"...brilhe a vossa luz diante dos homens,
de modo que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu."
(Mt 5, 16)

São vários os cristão alentejanos,
ou com profunda relação ao Alentejo,

que se deixaram transformar pela Boa Nova de Jesus Cristo
e com as suas vidas iluminaram a vida da Igreja.
Deles queremos fazer memória.
Alguns a Igreja já reconheceu como Santos,
outros estão os processos em curso,

outros ainda não foram iniciados os processos e talvez nunca venham a ser…
Não querendo antecipar-nos nem sobrepor-nos ao juízo da Santa Mãe Igreja,
queremos fazer memória destas vidas luminosas.

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terça-feira, 21 de abril de 2015

Biografia ilustrada de Santa Beatriz
Com design de capa e ilustrações de Zé Maria Souto Moura e texto das Monjas do Mosteiro da Imaculada Conceição de Campo Maior, a LUCERNA acaba de lançar, neste mês de Abril, a biografia ilustrada para crianças, de Santa Beatriz da Silva, com o sugestivo título "A FORÇA ESCONDIDA DE SANTA BEATRIZ DA SILVA".
Pode adquiri-lo fazendo a sua encomenda
a:
http://principia.pt/marcas/lucerna.HTML
ou
Mosteiro da Imaculada Conceição de Campo Maior (268686615).

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O Terceiro livro de José Félix Duque, sobre a portuguesa Santa Beatriz da Silva (c. 1436 - 1491), fundadora da Ordem da Imaculada Conceição em Castela, será apr...esentado no próximo dia 12 de Fevereiro, em Toledo. Editado pela Cosmorama Edições, em língua castelhana, com Prefácio de Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Dom José Alves, Arcebispo de Évora.
 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

«ME LLAMARON BEATRIZ»
Este é o título de uma breve biografía  de Santa Beatriz da Silva que acaba de sair à luz há poucos dias escrita por  Frei José García Santos OFM, a viver actualmente na fraternidade de El Palancar (Cáceres).
O relato, escrito em forma autobiográfica, segundo o autor  “ajusta-se escrupulosamente” a dois textos: a Nota autobiográfica de Juana de San Miguel (1512) y Dona Beatriz da Silva (2008) de José Felix Duque.
A obra foi terminada em 2011,  foi editada em fins de 2013 pela Mosteiro Concepcionista de Villanueva de la Serena (Badajoz). Apresenta-se em formato de bolso e tem aproximadamente 60 páginas.
Pode ser adquirida no Mosteiro de Villanueva (Tel: 924 84 98) ou de Cuenca (Tel: 969 21 32 21).

sábado, 17 de novembro de 2012

RTP 2 emite este sábado documentário
sobre Santa Beatriz da Silva
Neste sábado, dia 17 de Novembro, no canal 2 da RTP, pelas 19h30, será emitido o episódio sobre Santa Beatriz da Silva da série "Santos de Portugal".
O Arcebispo de Évora, D. José Alves, foi um dos entrevistados para este episódio sobre a Santa portuguesa, que fundou a Ordem da Imaculada Conceição.
Actualmente, na Arquidiocese de Évora, existe um Mosteiro de clausura da Ordem da Imaculada Conceição, em Campo Maior, terra natal da fundadora.
Para mais informações pode consultar: http://www.rtp.pt/programa/tv/p29437

terça-feira, 20 de março de 2012

20 de Março de 2012
100 anos do casamento de
Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
com o seu primo João Pires Carneiro
na Igreja de Santa Eulália
Um lar cristão que se forma é um ponto luminoso sobre a terra,
há-de proclamar a Cristo.
Serva de Deus
Madre Maria Isabel da Santissima Trindade
"Foi com intensa satisfação que aquela família acolheu esse noivado auspicioso, acontecido nos acordes da «Valsa da Meia-Noite» no clube de Elvas. Ele chamava-se João Pires Carneiro, primo ainda que afastado dos Picão-Caldeira, herdeiro do Monte São Domingos que ficava a 8 km do Monte de Pena Clara. Era um homem de 26 anos, delicado e belo, esmeradamente educado.
Se fosse um conto de fadas, o enlace seria inevitável e eternamente feliz. Foi quase assim.
A linda e bondosa Menina encontrou a sua alma gémea, o príncipe encantado dos seus sonhos, o rapaz de olhos claros e maneiras agradáveis.
Os nupciais foram anunciados, e após um breve noivado, eles casaram na Igreja Paroquial de Santa Eulália, em 20 de Março de 1912.
As bodas foram celebradas sob ramadas brancas de amendoeiras recém floridas. As carruagens belamente aparelhadas, seguiram por entre giestas em flor, no ar que cheirava a mel, bordejando os verdes trigais.
A festa durou três dias e três noites, como era costume na região. As amplas cozinhas não paravam e enormes vitualhas de carne eram assadas em espetos, por sobre lumes altos.
Ao entardecer do terceiro dia, os noivos dirigiram-se para o novo lar, no Monte de São Domingos, recentemente pintado de branco, com rodapé e ombreiras em azul-anilado, um casarão que a lenda dizia ter pertencido aos Templários, talvez."
FRANCISCA FERNANDES, "Uma nascente na planura", Edição das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres, Elvas, 1988, pgs 33-34.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Apresentação da nova Biografia de
SANTA BEATRIZ DA SILVA

6ª feira - 21 de Outubro de 2011 pelas 20.30h
Monjas da Ordem da Imaculada Conceição
(ou Monjas Concepcionistas de Santa Beatriz da Silva)
MOSTEIRO DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE CAMPO MAIOR

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Nova Biografia de Santa Beatriz da Silva
«SANTA BEATRIZ DA SILVA»

Autor:
Senra Coelho
(P. Francisco José Senra Coelho,
presbítero da Arquidiocese de Évora)

ISBN: 978-972-30-1587-4
Nº Páginas: 80
Edição:
Preço: 9.00€
PAULUS Editora
Rua D. Pedro de Cristo, 10
1749-092 Lisboa
Tel. 218 437 620 | Fax 218 437 629 |
editor@paulus.pt

Descrição:
«O presente livro sintetiza alguns momentos importantes da biografia de Santa Beatriz, juntamente com outras informações que facilitam uma necessária contextualização da sua vida e da sua obra. [...] Não arrastará os leitores para visões romanescas. Fará referência ao estilo hagiográfico das primeiras biografias da santa (escritas no início do século XVI) e apresentará correcção geral quanto a dados históricos, dela e do tempo em que viveu. Datas e nomes relacionados com Santa Beatriz da Silva, por exemplo, são dados que convidam os leitores a peqsquizar sobre a sua época e, portanto, sobre ela própria».

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Beatriz da Silva, fundadora pioneira e paladina de um cristianismo também de rosto feminino
Fundou-se há 500 anos a única ordem contemplativa portuguesa - Ordem da Imaculada Conceição - 500 anos

As ordens religiosas foram muitas vezes, contrariamente à opinião comum, espaços de iniciativa, de empreendedorismo e de liberdade para o universo feminino em contextos e tempos marcados por uma mentalidade social dominada pelos valores e pela liderança do universo masculino.
No desaguar da Idade Média e com o dealbar da Época Moderna acentuou-se uma tendência cultural e civilizacional tardo-medievial no Ocidente cristão que desconfiava do género feminino, que o desconsiderava em relação a uma visão que estabelecia a preponderância do homem e do seu valor considerado superior. Uma teologia do pecado original, conforme narra a história-metáfora do Génesis, que fazia recair na alegada fraqueza e fragilidade feminina, a responsabilidade toda pela queda que levaria à expulsão do primeiro casal humano do paraíso, tendeu a estabelecer um imaginário negativo, atingindo até foros de mitificação em torno da Mulher. Como bem demonstrou Régine Pernoud na sua obra sobre o Mito da Idade Média, a mulher medieval detinha mais espaço de protagonismo, de liderança para afirmar dignidade própria, prerrogativas que veio progressivamente a perder à medida que se caminhou em direção à emergência de um novo horizonte de compreensão do mundo e da sociedade na Modernidade.
Desde o século XV até sensivelmente ao Século das Luzes afirma-se na Europa uma cultura cada vez mais masculinizante que arreda a mulher da esfera pública, como se de uma espécie demoníaca perigosa se tratasse. As mulheres passam cada vez mais a ser confinadas na esfera privada, no lar e noutros espaços reservados, como nós procurámos demonstrar na obra escrita com Isabel Morán Cabanas sobre O Padre António Vieira e as Mulheres: O mito barroco do Universo Feminino.
Foi neste contexto marcado por uma moral social em que à mulher era retirado qualquer espaço de decisão, nem sequer na escolha de quem deveriam amar para constituir família cristã (direito de preferência reservado aos pais e em que os maridos detinham todo o poder sobre as suas esposas), que ocorre a chamada “Querela das Mulheres” na Modernidade. Embora tenha sido uma revolta de algum modo silenciosa, a Querela das Mulheres assumiu formas de reação da parte de mulheres da elite nobiliárquica com instrução e cultura capaz de oferecer olhar crítico sobre a realidade e sobre maneiras de pensar o seu próprio destino para além do statu quo que lhe era imposto. A vida monástica tornou-se, com efeito, um desses espaços possíveis de afirmação do desejo de liberdade e de inconformismo de muitas mulheres que não aceitavam o jugo imposto e não escolhido livremente, do elemento masculino.
Neste interessante contexto de transição moderna, se pode relevar a importância e o significado extraordinário de uma mulher forte de origem portuguesa que quis afrontar os cânones sociais e mentais ibéricos do tempo e encontrar um espaço de protagonismo e de liberdade interior.
Trata-se de D. Beatriz da Silva, nascida por volta do 1437 em Campo Maior, filha do nobre Rui Gomes da Silva que era Alcaide-Mor daquela vila portuguesa e conselheiro do Rei D. Duarte, tendo como mãe, D. Isabel de Menezes, filha natural de D. Pedro de Menezes, 1º Conde de Vila Real. A sua formação será muito influenciada pelos franciscanos com quem a família tinha relações privilegiadas, em particular com Frei Amador da Silva que veio a fundar o novo convento franciscano de Santo António de Campo Maior.
A celebração do casamento entre a portuguesa D. Isabel, filha de D. Isabel e do infante D. João e prima de D. Afonso V, com o Rei D. João II de Castela e Leão, conduz D. Beatriz à corte espanhola, fazendo parte do séquito real como dama de companhia da novel rainha, que passa a acompanhar nos trânsitos da corte castelhana. D. Beatriz ganha grande destaque na corte pela sua formosura, carácter forte e pela sua extraordinária cultura, sendo intensamente disputada por vários pretendentes, cujos pedidos de casamento recusa sempre. Ao tornar-se o centro das atenções, ganha o ciúme e a inveja da rainha que teria chegado a tal ponto de a encerrar num cofre durante alguns dias.
É neste ambiente de disputa e intriga cortesã e num contexto micro-social em que D. Beatriz toma contato com experiências de subjugação e violência sobre mulheres em situação matrimonial, que decide fazer voto de virgindade e seguir vida consagrada e de reclusão monástica no Mosteiro de São Domingos de Monjas Dominicanas em Toledo. Com catorze anos de Idade passa a viver nesta comunidade monástica em regime de semi-reclusão, dedicando-se à oração, à solidariedade e também exercendo ações de mecenato. Rapidamente ganha fama de santidade e modelo de vida espiritual, atraindo a atenção quer da rainha Isabel, a Católica, filha do falecido rei D. João II e da sua mulher portuguesa do mesmo nome, que a visita e apoia no seu ideário.
Várias donzelas são atraídas pelo seu modelo de vida e formam pouco a pouco comunidade em torno de Beatriz, vindo a fundar uma nova experiência de vida espiritual e de caridade chamada à época de Beatério numa dependência dos Palácios de Galina concedida para o efeito pela Rainha de Castela.
É a partir deste primeiro núcleo - em que D. Beatriz, já com fama de santa, e as suas doze discípulas ganham ali o seu espaço de liberdade espiritual e prestígio social - que surge o empenho de formar um novo mosteiro feminino com regra própria. É esta a pré-história da Ordem da Imaculada Conceição.
A partir do 1489, sucedem-se vários pedidos apresentados junto da Santa Sé, com o patrocínio empenhado da poderosa Rainha D. Isabel, para que esta experiência de vida religiosa seja reconhecida e canonicamente institucionalizada.
D. Beatriz idealiza uma nova comunidade monástica, tendo por modelo a Virgem Maria, que teria concebido o Filho de Deus de maneira imaculada e livre das culpas originais do paraíso perdido que recaíam sobre ela enquanto mulher. Do ponto de vista litúrgico, espiritual, organizacional e jurídico planeia a constituição de um mosteiro que fará nascer uma ordem feminina com autonomia, com prerrogativas próprias e liberdade de escolhas, afrontando uma tendência de fazer depender as fundações monásticas femininas das regras e ordens masculinas.
Não deixa de ser significativo que Beatriz da Silva queira erguer como modelo espiritual a mulher perfeita, a mãe de Deus, para alicerce da sua espiritualidade e vida comunitária. A sua ordem constitui-se num tempo marcado dentro da Igreja pelo debate em torno da afirmação da verdade teológica da Imaculada Conceição - muito defendido pelos teólogos franciscanos contra uma resistência argumentativa liderada pelos intelectuais dominicanos - que dava a Maria, mãe de Cristo, um estatuto de superação plena da culpa feminina pela oferta do Redentor à humanidade decaída.
Beatriz alcança, em 1489, uma primeira aprovação papal para a sua comunidade monástica através da bula Inter Universa do papa Inocêncio VIII, com prerrogativas de autonomia em relação às Ordens Medicante quer a Dominicana quer a Franciscana, preferindo antes ficar inicialmente na alçada da regra de Cister que lhe dava mais liberdade de ação autónoma.
Não foi pacífica o perfil idealizado, por parte de Beatriz da Silva, de uma comunidade monástica de liderança feminina, cuja abadessa tivesse competências que lembram prerrogativas exercidas por outras grandes monjas medievais como Santa Hildegarda de Bingen. A fundadora portuguesa pretendia alicerçar em Toledo uma nova Ordem contemplativa que dependesse não de um Superior de uma Ordem Masculina, mas do Ordinário diocesano, o Bispo de Toledo e depois do Papa, em paridade com o que acontecia com outros superiores maiores masculinos. Queria ter liberdade de escolha dos conselheiros espirituais e confessores, ter toda a autoridade e decisão no espaço do seu mosteiro: controlo de entradas e saídas, definição de regimentos internos, poder oficiar uma liturgia própria inspirada na espiritualidade imaculista e concepcionista mariana em dias festivos e solenes próprios. O modelo de vida deveria ser a figura sagrada feminino da Imaculada Conceição e o espaço reservado e controlado sumamente pelas mulheres que ali consagravam a sua liberdade, corpo e alma, a Deus através de Sua mãe, Nossa Senhora, caminho modelar e inspirador da possibilidade de afirmação e perfeição cristã no feminino.
A negociação e definição do perfil da nova ordem sonhada por Beatriz foi morosa. Só anos depois da sua morte, ocorrida em 1492, a Ordem da Imaculada Conceição obteve a tão aguardada bula fundacional Ad Statum Prosperum no ano de 1511 com a assinatura do papa Júlio II, marcada pelo timbre imaculista da espiritualidade franciscana ligada à exaltação da conceição virginal de Nossa Senhora. A Ordem, cuja fundação sempre foi atribuída a Santa Beatriz da Silva, conheceu o grande período de expansão nos séculos XVI e XVII, em que multiplica cerca de uma centena de mosteiros pela Europa católica e América espanhola, onde é pioneira na fundação de mosteiros femininos.
Depois das vicissitudes que sofreram as ordens monásticas a partir do Iluminismo e com os processos persecutórios de carácter político e ideológico sofridos durante o século XIX e primeiras décadas do século XX marcado pela emergência do laicismo e do liberalismo, tem-se assistido nas últimas décadas a um novo florescimentos dos mosteiros da Ordem da Imaculada Conceição tanto na Europa como fora do velho continente cristão, nomeadamente na América Latina. Só no Brasil existem 18 mosteiros desta ordem. Em Portugal, existem duas comunidades refundadas no século XX. Uma em Campo Maior e outra perto de Viseu na Quinta do Viso.
O século XXI, que alguns teólogos anunciaram como o século do ressurgimento do misticismo e da vida espiritual, está a ser o da afirmação plena do lugar e do papel da mulher na sociedade como uma realidade cada vez mais visível, ultrapassando séculos de invisibilidade na esfera pública. Hoje, pois, o projeto que estrutura o ideário fundacional de Santa Beatriz que cria a única grande ordem contemplativa portuguesa e inspirará, mais tarde, outras fundações como a Congregação das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres, não pode deixar de ser relevado do ponto de vista cultural, social e espiritual no plano largo da ação dos grandes protagonistas da História Portuguesa na sua articulação com a história ibérica e internacional.
Uma mulher quis ser livre e realizou-se através da procura de uma liberdade maior que não prende o corpo, nem subjuga a vontade, mas liberta o espírito num plano superior à deriva rasteira dos dias e das sua múltiplas preocupações.
Tendo ganhado fama de mulher forte e santa ainda durante a sua vida, a Igreja viria a oficializar o reconhecimento público da sua santidade, depois de um longo processo canónico que já vinha do século XVII. O papa Paulo VI acabaria por elevá-la ao grau máximo de santidade, canonizando-a a 3 de Outubro de 1976 e apresentando-a à Igreja como modelo de vida cristã a seguir.
A Santa Sé não poderia, de facto, ficar indiferente a uma fundadora extraordinária que afrontou a mentalidade misógina do seu tempo e que iniciou uma ordem feminina peculiar e valorizadora da vida cristã no feminino pelos começos da Idade Moderna, continuando a dar frutos de pujança espiritual nos dias de hoje.
É, pois, de toda a pertinência e importância a realização de um grande congresso internacional em Fátima nos dias 14, 15 e 16 de Outubro próximo dedicado aos 500 anos da Ordem da Imaculada Conceição e à sua fundadora na relação com a espiritualidade marina e com o papel e influência da ordem em articulação com outras ordens religiosas na história de Portugal e da Europa.
José Eduardo Franco
Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Lançamento da Biografia
do Beato Domingos de Borba

é notícia na Net
“Foi lançada no último domingo, 25, a biografia do Beato Domingos Fernandes, “um dos 40 mártires do Brasil”. A cerimônia de apresentação do livro aconteceu na Igreja de São Bartolomeu, em Borba, Portugal, terra natal do religioso. O dia do lançamento também foi de grande relevância histórica, pois marcava os 444 anos do ingresso do beato na Companhia de Jesus…”
Assim começa a notícia do lançamento da Biografia do Beato Domingos Fernandes, natural da cidade de Borba e um dos 40 mártires jesuítas do Brasil. A notícia foi divulgada passada 3ª feira (27.09.2011), pela Agência de Notícias Católicas do Brasil «Gaudium Press», na secção mundo. A mesma nota foi publicada, no mesmo dia, no blog «Grupo de Oração Sementes de Vida» no blog «Mãe Imaculada», nas páginas Web da «Fraternidade O Caminho», dos «Arautos do Evangelho», «Encontro com Cristo», «Sou Catequista», «CatInfor.com», «Domtotal.com», da «Paróquia de Nª Srª do Perpétuo Socorro de São Paulo», da «Paróquia de São José - Adolfo - São Paulo», da «Paróquia Nª Srª do Brasil de São Paulo», da «Paróquia de Nª Srª da Esperança de São Paulo», da «Paróquia de Stª Luzia de Campinas», da «Paróquia de Stª Ana de Campinas», da «Paróquia de Nª Srª da Aparecida de Ipiranga», da «Catedral Viagens», da Verbonet (no dia 28.9.2011) e no facebook da Paróquia de Sant'Ana de Campinas, igualmente brasileiros.
Em Portugal, o lançamento da referida Biografia foi notícia nas páginas Net «Jesuítas em Portugal» e «Unidade Pastoral de Borba» e no blog «Alto da Praça».

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Borba celebrou e recordou um dos seus filhos mais ilustres
No passado Domingo, 25 de Setembro, foi apresentada ao público, na Igreja de São Bartolomeu, em Borba, a biografia de um dos seus filhos mais ilustres: Beato Domingos Fernandes, um dos 40 Mártires do Brasil.
A Igreja estava cheia de borbenses e de pessoas vindas da Vila de Cano, São Bento do Ameixial, Estremoz, Rio de Moinhos, Nora, Orada, Vila Viçosa, Amareleja, Mourão, Lisboa, Setúbal e Elvas. De destacar a presença jovial e simpática dos “nossos” seminaristas do Seminário Menor de São José de Vila Viçosa.
Fazia 444 anos que este jovem corajoso e generoso de 16 anos de idade havia entrado na Companhia de Jesus em Évora, facto que não podia deixar de ser assinalado.
De manhã o Sr. Padre João Caniço SJ presidiu à Eucaristia das 12h, na Igreja Matriz, estando a animação da mesma a cargo do Coro Paroquial e das crianças do 5º, 6º e 7º anos da catequese.
Na sessão pública que, como foi anteriormente referido, decorreu na Igreja de São Bartolomeu, o Sr. Padre João Caniço SJ, Vice-postulador da Causa de Canonização destes Mártires do Brasil, apresentou a vida do Beato Domingos, inserindo-a no contexto dos 40 companheiros do Beato Inácio de Azevedo, dos quais 10 são oriundos da arquidiocese de Évora.
Dia memorável para a comunidade cristã e para os borbenses em geral que, gradualmente vão tomando consciência da vida e testemunho luminosos deste generoso e corajoso jovem, seu conterrâneo. Que desde o Paraíso, o Beato Domingos interceda pela Igreja, particularmente pela comunidade cristã, sucessora daquela em que se abriu ao dom de Deus, cresceu na fé, respondeu pronta e generosamente ao Seu chamamento e iniciou um luminoso e feliz caminho de identificação com Cristo que o levaria ao mais radical e bonito testemunho cristão, com a entrega voluntária e feliz da sua vida por Cristo e pela Igreja.
A biografia inserida na colecção «Testemunhas e Profetas», das Edições Paulinas, com texto da Dra. Maria Valentina Álvares Coelho da Silveira Machado e do Padre Marcelino José Moreno Caldeira, tem por título: “Irmão de muita virtude – Vida do Beato Domingos Fernandes de Borba – Jesuíta e Mártir do Brasil (1551-1570)”, pode ser adquirida por 5€ na paróquia, nas livrarias das Edições Paulinas ou nas livrarias cristãs de todo o país.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

CONVITE


A Eucaristia Dominical do dia 25 de Setembro próximo, celebrada às 12h na Igreja Matriz de Nª Srª das Neves do Sobral da cidade de Borba, será presidida pelo Revdº Pe. João Caniço SJ, Vice-Postulador da Causa de Canonização dos Mártires do Brasil.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Capa da Biografia
do Beato Domingos Fernandes de Borba
Esta será a capa da Biografia do Beato Domingos Fernandes editada pelas Paulinas, a ser Apresentada e Lançada, no próximo dia 25 de Setembro, em Borba.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Apresentação e Lançamento da
Biografia do Beato Domingos Fernandes de Borba
Inserida na colecção «Testemunhas e Profetas», das Edições Paulinas, com texto da Drª Maria Valentina Álvares Coelho da Silveira Machado e do P. Marcelino José Moreno Caldeira, tendo por título: «Irmão de muita virtude», Vida do Beato Domingos Fernandes de Borba, Jesuíta e Mártir do Brasil (1551-1570), no próximo dia 25 de Setembro - 444º aniversário da entrada do Beato Domingos na Companhia de Jesus em Évora -, será apresentada na cidade de Borba (em lugar e hora a definir), a Biografia do jovem Borbense DOMINGOS FERNANDES.
O texto da contracapa, que transcrevemos, pode ajudar-nos a entender a intenção e missão deste pequeno livro.
“Este livro, pequeno no tamanho, mas grande no seu conteúdo e na sua missão, vai de certeza abrir maiores perspectivas espirituais a muitas pessoas, jovens e menos jovens, naturais de Borba ou não. Aquele “vem e segue-me”, dito por Cristo aos discípulos, foi ouvido pelo Beato Domingos Fernandes de uma forma generosa e decidida. É sobre este jovem borbense, com o coração tão abrasado pelo amor de Deus, que não conseguia guardar só para si, sentindo-se impelido a comunicá-lo longe da sua terra natal, que aqui vamos deixar alguns respigos da sua vida, de forma que a Borba do século XXI o possa conhecer melhor, se alegre com o seu testemunho, o tenha como modelo, o assuma como poderoso intercessor e o venere como merece.”

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

VIDA DA NOSSA MÃE SANTA BEATRIZ
Este Texto foi encontrado junto aos restos mortais de nossa Santa Madre,
quando da primeira exumação para causa de beatificação,
foi escrito pela Madre Joana de São Miguel.

(Tradução de Frei Ary Pintareli, OFM)
Estes bem-aventurados ossos pertencem à ilustre e distinta senhora dona Beatriz da Silva, fundadora da Ordem da Santíssima Conceição de nossa Senhora, a Mãe de Deus.
Ela foi da estirpe real dos reis de Portugal, filha do senhor Rui Gomez da Silva e de Menezes, senhor de Campo Maior. Sua mãe foi dona Isabel de Menezes, filha do Conde de Biana (1), Dom Pedro de Menezes, primeiro capitão de Ceuta, na África. Sabe-se que essa senhora nasceu em Campo Maior. Teve como irmãos o Conde de Portalegre, preceptor do rei Dom Manuel, e Alfonso Beles, senhor de Campo Maior, e o bem-aventurado Frei Amadeu, da Ordem de nosso Pai São Francisco.
Esta ilustre senhora veio para Castela como dama da rainha dona Isabel, mulher do rei Dom João, que foi pai da rainha dona Isabel, que vive na glória.
Por sua grande beleza e por sua estirpe, esta senhora foi pedida em matrimónio por muitos condes e duques. Entre muitas lutas do mundo, ele ofereceu ao Senhor sua virgindade e castidade e fechou-se no Mosteiro régio de São Domingos. Aqui, por devoção, decidiu manter sempre seu rosto coberto com um véu branco, de forma que, enquanto viveu, nenhum homem e nenhuma mulher viu seu rosto, exceptuada aquela que lhe dava de comer.
Esta senhora foi muito devota da Santíssima Conceição e tanto fez que obteve do Santa Padre a regra, o hábito e o breviário da Santa Conceição. O Mosteiro já estava fundado e tudo já fora preparado para entregar o hábito a ela e às monjas que ela havia instruído, quando Nosso Senhor quis chamá-la. Morreu no ano de 1492.
Quando morreu, foram vistas duas coisas maravilhosas. Uma foi que, quando lhe levantaram o véu para [administrar-lhe a unção](2), foi tal o esplendor de seu rosto que todos ficaram admirados. A segunda, foi que em sua fronte viram uma estrela, que lá ficou até que ela expirou, e que emitia uma luz e um esplendor igual à luz quando mais brilha. Disso foram testemunhas seis religiosos da Ordem de nosso Pai São Francisco.
Ela faleceu no ano acima citado, no mês de Agosto, na vigília de São Lourenço. Foi sepultada no Mosteiro de Santa Fé, que então era o Mosteiro da Santa Conceição.
Mais tarde, por certas razões, estes bem-aventurados ossos foram transladados para o Mosteiro da Mãe de Deus. A senhora prioresa, que era sua sobrinha, guardou-os por doze anos e não quis cedê-los. Mas a senhora Abadessa dona Catarina Calderón e sua Vigária Joana de São Miguel dirigiram-se ao Santo Padre, que mandou entregá-los dentro de três dias. E assim, logo os entregou.
Os ossos foram transladados do Mosteiro de Mãe de Deus para este Mosteiro da Santa Conceição na tarde da festa dos Santos Simão e Judas, no ano de 1511.
Esta senhora faleceu com a idade de cinquenta e cinco anos. Era muito devota da Santíssima Paixão, da Santíssima Conceição e do glorioso São João Baptista. Dedicava-se muito à oração, aos jejuns, à disciplina e, especialmente, à caridade para com o próximo. Foi grande inimiga dos vícios e dos viciados.
Esta senhora era irmã de Santo Amadeu, da Ordem de nosso Pai São Francisco, que morreu na Alemanha. Foi canonizado dez anos após a morte desta senhora.
Vigária Joana de São Miguel
(1) Viana
(2) A escrita original está deteriorada e ilegível.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Representação teatral da vida de Sta. Beatriz
Mosteiro de Garachico (Tenerife)
Dentro do extenso programa previsto para o Ano Jubilar do V Centenário da atribuição de Regre própria à Ordem da Imaculada Conceição, nos dias 8 e 9 de Julho representou-se, na Igreja do Mosterio Concepcionista de Garachico (Espanha), una obra de teatro sobre a vida de Santa Beatriz da Silva.
Partilhamos com todos a través de yotube.



sábado, 16 de julho de 2011

Mártires do Brasil
oriundos da Arquidiocese de Évora
1. Beato Aleixo Delgado, irmão estudante noviço.
Nasceu na cidade de Elvas. Cantava muito bem e era especialista em recitar o catecismo cantado. Depois de agredido, violentamente, na cabeça e no pescoço por várias vezes, a ponto de lhe rebentar o sangue pela boca e pelo nariz, foi, finalmente, lançado vivo ao mar. Deu a sua vida por Cristo e pela Igreja, apenas 15 anos de idade. Era o mais jovem do grupo.
2. Beato Luís Rodrigues, irmão estudante noviço.
Nascido na cidade de Évora. Foi ferido a golpes de punhal e lançado, ainda vivo, ao mar. Tinha 16 anos, quando recebeu a palma do martírio.
3. Beato
Luís Correia, irmão estudante.
Nasceu na cidade de Évora. Foi lançado vivo ao mar. Tinha apenas 17 anos de idade.
4. Beato
André Gonçalves, irmão estudante noviço.
Nasceu em Viana do Alentejo. Foi lançado vivo ao mar. Provavelmente, teria 18 (?) anos aquando do martírio.
5. Beato António Fernandes, irmão coadjutor noviço.
Nasceu em Montemor-o-Novo. Era muito bom carpinteiro de marcenaria. Foi lançado vivo ao mar. Tinha 18 anos, quando foi martirizado.
6. Beato Álvaro Mendes, irmão estudante.
Natural da cidade de Elvas. Era um excelente cantor. Foi despido, maltratado e por fim, deitado vivo ao mar. Teria 19 (?) anos, quando recebeu a palma do martírio.
7. Beato Pedro (ou Pero) Nunes, irmão estudante.
Nascido em Fronteira, foi lançado vivo ao mar. A quando do martírio, provavelmente, teria 19 (?) anos.
8. Beato Domingos Fernandes, irmão coadjutor.
Nasceu em Borba. Apunhalado várias vezes e gravemente ferido, foi lançado, ainda vivo, ao mar. Tinha 19 anos de idade, quando entregou a sua vida por Cristo e pela Igreja de Roma.
9. Beato Francisco de Magalhães, irmão estudante.
Nascido em Alcácer do Sal. Cantava admiravelmente. Foi lançado vivo ao mar e tinha 21 anos de idade.
10. Beato Manuel Álvares, irmão coadjutor.
Nasceu na cidade de Estremoz. Era trabalhador rural e pastor. Retalharam-lhe o rosto com cutiladas e por fim foi lançado, ainda vivo, ao mar. Na altura do martírio, tinha 34 anos de idade.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Mártires do Brasil
O martírio
“…para mim, viver é Cristo e morrer, um lucro.“
(Fl 1, 21)

Ao cabo de alguns dias de viagem, era o dia 15 de Julho de 1570, faz hoje precisamente 441 anos, “davam já a volta para a cidade da Palma, de que distavam duas ou três léguas”, avistaram a vela de uma grande nau e depois mais três, de modo que, inicialmente, chegaram a pensar tratar-se da armada de D. Luís de Vasconcellos, mas tal não se veio a confirmar. Era antes Jacques de Sória, corsário calvinista francês, conhecido pelo seu ódio de morte aos católicos e entre estes, muito especialmente, aos jesuítas. Acompanhavam Sória perto de meio milhar de soldados, todos eles animados pelo mesmo furor contra a Igreja Católica.
Rapidamente prepararam a nau Santiago para a peleja, não obstante a diferença numérica de homens e armamento. O capitão da nau Santiago pediu ao Padre Inácio irmãos para a luta: “Padre, estamos prestes para pelejar, mas temos muito pouca gente, sendo tantos os inimigos; dai-nos alguns desses vossos Irmãos mais robustos, que nos ajudem». Respondeu o Padre: «Dar-vo-los-ei, não para pelejarem mas para vos animarem com suas palavras»”. Tripulação e irmãos jesuítas estavam animados na defesa da sua nau, ainda que isso lhes custasse a própria vida. Foram aguentando a peleja até que a nau foi invadida pelos corsários franceses e então começou corpo a corpo uma luta desigual, iniciando-se assim uma verdadeira carnificina.
“Quando o galeão chegou a distância de se poder ouvir, Sória gritou de lá: - «Deitai, deitai ao mar esses Pretes que vão semear falsa doutrina no Brasil!»”.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Nova Biografia
Francisco J. Castro Miramontes
SANTA BEATRIZ DE SILVA,
Bajo el signo de María

Uma abordagem à vida de Beatriz da Silva e Meneses, uma santa do século XV cujo exemplo irradia para além da sua época. Mulher de beleza extraordinária, viveu durante um tempo na Corte até que se retirou para Toledo para praticar uma vida de oração e caridade com uma especial devoção à Imaculada Conceição de Maria. Santa Beatriz, fundadora da Monja Concepcionistas, ordem presente em Espanha, Portugal, Bélgica, Índia, Guiné-Conacri e em vários países da América Latina, foi canonizada por Paulo VI em 1976. Esta obra, escrita por um franciscano (Francisco J. Castro Miramontes) e com os testemunhos de algumas monjas Concepcionistas, vê a luz no V Centenário da aprovação e atribuição pontifícia de Regra própria.
A obra pertence à colecção: Retratos de bolsillo,
editada pela:
EDITORIAL SAN PABLO (de Espanha)
e pode ser comprada por 6,20€.