Tríduo Preparatório dos Mártires de Elvas
"...brilhe a vossa luz diante dos homens,
de modo que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu." (Mt 5, 16)
São vários os cristão alentejanos,
ou com profunda relação ao Alentejo,
que se deixaram transformar pela Boa Nova de Jesus Cristo
e com as suas vidas iluminaram a vida da Igreja.
Deles queremos fazer memória.
Alguns a Igreja já reconheceu como Santos,
outros estão os processos em curso,
outros ainda não foram iniciados os processos e talvez nunca venham a ser…
Não querendo antecipar-nos nem sobrepor-nos ao juízo da Santa Mãe Igreja,
queremos fazer memória destas vidas luminosas.
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quinta-feira, 14 de julho de 2016
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sábado, 11 de julho de 2015
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terça-feira, 21 de outubro de 2014
Estarão restos dos Mártires de Tazacorte (=do Brasil) na “Gruta dos Frades?”
O
investigador e etnógrafo Juan José Santos refere que a tradição oral do
município (de Fuencaliente) recorda que, nesta zona do litoral de
Fuencaliente, onde aportava tudo o que se lançava ao mar do sul, se
encontram submergidos pelas ondas de lava do vulcão de Teneguía, de
1971, alguns cadáveres dos religiosos jesuítas, assassinados pelos
corsários calvinistas, em 1570.
Esther R. Medina - Fuencaliente
Juan José Santos (à direita) dialoga com o Padre João Caniço, a 10 de Outubro (2014), em Fuencaliente. Foto: MARÍA VICTORIA HERNÁNDEZ.
Os
restos dos jesuítas Inácio de Azevedo e seus 39 companheiros [Mártires
do Brasil], conhecidos, nas Ilhas Canárias, como ‘Mártires de
Tazacorte’, que, em 1570, foram assassinados junto à Ponta de
Fuencaliente, por corsários calvinistas, comandados pelo pirata Jacques
de Sória, quando se dirigiam para o Brasil, a realizar obras de
evangelização, foram ali tragados pelo mar. Mas a tradição popular -
conta na sua página de Facebook, a “Conselheira” da Cultura e do
Património do “Cabildo de La Palma”, Maria Victória Hernández –
reconhece que, “próximo do Farol de Fuencaliente se localiza a chamada
‘Gruta dos Frades’, submergida pelo vulcão Teneguía em 1971, e, segundo
alguns informadores, entre os quais se encontram Juan José Santos e Juan
Luis Curbelo, sendo ainda muito jovens, os seus professores da escola
primária e outras pessoas relatavam que, nessa gruta, tinham sido
enterrados os jesuítas que o mar tinha feito chegar à costa”.
O
sacerdote jesuíta português, vice-postulador da Causa de Canonização
dos Beatos Mártires de Tazacorte, João Caniço, que se deslocou de
Portugal à Ilha de La Palma, para assistir à homenagem que o Cabildo
prestou aos religiosos, erigindo uma cruz de pedra, junto ao Farol de
Fuencaliente, teve a oportunidade de dialogar com Juan José Santos e
ouvir os testemunhos orais que têm sido transmitidos de geração em
geração sobre este trágico episódio da história insular. Santos revelou
ao jornal “La Palma Ahora” que, “em finais dos anos cinquenta do século
passado, os alunos do “Colégio de Los Canarios” fizemos uma excursão com
um missionário jesuíta para colocar uma cruz na ‘Gruta dos Frades’,
porque se dizia que ali tinham aparecido alguns cadáveres dos
missionários, já que a esta gruta vinha dar tudo o que era lançado ao
mar”. Santos, prestigioso folclorista e investigador etnográfico,
reconhece que “não há documentos históricos” que certifiquem que nesta
gruta se encontram restos dos jesuítas, ainda que “todas as pessoas mais
velhas do município contavam que nesta gruta, utilizada pelos
habitantes locais, se tinham encontrado restos dos religiosos”.
O
Padre Joao Caniço mostrou-se muito interessado por este relato, na
medida em que o seu trabalho se centra em recolher informação sobre a
vida e a obra dos ‘Mártires de Tazacorte’ [ou Mártires do Brasil] e
promover a sua canonização, declaração que espera se venha a produzir
durante el governo do Papa Francisco, que manifestou especial interesse
por esta causa.
María
Victoria Hernández qualificou o martírio dos jesuítas, que procediam de
Lisboa e se dirigiam ao Brasil, como “o facto histórico mais destacado
que algum dia aconteceu em La Palma, pela sua transcendência
internacional, vendo-se directamente relacionados Espanha, Portugal,
França, Vaticano e a Companhia de Jesus”. A mesma “Conselheira da
Cultura e do Património” pretende, além de prestar uma homenagem a estes
missionários, tornar mais conhecido o seu martírio entre todos os
habitantes da Ilha de La Palma.
Segundo
se conta, Inácio de Azevedo, na última missa que celebraram na Igreja
de Nossa Senhora das Angústias, antes de prosseguir a viagem para o
Brasil, depois de uma escala no Porto de Tazacorte, teve um pre-aviso,
uma revelação divina, do que lhes iria acontecer. E foi tal a sua
impressão, que mordeu a borda do cálice, deixando nele as marcas dos
dentes. Quando o navio, em que viajava a expedição, foi atacado por
Jacques de Sória, Inácio de Azevedo, com um quadro de Nossa Senhora nas
mãos, “animou os missionários a oferecerem as suas vidas por Cristo”. Os
40 jesuítas foram apunhalados e lançados vivos ao mar, no dia 15 de
Julho de 1570.
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domingo, 17 de julho de 2011
Beatos Mártires do Brasil

(da Missa da Memória dos Beatos Mártires do Brasil)
Oração Sobre as Oblatas
Aceitai, Senhor, a oblação do vosso povo (a Eucaristia), ao celebrarmos a paixão dos santos mártires, e fazei que, assim como ela fortaleceu o bem-aventurado Inácio de Azevedo e seus companheiros para suportarem corajosamente a perseguição, também a nós nos dê invencível firmeza na adversidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Leitura da Epistola do apóstolo São Paulo aos Romanos
Rom 8, 35-39
Irmãos: Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo ou a espada? Assim está escrito: «Por tua causa somos sujeitos à morte o dia inteiro; somos tomados como ovelhas para o matadouro». Mas em tudo isto somos vencedores, graças Àquele que nos amou. Na verdade, eu estou certo de que nem a morte nem a vida, nem os Anjos nem os Principados, nem o presente nem o futuro, nem as Potestades nem a altura nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que se manifestou em Cristo Jesus, Nosso Senhor.
Oração Sobre as Oblatas
Aceitai, Senhor, a oblação do vosso povo (a Eucaristia), ao celebrarmos a paixão dos santos mártires, e fazei que, assim como ela fortaleceu o bem-aventurado Inácio de Azevedo e seus companheiros para suportarem corajosamente a perseguição, também a nós nos dê invencível firmeza na adversidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Leitura da Epistola do apóstolo São Paulo aos Romanos
Rom 8, 35-39
Irmãos: Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo ou a espada? Assim está escrito: «Por tua causa somos sujeitos à morte o dia inteiro; somos tomados como ovelhas para o matadouro». Mas em tudo isto somos vencedores, graças Àquele que nos amou. Na verdade, eu estou certo de que nem a morte nem a vida, nem os Anjos nem os Principados, nem o presente nem o futuro, nem as Potestades nem a altura nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que se manifestou em Cristo Jesus, Nosso Senhor.
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sábado, 16 de julho de 2011
1. Beato Aleixo Delgado, irmão estudante noviço.
Nasceu na cidade de Elvas. Cantava muito bem e era especialista em recitar o catecismo cantado. Depois de agredido, violentamente, na cabeça e no pescoço por várias vezes, a ponto de lhe rebentar o sangue pela boca e pelo nariz, foi, finalmente, lançado vivo ao mar. Deu a sua vida por Cristo e pela Igreja, apenas 15 anos de idade. Era o mais jovem do grupo.
2. Beato Luís Rodrigues, irmão estudante noviço.
Nascido na cidade de Évora. Foi ferido a golpes de punhal e lançado, ainda vivo, ao mar. Tinha 16 anos, quando recebeu a palma do martírio.
3. Beato Luís Correia, irmão estudante.
Nasceu na cidade de Évora. Foi lançado vivo ao mar. Tinha apenas 17 anos de idade.
4. Beato André Gonçalves, irmão estudante noviço.
Nasceu em Viana do Alentejo. Foi lançado vivo ao mar. Provavelmente, teria 18 (?) anos aquando do martírio.
5. Beato António Fernandes, irmão coadjutor noviço.
Nasceu em Montemor-o-Novo. Era muito bom carpinteiro de marcenaria. Foi lançado vivo ao mar. Tinha 18 anos, quando foi martirizado.
6. Beato Álvaro Mendes, irmão estudante.
Natural da cidade de Elvas. Era um excelente cantor. Foi despido, maltratado e por fim, deitado vivo ao mar. Teria 19 (?) anos, quando recebeu a palma do martírio.
7. Beato Pedro (ou Pero) Nunes, irmão estudante.
Nascido em Fronteira, foi lançado vivo ao mar. A quando do martírio, provavelmente, teria 19 (?) anos.
8. Beato Domingos Fernandes, irmão coadjutor.
Nasceu em Borba. Apunhalado várias vezes e gravemente ferido, foi lançado, ainda vivo, ao mar. Tinha 19 anos de idade, quando entregou a sua vida por Cristo e pela Igreja de Roma.
9. Beato Francisco de Magalhães, irmão estudante.
Nascido em Alcácer do Sal. Cantava admiravelmente. Foi lançado vivo ao mar e tinha 21 anos de idade.
10. Beato Manuel Álvares, irmão coadjutor.
Nasceu na cidade de Estremoz. Era trabalhador rural e pastor. Retalharam-lhe o rosto com cutiladas e por fim foi lançado, ainda vivo, ao mar. Na altura do martírio, tinha 34 anos de idade.
Nasceu na cidade de Elvas. Cantava muito bem e era especialista em recitar o catecismo cantado. Depois de agredido, violentamente, na cabeça e no pescoço por várias vezes, a ponto de lhe rebentar o sangue pela boca e pelo nariz, foi, finalmente, lançado vivo ao mar. Deu a sua vida por Cristo e pela Igreja, apenas 15 anos de idade. Era o mais jovem do grupo.
2. Beato Luís Rodrigues, irmão estudante noviço.
Nascido na cidade de Évora. Foi ferido a golpes de punhal e lançado, ainda vivo, ao mar. Tinha 16 anos, quando recebeu a palma do martírio.
3. Beato Luís Correia, irmão estudante.
Nasceu na cidade de Évora. Foi lançado vivo ao mar. Tinha apenas 17 anos de idade.
4. Beato André Gonçalves, irmão estudante noviço.
Nasceu em Viana do Alentejo. Foi lançado vivo ao mar. Provavelmente, teria 18 (?) anos aquando do martírio.
5. Beato António Fernandes, irmão coadjutor noviço.
Nasceu em Montemor-o-Novo. Era muito bom carpinteiro de marcenaria. Foi lançado vivo ao mar. Tinha 18 anos, quando foi martirizado.
6. Beato Álvaro Mendes, irmão estudante.
Natural da cidade de Elvas. Era um excelente cantor. Foi despido, maltratado e por fim, deitado vivo ao mar. Teria 19 (?) anos, quando recebeu a palma do martírio.
7. Beato Pedro (ou Pero) Nunes, irmão estudante.
Nascido em Fronteira, foi lançado vivo ao mar. A quando do martírio, provavelmente, teria 19 (?) anos.
8. Beato Domingos Fernandes, irmão coadjutor.
Nasceu em Borba. Apunhalado várias vezes e gravemente ferido, foi lançado, ainda vivo, ao mar. Tinha 19 anos de idade, quando entregou a sua vida por Cristo e pela Igreja de Roma.
9. Beato Francisco de Magalhães, irmão estudante.
Nascido em Alcácer do Sal. Cantava admiravelmente. Foi lançado vivo ao mar e tinha 21 anos de idade.
10. Beato Manuel Álvares, irmão coadjutor.
Nasceu na cidade de Estremoz. Era trabalhador rural e pastor. Retalharam-lhe o rosto com cutiladas e por fim foi lançado, ainda vivo, ao mar. Na altura do martírio, tinha 34 anos de idade.
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sexta-feira, 15 de julho de 2011
O martírio
“…para mim, viver é Cristo e morrer, um lucro.“
(Fl 1, 21)
Ao cabo de alguns dias de viagem, era o dia 15 de Julho de 1570, faz hoje precisamente 441 anos, “davam já a volta para a cidade da Palma, de que distavam duas ou três léguas”, avistaram a vela de uma grande nau e depois mais três, de modo que, inicialmente, chegaram a pensar tratar-se da armada de D. Luís de Vasconcellos, mas tal não se veio a confirmar. Era antes Jacques de Sória, corsário calvinista francês, conhecido pelo seu ódio de morte aos católicos e entre estes, muito especialmente, aos jesuítas. Acompanhavam Sória perto de meio milhar de soldados, todos eles animados pelo mesmo furor contra a Igreja Católica.(Fl 1, 21)
Rapidamente prepararam a nau Santiago para a peleja, não obstante a diferença numérica de homens e armamento. O capitão da nau Santiago pediu ao Padre Inácio irmãos para a luta: “Padre, estamos prestes para pelejar, mas temos muito pouca gente, sendo tantos os inimigos; dai-nos alguns desses vossos Irmãos mais robustos, que nos ajudem». Respondeu o Padre: «Dar-vo-los-ei, não para pelejarem mas para vos animarem com suas palavras»”. Tripulação e irmãos jesuítas estavam animados na defesa da sua nau, ainda que isso lhes custasse a própria vida. Foram aguentando a peleja até que a nau foi invadida pelos corsários franceses e então começou corpo a corpo uma luta desigual, iniciando-se assim uma verdadeira carnificina.
“Quando o galeão chegou a distância de se poder ouvir, Sória gritou de lá: - «Deitai, deitai ao mar esses Pretes que vão semear falsa doutrina no Brasil!»”.
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quinta-feira, 14 de julho de 2011
Idade dos mártires:
- 15 anos (1): Aleixo Delgado.
- 16 anos (1): Luís Rodrigues.
- 17 anos (4): Luís Correia, António Correia, Nicolau Dinis e Amaro Vaz.
- 18 anos (9): André Gonçalves (?), António Fernandes, Juan de Zafra (?), Gregório Escribano (?), Fernando Sanchez (?), Gaspar Álvares (?), Manuel Fernandes (?), Simão Lopes e João Adauto (?).
- 19 anos (6): Manuel Pacheco (?), Álvaro Mendes (?), Pedro (Pero) Nunes (?), Domingos Fernandes, Simão da Costa e João Fernandes (de Lisboa).
- 20 anos (2): Gonçalo Henriques (?) e Manuel Rodrigues (?).
- 21 anos (2): Francisco de Magalhães e António Soares (?).
- 22 anos (1): Juan de San Martín.
- 23 anos (3): Marcos Caldeira, João Fernandes (de Braga) e Pedro (Pero) Fontoura.
- 24 anos (2): Diogo Pires (Mimoso) (?) e Brás Ribeiro.
- 27 anos (1): Bento de Castro.
- 30 anos (2): Estéban de Zuraire e Francisco Pérez Godóy.
- 31 anos (2): Afonso de Baena e Francisco Álvares.
- 34 anos (1): Manuel Álvares.
- 37 anos (1): João Mayorga.
- 39 anos (1): Diogo de Andrade.
- 43 anos (1): Inácio de Azevedo.
- 15 anos (1): Aleixo Delgado.
- 16 anos (1): Luís Rodrigues.
- 17 anos (4): Luís Correia, António Correia, Nicolau Dinis e Amaro Vaz.
- 18 anos (9): André Gonçalves (?), António Fernandes, Juan de Zafra (?), Gregório Escribano (?), Fernando Sanchez (?), Gaspar Álvares (?), Manuel Fernandes (?), Simão Lopes e João Adauto (?).
- 19 anos (6): Manuel Pacheco (?), Álvaro Mendes (?), Pedro (Pero) Nunes (?), Domingos Fernandes, Simão da Costa e João Fernandes (de Lisboa).
- 20 anos (2): Gonçalo Henriques (?) e Manuel Rodrigues (?).
- 21 anos (2): Francisco de Magalhães e António Soares (?).
- 22 anos (1): Juan de San Martín.
- 23 anos (3): Marcos Caldeira, João Fernandes (de Braga) e Pedro (Pero) Fontoura.
- 24 anos (2): Diogo Pires (Mimoso) (?) e Brás Ribeiro.
- 27 anos (1): Bento de Castro.
- 30 anos (2): Estéban de Zuraire e Francisco Pérez Godóy.
- 31 anos (2): Afonso de Baena e Francisco Álvares.
- 34 anos (1): Manuel Álvares.
- 37 anos (1): João Mayorga.
- 39 anos (1): Diogo de Andrade.
- 43 anos (1): Inácio de Azevedo.
Maria Valentina MACHADO e Marcelino CALDEIRA, "Irmão de muita virtude, vida do Veato Domingos Fernandes de Borba - Jesuíta e mártir do Brasil (1551-1570)", Paulinas, Setembro de 2011, Prior Velho, pgs 57 e 58.
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quarta-feira, 13 de julho de 2011
Os 10 mártires oriundos da Arquidiocese de Évora são de:
- Alcácer do Sal (1): Francisco de Magalhães.
- Borba (1): Domingos Fernandes.
- Elvas (2): Aleixo Delgado e Álvaro Mendes.
- Estremoz (1): Manuel Álvares.
- Évora (2): Luís Correia, Estudante e Luís Rodrigues.
- Fronteira (1): Pedro (Pero) Nunes.
- Montemor-o-Novo (1): António Fernandes.
- Viana da Alentejo (1): André Gonçalves.
- Alcácer do Sal (1): Francisco de Magalhães.
- Borba (1): Domingos Fernandes.
- Elvas (2): Aleixo Delgado e Álvaro Mendes.
- Estremoz (1): Manuel Álvares.
- Évora (2): Luís Correia, Estudante e Luís Rodrigues.
- Fronteira (1): Pedro (Pero) Nunes.
- Montemor-o-Novo (1): António Fernandes.
- Viana da Alentejo (1): André Gonçalves.
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terça-feira, 12 de julho de 2011
Os mártires Portugueses: 32
Os mártires Espanhóis: 8
As doze Dioceses de origem dos mártires Portugueses são:
Arquidiocese de Évora (10):
Beatos Domingos Fernandes, Aleixo Delgado, Luís Rodrigues, Luís Correia, André Gonçalves, António Fernandes, Álvaro Mendes, Pedro (ou Pero) Nunes, Francisco de Magalhães e Manuel Álvares.
Diocese do Porto (7):
Beatos António Correia, Amaro Vaz, Marcos Caldeira, Gaspar Álvares, Simão da Costa, Gonçalo Henriques e Inácio de Azevedo.
Diocese da Guarda (3):
Beatos Francisco Álvares, Manuel Fernandes e António Soares.
Arquidiocese de Braga (2):
Beatos João Fernandes (de Braga) e Brás Ribeiro.
Diocese de Bragança-Miranda (2):
Beatos Nicolau Dinis e Bento de Castro.
Diocese de Ceuta (1):
Beato Manuel Pacheco.
Diocese de Portalegre e Castelo Branco (1):
Beato Diogo Pires (Mimoso).
Diocese de Leiria-Fátima (1):
Beato Simão Lopes.
Diocese de Setúbal (1):
Beato Manuel Rodrigues.
Diocese de Coimbra (1):
Beato Diogo de Andrade.
Diocese de Vila Real (1):
Beato Pedro (ou Pero) Fontoura.
Patriarcado de Lisboa (1):
Beato João Fernandes (de Lisboa).
Beato João Adauto: quanto ao lugar do seu nascimento sabe-se que nasceu Entre-Douro-e-Minho. Era uma província do Norte Atlântico de Portugal, composta pelos actuais distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e parte dos distritos de Aveiro, Viseu e Vila Real, pelo que a sua origem pode ser de uma das várias das dioceses dessa província.
Foram martirizados a 15 de Julho de 1570, no mar das Canárias.
Foram Beatificados, em 11 de Maio de 1854, pelo Papa Pio IX.
A Memória litúrgica do Beato Inácio de Azevedo e companheiros mártires ocorre a 17 de Julho.
Os mártires Espanhóis: 8
As doze Dioceses de origem dos mártires Portugueses são:
Arquidiocese de Évora (10):
Beatos Domingos Fernandes, Aleixo Delgado, Luís Rodrigues, Luís Correia, André Gonçalves, António Fernandes, Álvaro Mendes, Pedro (ou Pero) Nunes, Francisco de Magalhães e Manuel Álvares.
Diocese do Porto (7):
Beatos António Correia, Amaro Vaz, Marcos Caldeira, Gaspar Álvares, Simão da Costa, Gonçalo Henriques e Inácio de Azevedo.
Diocese da Guarda (3):
Beatos Francisco Álvares, Manuel Fernandes e António Soares.
Arquidiocese de Braga (2):
Beatos João Fernandes (de Braga) e Brás Ribeiro.
Diocese de Bragança-Miranda (2):
Beatos Nicolau Dinis e Bento de Castro.
Diocese de Ceuta (1):
Beato Manuel Pacheco.
Diocese de Portalegre e Castelo Branco (1):
Beato Diogo Pires (Mimoso).
Diocese de Leiria-Fátima (1):
Beato Simão Lopes.
Diocese de Setúbal (1):
Beato Manuel Rodrigues.
Diocese de Coimbra (1):
Beato Diogo de Andrade.
Diocese de Vila Real (1):
Beato Pedro (ou Pero) Fontoura.
Patriarcado de Lisboa (1):
Beato João Fernandes (de Lisboa).
Beato João Adauto: quanto ao lugar do seu nascimento sabe-se que nasceu Entre-Douro-e-Minho. Era uma província do Norte Atlântico de Portugal, composta pelos actuais distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e parte dos distritos de Aveiro, Viseu e Vila Real, pelo que a sua origem pode ser de uma das várias das dioceses dessa província.
Foram martirizados a 15 de Julho de 1570, no mar das Canárias.
Foram Beatificados, em 11 de Maio de 1854, pelo Papa Pio IX.
A Memória litúrgica do Beato Inácio de Azevedo e companheiros mártires ocorre a 17 de Julho.
Maria Valentina MACHADO e Marcelino CALDEIRA, "Irmão de muita virtude, vida do Beato Domingos Fernandes de Borba, Jesuíta e mártir do Brasil (1551-1570)", Paulinas, Setembro de 2011, Prior Velho, pgs. 58 e 59.
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segunda-feira, 11 de julho de 2011
Todos os 40 mártires foram lançados ao mar:
Já mortos (4):
Já mortos (4):
os Beatos Brás Ribeiro, Diogo Pires (Mimoso), Inácio de Azevedo e Simão da Costa.
Não se sabe se foram lançados vivos ou mortos ao mar - desaparecidos (4):
os Beatos Gonçalo Henriques, Manuel Rodrigues, Manuel Pacheco e Estéban de Zuraire.
Vivos e sem ferimentos (17):
os Beatos André Gonçalves, António Fernandes, Francisco Álvares, Francisco de Magalhães, Gregório Escribano, João Adauto, João Mayorga, João Fernandes (de Braga), João Fernandes (de Lisboa), Juan de San Martin, Juan de Zafra, Luís Correia, Manuel Fernandes, Marcos Caldeira, Nicolau Dinis, Pedro Nunes e Simão Lopes.
Vivos depois de feridos com mais ou menos gravidade (15):
os Beatos Aleixo Delgado, Álvaro Mendes, Afonso de Baena, António Correia, António Soares, Bento de Castro, Diogo de Andrade, Domingos Fernandes, Fernando Sanchez, Francisco Pérez Godóy, Gaspar Álvares, Luís Rodrigues, Manuel Álvares e Pedro Fontoura.
Não se sabe se foram lançados vivos ou mortos ao mar - desaparecidos (4):
os Beatos Gonçalo Henriques, Manuel Rodrigues, Manuel Pacheco e Estéban de Zuraire.
Vivos e sem ferimentos (17):
os Beatos André Gonçalves, António Fernandes, Francisco Álvares, Francisco de Magalhães, Gregório Escribano, João Adauto, João Mayorga, João Fernandes (de Braga), João Fernandes (de Lisboa), Juan de San Martin, Juan de Zafra, Luís Correia, Manuel Fernandes, Marcos Caldeira, Nicolau Dinis, Pedro Nunes e Simão Lopes.
Vivos depois de feridos com mais ou menos gravidade (15):
os Beatos Aleixo Delgado, Álvaro Mendes, Afonso de Baena, António Correia, António Soares, Bento de Castro, Diogo de Andrade, Domingos Fernandes, Fernando Sanchez, Francisco Pérez Godóy, Gaspar Álvares, Luís Rodrigues, Manuel Álvares e Pedro Fontoura.
Maria Valentina MACHADO e Marcelino CALDEIRA, "Irmão de muita virtude, vida do Beato Domingos Fernandes de Borba, Jesuíta e mártir do Brasil (1551-1570)", Paulinas, Setembro de 2011, Prior Velho, pgs. 56 e 57.
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domingo, 10 de julho de 2011
O mais jovem do grupo,
natural da cidade de Elvas, era o irmão Aleixo Delgado, com 15 anos e destinava-se ao sacerdócio.
O mais velho do grupo,
natural dos arredores da cidade do Porto, era o Padre Inácio de Azevedo, com 43 anos. Era o Provincial da Companhia de Jesus no Brasil e o superior do grupo.
A média de idades do grupo é de 22.45 anos. A média de idades dos mártires oriundos da Arquidiocese de Évora é de 19.6 anos.
natural da cidade de Elvas, era o irmão Aleixo Delgado, com 15 anos e destinava-se ao sacerdócio.
O mais velho do grupo,
natural dos arredores da cidade do Porto, era o Padre Inácio de Azevedo, com 43 anos. Era o Provincial da Companhia de Jesus no Brasil e o superior do grupo.
A média de idades do grupo é de 22.45 anos. A média de idades dos mártires oriundos da Arquidiocese de Évora é de 19.6 anos.
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sábado, 9 de julho de 2011
Sacerdotes (2): Inácio de Azevedo e Diogo de Andrade
Diácono (1): Gonçalo Henriques
Irmãos noviços (13): Aleixo Delgado; Amaro Vaz; André Gonçalves; António Fernandes; Brás Ribeiro; João Fernandes (de Braga); Juan de San Martín; Juan de Zafra; Simão da Costa; Luís Rodrigues; Marcos Caldeira; Nicolau Dinis; Pedro Fontoura.
Irmãos estudantes que se destinavam ao sacerdócio (22): Aleixo Delgado; Álvaro Mendes; André Gonçalves; António Correia; António Soares; Bento de Castro; Diogo Pires (Mimoso); Fernando Sanchez; Francisco de Magalhães; Francisco Pérez Godóy; João Fernandes (de Braga); João Fernandes (de Lisboa); Juan de San Martín; Luís Rodrigues; Luís Correia; Manuel Fernandes; Manuel Pacheco; Manuel Rodrigues; Marcos Caldeira; Nicolau Dinis; Pedro Nunes; Simão Lopes.
Irmãos coadjutores que não se destinavam ao sacerdócio (14): Amaro Vaz; António Fernandes; Afonso de Baena; Brás Ribeiro; Domingos Fernandes; Estéban de Zuraire; Francisco Álvares; Gaspar Álvares; Gregório Escribano; João Mayorga; Juan de Zafra; Manuel Álvares; Pedro Fontoura; Simão da Costa.
Aspirantes (1): João Adauto.
Diácono (1): Gonçalo Henriques
Irmãos noviços (13): Aleixo Delgado; Amaro Vaz; André Gonçalves; António Fernandes; Brás Ribeiro; João Fernandes (de Braga); Juan de San Martín; Juan de Zafra; Simão da Costa; Luís Rodrigues; Marcos Caldeira; Nicolau Dinis; Pedro Fontoura.
Irmãos estudantes que se destinavam ao sacerdócio (22): Aleixo Delgado; Álvaro Mendes; André Gonçalves; António Correia; António Soares; Bento de Castro; Diogo Pires (Mimoso); Fernando Sanchez; Francisco de Magalhães; Francisco Pérez Godóy; João Fernandes (de Braga); João Fernandes (de Lisboa); Juan de San Martín; Luís Rodrigues; Luís Correia; Manuel Fernandes; Manuel Pacheco; Manuel Rodrigues; Marcos Caldeira; Nicolau Dinis; Pedro Nunes; Simão Lopes.
Irmãos coadjutores que não se destinavam ao sacerdócio (14): Amaro Vaz; António Fernandes; Afonso de Baena; Brás Ribeiro; Domingos Fernandes; Estéban de Zuraire; Francisco Álvares; Gaspar Álvares; Gregório Escribano; João Mayorga; Juan de Zafra; Manuel Álvares; Pedro Fontoura; Simão da Costa.
Aspirantes (1): João Adauto.
Maria Valentina MACHADO e Marcelino CALDEIRA, "Irmão de muita virtude, vida do Beato Domingos Fernandes de Borba, Jesuíta e mártir do Brasil (1551-1570)", Paulinas, Setembro de 2011, Prior Velho, pgs. 55 e 56.
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
Uma Novena é o conjunto de nove dias que antecedem uma celebração. Serve para prepararmos o coração para a Festa (Domingo, dia 17), aumentando a nossa devoção aos Mártires: conhecê-los melhor para melhor os imitar. O Beato João Paulo II escreveu que “os Santos são para nós a tradução prática do Evangelho”.
Ler a sua história, louvar a Deus pelo seu heroísmo e pedir a sua canonização, procurar imitá-los, recorrer à sua intercessão, manter em local visível uma imagem sua e falar deles aos amigos ou a pessoas que possam apreciar esse conhecimento, etc. – são algumas das acções que se podem levar a cabo durante a Novena (e não só).
Padre João Caniço
(Vice-Postulador da Causa de Canonização dos Mártires do Brasil)
Gloriosos Mártires
que, abrasados de amor das almas,
deixastes a família e a pátria
e vos entregastes ao Senhor,
para trabalhar nas terras longínquas do Brasil:
atraí muitos jovens à vida missionária,
com a vossa intercessão e exemplo,
que se entreguem generosamente ao serviço dos irmãos
e os conduzam às alegrias eternas.
Vós, a quem o Senhor tanto amou,
que, ainda antes de chegardes às vossas missões,
vos premiou as virtudes e o zelo com a palma do martírio,
alcançai-nos as graças que vos pedimos,
se forem para a maior glória de Deus
e para bem das nossas almas. Ámen.
Oremos:
Assim seja.
Gloriosos Mártires
que, abrasados de amor das almas,
deixastes a família e a pátria
e vos entregastes ao Senhor,
para trabalhar nas terras longínquas do Brasil:
atraí muitos jovens à vida missionária,
com a vossa intercessão e exemplo,
que se entreguem generosamente ao serviço dos irmãos
e os conduzam às alegrias eternas.
Vós, a quem o Senhor tanto amou,
que, ainda antes de chegardes às vossas missões,
vos premiou as virtudes e o zelo com a palma do martírio,
alcançai-nos as graças que vos pedimos,
se forem para a maior glória de Deus
e para bem das nossas almas. Ámen.
(fazer o pedido)
Rezar pelas intenções do Santo Padre:
Rezar pelas intenções do Santo Padre:
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.
- Rogai por nós, Beato Inácio de Azevedo e Companheiros Mártires!
- Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
- Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos:
Deus eterno e todo-poderoso, que, no Beato Inácio e seus companheiros, permitis que veneremos numa só solenidade as palmas de 40 mártires, concedei-nos propício que possamos imitar a invencível constância na fé desta falange de mártires, cuja glória no céu contemplamos com alegria.
Por Cristo Nosso Senhor.Assim seja.
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terça-feira, 3 de maio de 2011
Leitura aconselhável:DE CARVALHO, Eduardo Kol, "Os 40 Mártires do Brasil: Beato Inácio de Azevedo e Companheiros", Editorial A.O., Braga, 2011.
Pedidos a:
P. João Caniço sj
Causa de Canonização dos Mártires do Brasil
Estrada da Torre, 26
1750-296 LISBOA (Portugal)
amar.servir@mail.telepac.pt
P. João Caniço sj
Causa de Canonização dos Mártires do Brasil
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segunda-feira, 2 de maio de 2011
Leitura aconselhável:LÓPEZ PEREIRA, Juan Anonio, "De muy madura virtude - Vida del Beato Alfonso de Baena, mártir jesuita nascido en Villatobas (1539-1570)", Edição do Ilmo. Ayuntamiento de Villatobas, Villatobas, 2010.
Pedidos a:
P. João Caniço sj
Causa de Canonização dos Mártires do Brasil
Estrada da Torre, 26
1750-296 LISBOA (Portugal)
amar.servir@mail.telepac.pt
ou a:
Parroquia Ntrª Srª de la Asunción de Villatobas (Toledo), Espanha
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P. João Caniço sj
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sexta-feira, 25 de março de 2011
Borba e o seu Beato
Beato Domingos Fernandes, irmão coadjutor. Nasceu em 1551, na então Vila de Borba.
Foram seus pais Bento Fernandes e de Maria Cortês.
Foi admitido como noviço na Companhia de Jesus, no Colégio do Espírito Santo de Évora, no dia 25 de Setembro de 1567. Tinha então 16 anos.
A quando do martírio, Domingos foi atacado, ferido, e, quando já estava brutalmente maltratado, foi apunhalado por várias vezes e, posteriormente, meio morto foi arremessado ao mar, ainda com vida e ai acabou por morrer: “Quando deitaram ao mar o Beato Diogo de Andrade, «da mesma maneira arrebataram, e deram de punhaladas ao Irmão Domingos Fernandez e assim meio vivo meio morto o lançaram ao mar»” (DOMINGUES, S.J., Ernesto, “Raizes terrestres de 40 mártires”, Separata do «Mensageiro», Braga, 1971, pg. 25).
Tinha 19 anos de idade quando recebeu a palma do martírio.
Brevemente e com o apoio das Juntas de Freguesia da Matriz e São Bartolomeu de Borba, será inaugurada uma estátua em mármore do Mártir Borbense.
Prevê-se ainda, para breve, a publicação de uma biografia da autoria da borbense Drª Maria Valentina Álvares Coelho da Silveira Machado. Pensa-se também na constituição de uma Associação, Confraria ou Irmandade a ele dedicada com o fim de promover o seu culto e a divulgação e investigação da sua vida.
Está também em projecto a abertura do Museu Paroquial de Borba que, se for aprovado, lhe será dedicado, chamando-se: MUSEU PAROQUIAL BEATO DOMINGOS DE BORBA.
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
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domingo, 9 de janeiro de 2011
(Texto do Padre Ernesto Domingues, S.J., em 1975)
Durante os “24 dias” (6 a 30 de Junho) que se demoraram no Funchal, os missionários do Brasil, andarilhos como eram, percorreram a cidade e os arredores, começando naturalmente pelas instalações precárias e provisórias do Colégio da Companhia, fundado apenas no mês anterior, ali, numas casas contíguas à capela de São Sebastião (1), onde esteve até Janeiro de 1572, pois nesse dia “se trasladou para uma albergaria de clérigos pobres”, construída “na Rua Direita, com a igreja de São Bartolomeu” (2). Tudo isso desapareceu, tendo a capela de São Sebastião sido demolida em 1803 (3) ou para dar lugar ao Largo do Chafariz ou à Praça do Comércio. Naquele tempo, porém, “iam os padres, cada dia, dizer missa ao nosso Colégio, ou à ermida de Santiaguo” (5).
A ermidinha de São Tiago Menor também já não existe. Ficava onde agora está a igreja do Socorro, sede da paróquia de Santa Maria Maior…
Daqui, recolheram ao Museu de Arte Sacra, duas formosas pinturas flamengas provenientes da velha ermida: da mais pequena (1,065 x 0,415) que “faz pensar” em Memling ou no Bom Pastor de Frei Carlos” (6), já Gaspar Frutuoso escrevia que era “de singular mão tão antiga”, datando-a João Couto do século XV e marcando-lhe procedência de Bruges e estilo de Bouts (7); quanto à segunda – tríptico de São Tiago e São Filipe, com os doadores nos painéis laterais – houve quem considerasse “das mais notáveis tábuas do século XVI que se encontram na Madeira” (8) …
Outro santuário que, por ser mariano, certamente visitaram os futuros Mártires, foi o de Nossa Senhora do Monte. “Uma tradição oral, corrente na Madeira, desde o século XVI, e recolhida em relatos impressos e manuscritos de fora da Ilha, diz ter-se resolvido Inácio de Azevedo a prosseguir viagem por inspiração recebida durante uma missa, no pequeno templo de Nossa Senhora do Monte, primitiva ermida fundada no séc. XV por Adão Ferreira” (9).
Mais do que as belezas paradisíacas da ilha entre todas afortunada, atraía-o e aos companheiros, súbditos e discípulos, o isolamento de “lugares ermos e afastados dos povoados”, onde se pudessem “entregar mais livremente aos seus exercícios de piedade… Assim o fizeram em sítio… que hoje é conhecido pelo nome de Pico de Cardo”, (10) aliás, do Cardo, “e ainda ao presente o é pelo nome de Quinta dos Padres”, na freguesia de Santo António, “distante boa meya légoa (11) da cidade”.
Esta quinta, em 1635, pertenceria ao morgado Gaspar de Betencourt e Sá, que, no seu testamento, feito naquele ano, deixa a suas filhas D. Isabel de Betencourt e D. Ana de Aguiar a terça dos seus bens, com o encargo perpétuo da celebração anual de 5 missas. Todavia, o autor da História da Companhia de Jesus na Assistência de Portugal diz que o Colégio do Funchal já em 1599 tinha duas quintas, que havia comprado, e que deveria ser a “que chamavam do Pico do Cardo” (13).
Pelo menos em 1689, estava na posse do Colégio, pois o Reitor Luís Severim gaba-se de ter feito então o “Retábolo dourado pª a vera effigies da Srª que deixou a este Colégio o Sto Pe Ignacio de Azevedo” (14).
Mais tarde, segundo o mesmo informador, o jesuíta, Padre José Lopes, o Reitor Manuel Lobo, “para memória dos mesmos veneráveis Mártires”, erigiu, no Alto dos Pinheiros, uma cruz de pedra, exactamente no sítio a que eles vinham, e comprou a um vizinho “quanto bastasse para se fazer aí uma capelinha” (15), a de Nossa Senhora do Pópulo (16) e a residência anexa. Seria isto pelo ano de 1745.
Nos baixos da residência, mostra-se “um furado, onde os frades se escondiam, coitadinhos, para fugir aos perseguidores”, conforme textual e simpática interpretação local. Na altura da expulsão da Companhia, o rendimento da quinta ascendia a 260$000 réis anuais (17).
No ano de 1770, comprou a propriedade, em hasta pública, por sete contos, Francisco de Agrela Espínola, que pouco tempo a conservou (18). Como o resto, também a parcela constituída apenas pela “casa de habitação, a capela e um pequeno terreno adjacente” tem andado de mão em mão. Note-se a singularidade de a capela ter a forma octogonal – e não hexagonal, como algures se escreveu.
Na tradução espanhola do livro de António Cabral, S.J., sobre os 40 Mártires, afirma-se que “os práticos daqueles mares” afiançaram, no Funchal, ao Governador do Brasil que, durante esses meses, ficaria parado ‘sem remédio´, na Costa da Guiné, durante muitos dias “ou talvez meses, no desespero de perpétuas calmas”. Por sua vez, os mercadores haviam “recebido cartas dos seus correspondentes de Palma”, a urgir a chegada das encomendas para a feira que ia fazer-se em breve (19).
Em tais apertos, a Santiago decidiu-se a tentar a sorte e a seguir sozinha para atender os clientes canários, provavelmente emigrados de Portugal. De facto, compulsando os primeiros registos paroquiais da Matriz do Salvador, em Santa Cruz de la Palma, verifica-se que metade dos assentos é de portugueses de Lisboa, Porto, Aveiro, Guimarães, Viana, Algarve, Ilha da Madeira, Açores (20) …
Enquanto duraram as discussões entre os homens da Santiago e o Governador D. Luís de Vasconcelos, Inácio de Azevedo “lançou-se fora desta consulta”, mas “vendo que já tinha licença do Governador” começou delicadamente a prepará-los para que “fossem aparelhados para morrer… porque “andava o mar coalhado” de ladrões franceses e hereges.
Nesta altura, “quatro irmãos houve ali os quais… um pouco enfraquecidos, lhe pediram licença para ficarem com o Padre Pero Diaz, a qual ele lhes concedeu de muito boa vontade”.
Confessados, pois, marinheiros e passageiros, todos “sem ficar nenhum”, ao outro dia, que era o dos bem-aventurados Apóstolos Sam Pedro e Sam Paulo, lhes disse o Padre Inácio missa e lhes deu a todos o Santíssimo Sacramento na hermida de Santiaguo e “naquele mesmo dia”, se recolheu à nau.
Depois, já de noite, tornou ainda o Padre Pedro Dias “com o Irmão pintor João de Majorga, com o Irmão carpinteiro António Fernandes, e Alonso de Baena, os quais o Padre queria levar consigo em lugar doutros que ficavam. Estes três Irmãos, enquanto estiveram na Ilha, estiveram sempre no Colégio e deixaram ali feitas aos Padres algumas peças de muito preço” (21).
E, “logo ao outro dia ante menhã, que era dia da comemoração de Sam Paulo, deram à vela na volta das Canárias” (22) …
(1) Francisco Rodrigues, História da Companhia de Jesus na Assistência de Portugal, 2/1,45. O autor apoia-se no ms. Fundación del Collegio del Funchal (de Fevº/ 1574).
(2) Id., ib., p. 46. Cf. Padre Fernando Augusto da Silva, Colégio e Igreja de São João Evangelista do Funchal, 22; Elucidário Madeirense, 2º vol., 2ª ed., 187; e também Padre Eduardo C. N. Pereira, Lenda Histórica – Piratas e Corsários na Ilhas, 204.
(3) Francisco Rodrigues, ob. cit., 2/1, p.45, nota 4.
(4) Padre Manuel Juvenal Pita Ferreira, O Arquipélago da Madeira – Terra do Senhor Infante – De 1420 a 1460, 316.
(5) Memorial, atrás citado, 221.
(6) Arquivo Histórico da Madeira, 4º vol. (1934-35) pp. 90 e 86.
(7) Padre Eduardo C. N. Pereira, Ilhas de Zargo, 2º, 1290.
(8) Marquês de Jácome Correia, citado na obra anterior. Cf. Catálogo da Exposição no Museu Nacional de Arte Antiga, de Lisboa, em Abril de 1949.
(9) Padre Eduardo C. N. Pereira, Lenda Histórica, 218.
(10) Padre Fernando Augusto da Silva, Pela História da Madeira, 288.
(11) Cf. Lenda Histórica, 206-208.
(12) Padre Fernando Augusto da Silva, Paróquia de Santo António da Ilha da Madeira, 69.
(13) Ob. cit., 2/1, 48-49.
(14) Ver citação da nota 11.
(15) Mesma referência.
(16) Padre Fernando A. da Silva, Pela História da Madeira, 289-290.
(17) Id., Paróquia de Santo António, 130.
(18) Id., ib., 70. Antes disso, outro Espínola – o “Dr. António Spínola Teixeira”, casado com uma senhora de Coimbra, tinha doado bens à capela de Santo António, da igreja dos jesuítas do Funchal (Elucidário Madeirense, 2ª ed., 3º vol., 268). Estes Spínolas da Madeira descendiam de dois ramos dos Espínolas de Génova, a um dos quais também pertencia o jesuíta Beato Carlos Spínola martirizado no Japão, no século XVII.
(19) Relación del Martyrio de los quarenta Martyres de la Compañía de Jesus. Vida del Venerable Martyr P. Ignacio de Acevedo, su Superior, Madrid, 1744, pp. 138-139.
(20) Consultados in loco, a 27 de Julho de 1974.
(21) Memorial, acima citado, 221-223.
(22) Memorial, 224.
(2) Id., ib., p. 46. Cf. Padre Fernando Augusto da Silva, Colégio e Igreja de São João Evangelista do Funchal, 22; Elucidário Madeirense, 2º vol., 2ª ed., 187; e também Padre Eduardo C. N. Pereira, Lenda Histórica – Piratas e Corsários na Ilhas, 204.
(3) Francisco Rodrigues, ob. cit., 2/1, p.45, nota 4.
(4) Padre Manuel Juvenal Pita Ferreira, O Arquipélago da Madeira – Terra do Senhor Infante – De 1420 a 1460, 316.
(5) Memorial, atrás citado, 221.
(6) Arquivo Histórico da Madeira, 4º vol. (1934-35) pp. 90 e 86.
(7) Padre Eduardo C. N. Pereira, Ilhas de Zargo, 2º, 1290.
(8) Marquês de Jácome Correia, citado na obra anterior. Cf. Catálogo da Exposição no Museu Nacional de Arte Antiga, de Lisboa, em Abril de 1949.
(9) Padre Eduardo C. N. Pereira, Lenda Histórica, 218.
(10) Padre Fernando Augusto da Silva, Pela História da Madeira, 288.
(11) Cf. Lenda Histórica, 206-208.
(12) Padre Fernando Augusto da Silva, Paróquia de Santo António da Ilha da Madeira, 69.
(13) Ob. cit., 2/1, 48-49.
(14) Ver citação da nota 11.
(15) Mesma referência.
(16) Padre Fernando A. da Silva, Pela História da Madeira, 289-290.
(17) Id., Paróquia de Santo António, 130.
(18) Id., ib., 70. Antes disso, outro Espínola – o “Dr. António Spínola Teixeira”, casado com uma senhora de Coimbra, tinha doado bens à capela de Santo António, da igreja dos jesuítas do Funchal (Elucidário Madeirense, 2ª ed., 3º vol., 268). Estes Spínolas da Madeira descendiam de dois ramos dos Espínolas de Génova, a um dos quais também pertencia o jesuíta Beato Carlos Spínola martirizado no Japão, no século XVII.
(19) Relación del Martyrio de los quarenta Martyres de la Compañía de Jesus. Vida del Venerable Martyr P. Ignacio de Acevedo, su Superior, Madrid, 1744, pp. 138-139.
(20) Consultados in loco, a 27 de Julho de 1974.
(21) Memorial, acima citado, 221-223.
(22) Memorial, 224.
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Leitura aconselhável:FRANCO, Padre António*, "Uma Glória Nacional", Editor A. Santiago, S.J., Braga, 1961.
* Extraído da obra, hoje rara, do Padre António Franco SJ, intitulada "Imagem da Virtude".
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domingo, 14 de novembro de 2010
mártir do Brasil
Dentre as poesias que Anchieta consagrou aos Mártires do Brasil, merece particular menção a que dedica ao Beato Manuel Álvares e é «uma das mais belas pela delicadeza das ideias e viveza de forma», como afirma Armando Cardoso, ao traduzi-la para a revista Verbum (Setembro de 1970), da Universidade Católica do Rio de Janeiro, «num português singelo, 0 mais próximo possível do castelhano, na métrica, nas rimas e até no vocabulario»:Ovejero,
de pastor hecho guerrero,
bien tocas el atambor!
- Agora toco mejor,
cuando, sin quejar, me muero,
con tal fuerza de dolor.
Ovelheiro,
de pastor feito guerreiro,
bem tocas o teu tambor!
- Agora toco melhor
quando morro qual cordeiro,
com tanta força de dor!
Isto o mote, em diálogo, que vai ser glosado em décimas:
Olha bem, Irmão Manuel,
como foi o teu nascer,
e quanto vieste a ser,
com tal honra de donzel,
pelo divino poder.
A graça te quis fazer
bom religioso primeiro,
e no transe derradeiro
por seu mártir te escolher
sendo dantes ovelheiro.
Foste ovelha, quando entraste
mansamente no curral,
e, como limpo animal,
os mistérios ruminaste
da vida celestial.
Tocou-me com violência
o francês, ladrão profano
e corsário luterano,
quebrando-me sem clemência
com braço cruel e insano.
Com suas cruéis espadas
meu rosto despedaçaram,
braços e pernas quebraram
com escopetas pesadas:
nem com isso se fartaram!
De facto, Manuel Álvares, natural de Estremoz, filho de Jerónimo Álvares e de Joana Lopes, fora pastor antes de entrar na Companhia em Évora a 12 de Fevereiro de 1559, com 22 ou 23 anos de idade.
Uma carta sua, dirigida a São Francisco de Borja e datada de 21 de Abril de 1566, fomece-nos deliciosas notas biográficas com a melhor transparência daquela alma lavada de alentejano rude e esperto: «...sendo eu hum pastor rustico me trouxe Nosso Senhor a esta sancta Companhia donde uza comigo de tantas misericordias sem eu merecer ... Pollo que me da Deos Nosso Senhor, muitos tempos há, desejo de ir ao Brasil, e averá sete annos que 0 peço, e bem me parece que não me conceder Nosso Senhor isto ategora foy por parte de minhas muitas imperfeições, as quais pella misericordia de Nosso Senhor espero de apartar de mim pouco e pouco que juntamente não possa. E o que me move mais hé ouvir outras muitas cartas de Japão e India que parece que me devião de mover algum tanto a estas partes, e parece que então me dá Deos Nosso Senhor mais firmes propósitos em o Brasil. Pollo que me parece que Deos Nosso Senhor quer que peça esta parte mais que nenhuma das outras...... Ainda que não seja mais que ser cozinheiro em o fogão e servir a todos os enfermos na nao. E lá no Brasil fazer o que me mandar a sancta obediencia, quer seja cozinheiro dos Padres e Irmãos, quer tenha qualquer outro officio. Meu officio agora hé de roupeiro, pollo qual no Brazil tomaria ser cozinheiro e barredor das casas, pera que me console, vendo converterem-se tantas almas a Deos Nosso Senhor e ajudando eu também pera isso se prestar...... Eu sou aquelle que, se lhe bem lembra a V. R., era comprador quando veio a este Collegio de Évora e não sabia ler nem escrever, e por pinturas e semelhanças dava conta ao Procurador do dinheiro, que recebia, e V. R. me mandou que soubesse ler e escrever, o que agora tenho, ainda que imperfeitamente» (Mon. Bras., IV, 340-343).
Conhecemos ainda por sua boca outros pormenores da vocação: no mundo, «era trabalhador e guardava gado». Um dia, «estando arando, me veio desejo de ser peregrino, pedir por Deus e não
ter nada; e, vendo as maldades do mundo, me veio desejo de entrar em uma religiao, qualquer que fosse; e, vindo donde estava para entrar em São Francisco, um cónego Gomes Pires me dirigiu à Companhia. Recebeu-me o P. Dom Leão».
Quando a nau foi abordada pelos calvinistas, Manuel Álvares, do castelo da popa, animava os Portugueses a que não se deixassem vencer por «estes filhos do demónio» e fazia-o «com tão fortes e tão altas vozes, que sobrepujavam sobre 0 estrondo das armas»! Nisto, diz-lhe «um marinheiro que tangia o atambor:
- Irmão Manuel Álvares, ó quem me dera quem tanger este atambor, para que pudesse eu pelejar contra estes hereges.
- Por isso não deixeis vós de pelejar; dai cá o atambor - respondeu, parecendo-lhe que tanto montava exortar os nossos com a voz dos seus brados, como com o atambor».
Verificando, porém, que as palavras eram mais eficazes, «lançou fora o atambor e tornou-se aos brados» ...
Como os inimigos «o trasião atravessado», logo que puderam, arremeteram a ele «e o tomaram, e fizeram nele muy grandes crueldades: porque lhe ratalharam o rosto com cutiladas, e lho fizeram todo em fatias: huns lhe tomavam as pernas e lhas estindiam, outros com os canos das espingardas lhas quebravam pollas canellas, e lhe davam nelas tantas porradas até que lhas deixavam todas feitas em pedaços: outros lhe tomavam os braços e lhos estendiam, e outros lhos quebravam pollas canas dando-lhe tantas pancadas neles até que lhos deixavam feitos em migalhas»!
Não findou aqui «a raiva e ódio que contra ele conceberam, porque o não quiseram logo acabar de matar, nem lançar ao mar, mas assim vivo o deixaram pera o verem mais pennar. Mas os Irmãos, em vendo ocazião pera isso, o meteram debaxo da tolda: e ally diante deles louvava ao Senhor, e dava muitas graças ao Senhor por lhe fazer tão grande mercê e lhe dar o que tantos annos há lhe pedia, dizendo-lhes com muita consolação sua 15 annos há que estou na Companhia e averá 9 ou 10 que me pagou: louvado seja ele, e bendito para todo o sempre já mais. Os Irmãos lhe lavaram todas as feridas com vinho, e lhas curaram» e levaram-no para um camarote e estavam ali «muitos consolando-se com ele, e alegrando-se de o ver morrer tão alegre e contente com a morte, a que ele chamava muitas vezes grande mercê de Deos. Mas ele não morreo logo, senão dipois, como adiante se diraa» («Relaçam», capítulo 31).
Entretanto, «mui cheo de feridas mortais», o «Capitão e Mestre da Nao Santiago trabalhou por se retirar para baxo onde estavam os Irmãos pera ali morrer entre eles. Os hereges todavia sempre o vieram seguindo ... e ali carregaram muitos sobre ele e o acabaram de matar ... Mortos os Irmãos que animavam, e morto também o capitão, acabou-se logo a peleja. Dos nossos marinheiros e passageiros que pelejaram morreriam até 15 ou 16 ... Dos imigos em toda esta peleja morreriam perto de 30» (Capitulo 32).
Neste tempo, não deixavam os piratas de «revolver as câmaras, e assim davam muitas voltas ao Irmão Manoel Alvres ... e tratavam-no mui mal arremessando-o muitas vezes de huma parte pera a outra». Trouxeram-no os Irmãos para «onde estavam dando à bomba e o tinham ali junto de si, lançado sabre uma arca» ...
Pediu-lhes «uma pouca de água, deram-lhe a beber par uma campainha, porque não havia ali outro búcaro. Ali se confeçou com o padre Andrade: e depois parecendo-lhe que sua ora estava já perto pediu a todos que lhe dicessem cada hum seu credo. Não tardaram muito huns 4, ou 5, daqueles hereges, os quais acodiam ali muitas vezes a fazer perrarias e fazer trabalhar os nossos: os quais chegando aonde ele estava o conheceram, e diceram este es aquele prete que gritava de lá de cima; toma, toma, bota a la mar: pegaram logo dele, e o levaram d'arrasto até o bordo da nao e dali vivo o lançaram ao mar, à vista dos Irmãos, ficando eles par huma parte magoados, e por outra muito consolados de o verem morrer por amor de Deos tão animado, e tão conçolado» (Capitulo 33).
Desta forma se realizou à letra a profecia do Mártir, comunicada ao Padre Pedro Luís Homem, «grande letrado, lente na Universidade de Évora e de muita virtude», numa tarde em que ambos discorriam familiarmente, durante o tempo de estudante de Pedro Luis, que disso deixou declaração escrita: «chamando a Irmão Manuel Alvares ao Irmão Pedro Luiz duas vezes por seu
nome, e dando de gume com a mão direita na cana do braço esquerdo, e depois com a mão esquerda do mesmo modo na cana do braço direito, e depois com a mão direita nas canas das pernas, disse (assim como ia dando) Aqui, aqui quebrado por amor de Deus, indo por esse mar para 0 Brazil. E dito isto, rindo continuou para onde ia. Isto contou 0 Padre Pedro Luiz muitas vezes e... se lembra com tanta certeza que o poderia jurar, salvante o nomear Brazil; porque ainda que se acha com esta determinação do logar para onde havia de navegar, não é com tanta certeza, como o mais. Isto se acrescentou aqui por ordem do Padre Reitor Pedro de Novaes hoje 20 de Julho de 99. Pedro Luiz».
o Beato Manuel teve um irmão na Companhia, 0 Ir. Francisco Álvares, que foi cozinheiro no Colégio da Baia, durante 40 anos.
(DOMINGUES, sj, Ernesto, "Raízes terrestres de 40 MÁRTIRES",
1971, Braga, Separata do «Mensageiro», pgs. 11 a 14)
1971, Braga, Separata do «Mensageiro», pgs. 11 a 14)
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