Espiritual’ de Maria Isabel da Santíssima Trindade constitui um ‘canto e um ‘encanto’. Como canto, expande o que ela sente no coração: louvor e gratidão ao Senhor, que atrai, chama e envia. E como encanto põe os olhos da confiança na Senhora Imaculada e na sua atitude de ‘Serva humilde’; a seguir, familiariza-se com a simplicidade e o despojamento de Francisco de Assis e, como ele, dispõe-se a servir os pobres.
Em termos de análise, olhemos para o texto e ponhamos a descoberto o que melhor define, relativamente ao essencial.
Primeiramente, o conceito duma ‘herança’: o coração de Maria Isabel, atento ao sofrimento dos pobres, inspirava compaixão e vontade de os servir, partilhando mesmo a sua sorte. Isto, à imagem do que fizera Jesus: Junta-se com os publicanos e pecadores, e comia com eles. Enquanto assim pensava, sentia no seu interior, o despertar dum desejo que atraía até à consagração. Pois, quando nos deixamos conduzir pela fé, não abrimos as portas do egoísmo nem
fazemos parceria com o medo. Antes, confiamos na palavra de Jesus: “Eu estarei convosco até ao fim dos tempos”!
Passemos agora ao carisma: trata-se de um impulso interior, ungido de inspiração, que desabrocha ao sabor do discernimento e da oração … e que abre caminho ao apostolado e à confiança. Todavia, nos tempos que correm, surgem alguns obstáculos que desgastam o carisma ou vão tolhendo os seus frutos. Por exemplo: a ‘autonomia’ muito apetecida e cultivada pela moda e pela comunicação social… o ‘individualismo’ susceptível de abrir caminho ao egoísmo e a alguma singularidade nada benéfica, em comunidade… e o ‘capricho’ com manifestações excêntricas e arrogantes.
Finalmente, demos ouvidos à exortação: trata-se dum alento de fé, que vale também como súplica da última hora. A Fundadora antevê um esforço fecundo pela graça de Deus; e sabe que a sua vida é um quase testemunho sacramental. Por isso, faz um apelo amoroso e vigoroso à vigilância e à fidelidade; pois, sabe que se houver quebras ou regateio na obediência e na fraternidade, pode haver ruptura, como aconteceu com o povo de Israel. E, embora S. Paulo diga que se formos infiéis, Deus permanece fiel… e que se desistirmos, Ele nunca desiste… A Fundadora assenta a exortação na necessidade da verdade na linguagem… da humildade e simplicidade no procedimento… e da gratidão na relação com Deus e com as companheiras e superioras. E põe em evidência o modelo da Sagrada Família, para que nada quebre a boa harmonia comunitária e a responsabilidade. Quer dizer: só no amor se é fiel e só na fidelidade se prova o amor.
Maria Isabel da Santíssima Trindade expressa, deste modo sereno, embora inflamado, o que lhe vai na alma. E porque sente que tudo é dom e é graça, pede às suas filhas espirituais que se esforcem por ser fiéis e generosas… fraternas e cheias de confiança… amantes do recolhimento e do silêncio… desprendidas e laboriosas… e sempre de mãos dadas com a oração. Depois olhando para o céu, numa atitude confiante e atraente, diz às suas filhas que as leva no coração, para que não se sintam órfãs nem dispersas por causa do trabalho e das dificuldades. O serviço dos pobres será o grande objectivo das suas vidas e a santidade o melhor meio de o conseguir.
Demos todos juntos graças a Deus!
+ Augusto César
Bispo Emérito da Diocese de Portalegre e Castelo Branco
in «SEARA DOS POBRES», nº 57 - Janeiro/Fevereiro/Março - ano 2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

«Não podeis servir a Deus e ao dinheiro»
(Mt.6,24)

Um dia, Madre Isabel pronunciou esta frase, que nos deixou em herança: «Fiz-me pobre para privilegiar os pobres». Nesta expressão ficou expresso e encarnado o pensamento de Cristo, que o Evangelista Mateus reproduziu, e faz o título desta reflexão. De facto, assim como não é possível servir a dois senhores, ou seja, a Deus e a tudo o mais que nos possa impedir de O servir, assim também não é possível sentir e viver os problemas dos pobres, se não vivermos como pobres. Para podermos privilegiar os pobres, de entre todos os seres humanos que amamos e servimos, e sabermos o que significa, verdadeiramente, viver em pobreza, precisamos de a sentir e fazer nossa, no nosso quotidiano pessoal.
A pobreza, porém, não é um objectivo a alcançar, por si mesma. Ela tem uma importância enorme, como caminho para o amor fraterno. A propósito, o Autor dos Provérbios deixou-nos este lindo pensamento: «Mais vale um prato de legumes, com amor, do que um vitelo gordo com ódio» (Pr.15,17). Não é, de facto, por muito possuirmos que somos felizes, embora saibamos que «para o pobre, todos os dias são maus» (Pr.15,15). E estas duas coisas têm de estar presentes em nossa vida: não nos afeiçoarmos aos bens deste mundo; e viver, em total empatia com quem não tem o necessário para ter uma vida digna. Daí a necessidade de nos fazermos pobres e de privilegiarmos os pobres na nossa acção. Para podermos aproximar-nos eficazmente dos pobres, não podemos ter uma vida muito diferente da deles. Os pobres precisam de captar o nosso amor através do nosso testemunho de vida desprendida dos bens deste mundo, a fim de poderem receber de nós o exemplo de quem acredita que a maior riqueza não vem da posse dos bens, mas do único Bem que é Cristo, e do amor com que Ele nos ama.
Nestes tempos, em que vivemos, não faltam casos de miséria e de verdadeira necessidade que se cruzam, nos caminhos da vida, com pessoas que mais pensam em si e nas suas comodidades e bem-estar, do que nas carências dos que não têm um mínimo indispensável para viver com alguma dignidade. Há situações gritantes que clamam mais justiça e mais amor. Precisamos, hoje, de pobres, que privilegiem os pobres!
O exemplo da Madre Isabel pode e deve ser um estímulo para aqueles que querem seguir, de perto, a Jesus Cristo que se fez pobre com a nossa pobreza para nos enriquecer com a sua riqueza. Somos todos chamados a partilhar com os irmãos a riqueza de Cristo que é o amor. O que nos há-de levar a essa partilha será sempre o amor. Mas o melhor modo de amar passa pelo exemplo de vida, que tem uma forma privilegiada de se exprimir: ser pobres, livremente, e por virtude, para aliviar a pobreza daqueles junto dos quais exercemos a nossa acção e que muitas vezes, são pobres por força das circunstâncias sociais e culturais.
+ Manuel Madureira
bispo emérito do Algarve
in «SEARA DOS POBRES», nº 57 - Janeiro/Fevereiro/Março - ano 2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Junto do Sacrário eu ia muitas vezes pedir luzes.
Depois de muitas visitas a Jesus Sacramentado, pareceu-me ouvir:
É certo que nada vales,
mas Comigo tudo vencerás.

Serva de Deus
madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
fundadora das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres "«Lembrai-Vos sempre» escritos - carisma - espiritualidade",
Editorial Franciscana, Braga, 1995, pg 138.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Comunhão Espiritual
Meu Senhor e meu Deus, que sacramentado estais, já que não posso receber-Vos sacramentalmente, vinde espiritualmente ao meu coração.
Vinde, meu bom Jesus, vinde habitar em mim, a fim de que eu viva em Vós.
Fazei o meu corpo casto, a minha alma pura e o coração que Vos ame cada vez mais.
No sacrário ou na cruz, que eu viva sempre unida a Jesus.
Serva de Deus
madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
fundadora das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres "«Lembrai-Vos sempre» escritos - carisma - espiritualidade",
Editorial Franciscana, Braga, 1995, pg 40.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Nunca pensei outra coisa senão dar-me toda a Deus; por conseguinte, só procuro agradar-Lhe e dar-Lhe consolação. Nele vejo um Coração a transbordar de bondade e amor; é um Pai que não engana.
Serva de Deus
madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
fundadora das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres
"«Lembrai-Vos sempre» escritos - carisma - espiritualidade",
Editorial Franciscana, Braga, 1995, pg 62.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Leitura aconselhável:
DA SANTÍSSIMA TRINDADE, Maria Isabel, "Lembrai-vos sempre: Escritos - Carisma - Espiritualidade", Editorial Franciscana, Braga, 1995.

Pedidos a:
Editorial Franciscana
Areal de Cima - Montariol
Apartado 1217
4710 BRAGA
ou:
Postulação: Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres
Rua Francisco da Silva, 9 C
7350-272 ELVAS

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

"O Coração de Jesus seja o nosso refúgio
e escola onde aprendamos a praticar todas as virtudes,
em especial doçura, mansidão e humildade.
Oh! Quanta necessidade temos todas de nos escondermos
no coração Dulcíssimo de Jesus."

Serva de Deus
madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
fundadora das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

"Oh! Meu Rei,
sustentai-me sempre nesse caminho da Cruz que escolhi,
pois sem Vós nada posso.
Oh! Divino Esposo,
Vós me cumulastes e eu que tenho a dar-Vos?
Dou-Vos, ao menos, um coração que Vos ama,
um coração que aspira a uma vida mais unida a Vós,
que pelos três votos Vos pertence para sempre."
Serva de Deus
madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
fundadora das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres

terça-feira, 4 de maio de 2010

... seguir as pisadas de Maria
"Maria apenas tem conhecimento da Vontade do Criador submete-se, não calculando as consequências da submissão. A Vontade do Senhor é a sua. Não pretende saber o que dela resultará, quais as alegrias que daí advirão... O amor tudo simplifica... Tal é o caminho que deve tomar a Irmã Concepcionista ao Serviço dos Pobres, tal é a vocação especial a que Deus a chama: seguir as pisadas de Maria e dizer com Ela, num acto de puro amor: Sim meu Deus, sou Vossa serva."
Serva de Deus
madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
(in "Lembrai-vos sempre - escritos, carisma, espiritualidade",
Editorial Franciscana, Braga, 1995, pg. 67)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Vocação (2)
A vida religiosa é sublime! (...) Que felicidade maior pode haver do que virmos ao chamamento de Nosso Senhor e segui-Lo passo a passo!... (...) No mundo também se pode servir a Deus. (...) O que é certo é que as do mundo, não foram escolhidas e nós fomos escolhidas para suas esposas. (...) na vida religiosa (...) a união mais íntima com Deus; procurá-Lo a toda a hora no Sacrário, num acto de caridade, até mesmo nos nossos trabalhos!
Serva de Deus
madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
(in "Lembrai-vos sempre - escritos, carisma, espiritualidade",
Editorial Franciscana, Braga, 1995, pg. 82)