"...brilhe a vossa luz diante dos homens,
de modo que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu."
(Mt 5, 16)

São vários os cristão alentejanos,
ou com profunda relação ao Alentejo,

que se deixaram transformar pela Boa Nova de Jesus Cristo
e com as suas vidas iluminaram a vida da Igreja.
Deles queremos fazer memória.
Alguns a Igreja já reconheceu como Santos,
outros estão os processos em curso,

outros ainda não foram iniciados os processos e talvez nunca venham a ser…
Não querendo antecipar-nos nem sobrepor-nos ao juízo da Santa Mãe Igreja,
queremos fazer memória destas vidas luminosas.

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terça-feira, 3 de outubro de 2023

47º aniversário da canonização de Santa Beatriz de Silva.

No dia 3 de Outubro de 1976, o Papa Paulo VI canonizou Beatriz de Silva, Fundadora da Ordem da Imaculada Conceição.

Durante a missa, ele disse o seguinte na homilia.

“... Santa Beatriz de Silva ainda quer nos dizer uma última palavra esta manhã. É talvez a palavra mais importante, porque nela está fechado o segredo de sua experiência espiritual e o segredo de sua santidade.

Essa palavra é o nome de Maria e mais especificamente Maria Imaculada. A limpeza branca da Virgem foi o ideal da sua vida; sublinha o seu primeiro biógrafo: «Foi-lhe aumentando a graça de uma devoção singular à Conceição sem manchas da Rainha do Céu, da qual, desde que algo soube, foi incrivelmente devota». Essa devoção foi legada, como herança significativa, às suas filhas espirituais, prevendo que ela fosse a característica da nova Ordem, «uma Ordem - e agora usamos as expressões de outro antigo biógrafo seu - na qual por dever, não menos que por significado de hábito e regra, aprovada pela Santa Igreja de Roma, seja essa Santíssima Conceição da Virgem gloriosa, honrada, afirmada e exaltada com contínuos louvores». Desta forma, não poucos séculos antes da proclamação do dogma, e enquanto as discussões teológicas ainda ferviam, a Imaculada Conceição se manifestava como força viva na história da salvação e na vida da Igreja, suscitando uma Ordem contemplativa que se inspirava pureza e fulgor da «Toda pura» e recebia dela energias para uma mais generosa consagração a Cristo, no esforço quotidiano para não afastar nada da doce soberania do seu amor.”

quarta-feira, 13 de novembro de 2019


Novo santo português foi uma das vozes de referência no Concílio de Trento (1543 – 1563)
Adotou o apelido «dos Mártires», em sinal de devoção à terra que o viu nascer e onde se tornou cristão pelo sacramento do Batismo. Bartolomeu Fernandes Vale nasceu em Lisboa, a 03 de maio de 1514, tendo sido batizado na Igreja dos Mártires, na capital portuguesa. A Igreja em Portugal tem, desde o dia 06 de julho deste ano, um novo santo: São Bartolomeu dos Mártires. Para comemorar esta entrada no álbum dos santos, as dioceses de Viana do Castelo e Braga realizam, este fim-de-semana, uma celebração de ação de graças pela canonização.
Recebeu o hábito dominicano a 01 de novembro de 1528, no convento de São Domingos em Lisboa. Concluiu os estudos institucionais de artes e teologia em 1938 e passou os vinte anos seguintes a ensinar nos conventos de Lisboa, Batalha e Évora. Vulto cimeiro do pensamento e da fé no século de ouro do humanismo, e a quem valores dos mais significativos das letras portuguesas consideravam «astralmente luminosa». Naquela época reinava em Portugal o rei D. Manuel e presidia à Igreja de Deus o Papa Leão X.
As descrições da pessoa e obra deste ilustre português, narradas no século XVII por frei Luís de Sousa, indicam-no como homem de estatura acima da média, com grande zelo apostólico, hábitos excessivamente frugais, rigorosos e disciplinados.
Dotado duma inteligência perspicaz e duma vontade generosa e forte, nunca deixou de ser uma pessoa humilde e simples. Por esta razão, nunca lhe passou pela mente a ideia de ocupar cargos a que estivessem, de alguma maneira, ligados quaisquer honrarias. O seu desejo era servir a Igreja como simples frade conventual. Nunca imaginou ter de trocar o seu hábito branco e preto de discípulo de São Domingos por vestes episcopais.
No entanto estava vago o Arcebispado de Braga, por falecimento de D. Baltasar Limpo.
Convidado pela rainha D. Catarina a aceitar o arcebispado de Braga, recusou porfiadamente tal cargo eclesiástico. Nada nem ninguém conseguia demovê-lo do seu desejo de servir a Igreja dentro dum convento.
Para aceitar… Foi necessário que o seu provincial, frei Luis de Granada, lhe impusesse a obediência para este cargo hierárquico. Então, vendo na vontade do seu superior a vontade de Deus, obedeceu fiel e generosamente.
Nomeado arcebispo de Braga pelo Papa Paulo IV, no consistório de 27 de janeiro de 1559, o mesmo Papa concedeu-lhe o pálio de arcebispo a 03 de junho do mesmo ano.
Há vidas que são verdadeiros poemas. A de São Bartolomeu do Mártires, com todos os pormenores das funções que exerceu ao longo da sua vida, é uma verdadeira epopeia de fé e de amor a Deus, manifestado no amor ao próximo, sobretudo aos mais carenciados.
Uma biografia repleta… de um homem santo nascido no século XVI.
A sua ação no Concílio de Trento foi de tal maneira empolgante que causou a admiração de todos os padres conciliares e do próprio Papa. Foram célebres as suas intervenções, e a elas se ficaram a dever muitos decretos da reforma conciliar. Um homem que não se ficava apenas pela teoria…
Pastor desprendido de todas as vaidades, honras e prazeres mundanos, tendo apenas em conta o bem do rebanho que lhe estava confiado, começou a viver num ambiente de extraordinária austeridade. Colocado à testa duma arquidiocese cujo território se estendia desde o Alto Minho até ao nordeste transmontano não se sentia em paz apenas nas paredes do paço arquiepiscopal.
Em todas as terras que visitava, sempre se deparava com uma constante: A ignorância religiosa do povo e dos seus pastores. Perante esta paisagem tão sombria de conhecimentos resolveu escrever alguns livros, que passados 500 anos ainda estão e são atuais. Obras literárias em linguagem simples e acessível que se revestem de uma permanente frescura e revelam sempre novidade. O «Estimulo dos Pastores» é uma dessas obras…
A 04 de novembro de 2001, frei Bartolomeu dos Mártires foi beatificado na Praça de São Pedro, no Vaticano. Um homem daquele, Carlos Borromeu, que a seu lado participou no Concílio de Trento e já inscrito entre os santos, considerou-o «modelo de bispo e espelho de virtudes cristãs». Fundou o seminário, o primeiro de toda a cristandade, para a formação dos presbíteros, uma novidade que o Papa São João Paulo II fez questão de mencionar na celebração da sua beatificação…
Em 2019 é canonizado, mas este processo tem algumas nuances…
Um bispo próximo do seu povo que calcorreou, repetidamente, toda a arquidiocese de Braga Um homem audacioso e com fervor apostólico que nunca deixou de ser dominicano. Na etapa final da sua vida, Bartolomeu dos Mártires retirou-se para o Convento de Santa Cruz, na cidade de Viana do Castelo. Naquele local, hoje Igreja de São Domingos, deu expansão à sua ardente caridade para com os pobres, que já o consideravam santo. Aquela Igreja guarda memórias e relíquias daquele homem que nunca se cansou de evangelizar.
São Bartolomeu dos Mártires já está inscrito no álbum dos santos… Foi um homem sapientíssimo a quem a aspereza das regiões minhotas e transmontanas, nem rigores alguns, frio ou calor ou outra qualquer intempérie, puderam deter-lhe o passo, para cumprir, todos os deveres de pastor. Será que algum dia será declarado doutor da Igreja?
(Fonte: https://agencia.ecclesia.pt/portal/bartolomeu-dos-martires-de-santo-do-povo-a-doutor-da-igreja/fbclid=IwAR1PfentRPivxqjBXm72XebIbLd1BdA2AaYLbK0d_IOd25OaE99gTQwAxOQ)

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Novo livro sobre Santa Beatriz da Silva, «Da tua beleza se enamora o rei», editado pela Lucerna, da autoria do sacerdote Pacense João Paulo Quelhas Domingues, procura levar-nos a descobrir a identidade e grandeza espiritual da fundadora da Ordem da Imaculada Conceição.

sexta-feira, 8 de março de 2019


8 de Março
São JOÃO DE DEUS,
religioso e fundador da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus

Nota Histórica

Nasceu em Montemor-o-Novo (Portugal) no ano 1495. Depois duma vida cheia de perigos na carreira militar, o seu desejo de perfeição levou-o a ambicionar coisas maiores e entregou-se ao serviço dos enfermos. Fundou um hospital em Granada (Espanha) e associou à sua obra um grupo de companheiros que mais tarde constituíram a Ordem hospitalar de S. João de Deus. Distinguiu-se principalmente na caridade para com os pobres e os doentes. Morreu nesta cidade em 1550.

“Se considerássemos como é grande a misericórdia de Deus, nunca deixaríamos de fazer o bem enquanto pudéssemos, pois, se nós dermos por amor aos pobres o que Ele mesmo nos dá, Ele nos promete cem por um na Bem-aventurança. Oh, abençoado lucro e usura! Quem não dará o que tem a este bendito mercador, pois faz connosco tão vantajoso negócio e nos suplica de braços abertos que nos convertamos, choremos os nossos pecados e sejamos caridosos, primeiro com as nossas almas e depois com o próximo? Na verdade, assim como a água apaga o fogo, assim a caridade redime o pecado”.
1.ª Carta de São João de Deus à Duquesa de Sesa

Senhor, que infundistes no coração de São João de Deus
um grande espírito de caridade,
concedei-nos que, praticando as obras de misericórdia,
mereçamos ser recebidos entre os eleitos no reino da glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

São João de Deus, rogai por nós.

quinta-feira, 7 de março de 2019


9º Dia da NOVENA de SÃO JOÃO DE DEUS
“Confiai só em Jesus Cristo. Maldito o homem que confia no homem. Dos homens hás-de ser abandonado, queiras ou não, mas de Jesus Cristo não, porque é fiel e estável. Tudo perece menos as boas obras”.
1.ª Carta de São João de Deus à Duquesa de Sesa

Senhor, que infundistes no coração de São João de Deus
um grande espírito de caridade,
concedei-nos que, praticando as obras de misericórdia,
mereçamos ser recebidos entre os eleitos no reino da glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

São João de Deus, rogai por nós.

quarta-feira, 6 de março de 2019


8º Dia da NOVENA de SÃO JOÃO DE DEUS
“O mundo procura atrair-nos com vícios e riquezas, prometendo-nos vida longa e dizendo: anda para a frente, que ainda és novo, goza a bom gozar, que na velhice te emendarás. O demónio está sempre a armar-nos laços e a estender-nos redes, para neles tropeçarmos e cairmos e deixarmos de fazer o bem e a caridade, metendo-nos nos cuidados dos bens temporais, para que não nos lembremos de Deus nem do cuidado que devemos ter com a nossa alma, purificando-a e revestindo-a de boas obras”.
2.ª Carta de São João de Deus à Duquesa de Sesa

Senhor, que infundistes no coração de São João de Deus
um grande espírito de caridade,
concedei-nos que, praticando as obras de misericórdia,
mereçamos ser recebidos entre os eleitos no reino da glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

São João de Deus, rogai por nós.

terça-feira, 5 de março de 2019


7º Dia da NOVENA de SÃO JOÃO DE DEUS
“Não encontro melhor remédio nem consolação, para quando me encontro aflito, do que olhar e contemplar a Jesus Cristo crucificado e meditar na sua santíssima Paixão e nos trabalhos e angústias que padeceu nesta vida; e tudo por nós, pecadores, maus, ingratos e mal-agradecidos”.
2.ª Carta de São João de Deus à Duquesa de Sesa

Senhor, que infundistes no coração de São João de Deus
um grande espírito de caridade,
concedei-nos que, praticando as obras de misericórdia,
mereçamos ser recebidos entre os eleitos no reino da glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

São João de Deus, rogai por nós.

segunda-feira, 4 de março de 2019


6º Dia da NOVENA de SÃO JOÃO DE DEUS
“Esforcemo-nos todos desde já por amor de Jesus Cristo e não nos deixemos vencer pelos nossos inimigos, mundo, demónio e carne. Sobretudo, minha irmã, tende sempre caridade, pois ela é a mãe de todas as virtudes”.
3.ª Carta de São João de Deus à Duquesa de Sesa

Senhor, que infundistes no coração de São João de Deus
um grande espírito de caridade,
concedei-nos que, praticando as obras de misericórdia,
mereçamos ser recebidos entre os eleitos no reino da glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

São João de Deus, rogai por nós.

domingo, 3 de março de 2019


5º Dia da NOVENA de SÃO JOÃO DE DEUS
“Três coisas devemos a Deus: amor, serviço e reverência. Amor, para que, como a Pai celeste, O amemos sobre todas as coisas do mundo. Serviço, para que O sirvamos como Senhor, não pelo interesse da glória que Ele há-de dar aos que O servirem, mas unicamente pela sua bondade. Reverência, como Criador, não trazendo o seu santo nome na boca senão para Lhe dar graças e bendizer o seu santo nome”.
3.ª Carta de São João de Deus à Duquesa de Sesa

Senhor, que infundistes no coração de São João de Deus
um grande espírito de caridade,
concedei-nos que, praticando as obras de misericórdia,
mereçamos ser recebidos entre os eleitos no reino da glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

São João de Deus, rogai por nós.

sábado, 2 de março de 2019


4º Dia da NOVENA de SÃO JOÃO DE DEUS
“Três são as virtudes que nos encaminham para o Céu: a primeira é a Fé, (pela qual) acreditamos em tudo o que crê e ensina a Santa Madre Igreja, guardamos os seus mandamentos e os pomos por obra; a segunda é a Caridade, (pela qual procuramos) ter caridade, primeiro com as nossas almas, purificando-as com a confissão e a penitência, depois com os nossos próximos e irmãos, querendo para eles o que queremos para nós; a terceira é a Esperança, só em Jesus Cristo, o qual, em troca dos trabalhos e sofrimentos que por seu amor passarmos nesta vida miserável, nos dará a glória eterna, pelos méritos da sua sagrada Paixão e por sua misericórdia”.
3.ª Carta de São João de Deus à Duquesa de Sesa

Senhor, que infundistes no coração de São João de Deus
um grande espírito de caridade,
concedei-nos que, praticando as obras de misericórdia,
mereçamos ser recebidos entre os eleitos no reino da glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

São João de Deus, rogai por nós.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019


2º Dia da NOVENA de SÃO JOÃO DE DEUS
“Todos os dias da vossa vida tende Deus diante dos olhos; ouvi sempre Missa inteira; confessai-vos com frequência, se for possível; não durmais nenhuma noite em pecado mortal. Amai a Nosso Senhor Jesus Cristo sobre todas as coisas do mundo, pois, por muito que O ameis, muito mais vos ama Ele. Tende sempre caridade, porque onde não há caridade não há Deus, embora Ele esteja em todo o lugar”.
Carta de São João de Deus a Luís Baptista

Senhor, que infundistes no coração de São João de Deus
um grande espírito de caridade,
concedei-nos que, praticando as obras de misericórdia,
mereçamos ser recebidos entre os eleitos no reino da glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

São João de Deus, rogai por nós.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019


1º Dia da NOVENA de SÃO JOÃO DE DEUS
“Se consideramos atentamente a misericórdia de Deus, nunca deixaremos de fazer o bem de que formos capazes: com efeito, se damos aos pobres por amor de Deus aquilo que Ele próprio nos dá, Ele promete-nos o cêntuplo na felicidade eterna. Feliz pagamento, ditoso lucro! Quem não dará a este bendito mercador tudo o que possui, se Ele procura o nosso interesse e, com os braços abertos, insistentemente pede que nos convertamos a Ele, que choremos os nossos pecados e tenhamos caridade para com as nossas almas e para com o próximo? Porque assim como o fogo apaga a água, assim a caridade apaga o pecado”.
São João de Deus

Senhor, que infundistes no coração de São João de Deus
um grande espírito de caridade,
concedei-nos que, praticando as obras de misericórdia,
mereçamos ser recebidos entre os eleitos no reino da glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

São João de Deus, rogai por nós.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

«ME LLAMARON BEATRIZ»
Este é o título de uma breve biografía  de Santa Beatriz da Silva que acaba de sair à luz há poucos dias escrita por  Frei José García Santos OFM, a viver actualmente na fraternidade de El Palancar (Cáceres).
O relato, escrito em forma autobiográfica, segundo o autor  “ajusta-se escrupulosamente” a dois textos: a Nota autobiográfica de Juana de San Miguel (1512) y Dona Beatriz da Silva (2008) de José Felix Duque.
A obra foi terminada em 2011,  foi editada em fins de 2013 pela Mosteiro Concepcionista de Villanueva de la Serena (Badajoz). Apresenta-se em formato de bolso e tem aproximadamente 60 páginas.
Pode ser adquirida no Mosteiro de Villanueva (Tel: 924 84 98) ou de Cuenca (Tel: 969 21 32 21).

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Imagem de Santa Beatriz da Silva que irá ser benzida solenemente e entronizada em peanha própria no próximo dia 22 de Dezembro às 12 horas na igreja do Senhor da Boa Fé em Elvas, será a primeira imagem desta Santa Alentejana natural de Campo Maior a ser venerada numa igreja de Elvas.
A imagem foi executada pela empresa Arte Sacra de Fânzeres, em Gondomar, ficou excelente, parabéns aos artistas.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

PRINCÍPIA Editora Ldª 
 publica as Actas do Congresso Internacional 
dos 500 anos da Regra da OIC
No passado domingo, dia 1 de Setembro, foi apresentado no Centro Cultural de Campo Maior o livro “Santa Beatriz da Silva - Uma Estrela para Novos Rumos”, com as actas do Congresso Internacional comemorativo dos 500 anos da aprovação da Regra dada pelo Papa Júlio II à Ordem da Imaculada Conceição, realizado em Fátima de 14 a 16 de Outubro de 2011, com coordenação de D. José Francisco Sanches Alves (arcebispo de Évora) e de José Eduardo Franco.

As actas publicadas pela PRINCÍPIA Editora Ldª, conta 646 páginas.

O Livro pode ser adquirido no Mosteiro Concepcionista ou na Casa-Museu de Santa Beatriz em Campo Maior, na PRINCÍPIA Editora Ldª ou nas livrarias por todo o país.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

CONDESTÁVEL DE PORTUGAL! São Nuno de Santa Maria


São Nuno de Santa Maria


SÃO NUNO DE SANTA MARIA, religioso
Memória Litúrgica:
6 Novembro
 
Nota Histórica
Nuno Álvares Pereira, fundador da Casa de Bragança, nasceu em Santarém (Portugal) a 24 de Junho de 1360. Como Condestável do reino de Portugal, foi militar invencível; mas, vencendo se a si mesmo, pediu a admissão, como irmão leigo, na Ordem do Carmelo. Tinha uma admirável piedade e confiança para com a Santíssima Virgem Maria. Sentia grande satisfação em pedir esmolas pelas portas, desempenhar os ofícios mais humildes na casa de Deus, e mostrou sempre grande compaixão e liberalidade para com os pobres. Morreu no domingo da Ressurreição do ano 1431 (1 de Abril).
 
Da Crónica dos Carmelitas da antiga e regular observância, nos Reinos de Portugal, escrita pelo Cronista geral da Ordem.
(Tom I, cap. XV-XVIII: Lisboa 1745, pp. 422-425. 429-431. 438. 440-441. 454. 459).
Exemplo de vida cristã
Admirável foi este santo varão pelas muitas e especiais virtudes que cultivou, não só depois do divórcio que fez com o mundo, mas também antes de receber o hábito religioso.
Na castidade foi sempre tão firme que jamais em prejuízo desta virtude se lhe conheceu o mais leve defeito.
Forçado da obediência se sujeitou ao casamento, que sem desagrado de seu pai, o não chegaria a evitar. Mas aos vinte e seis anos ficou absoluto do matrimónio, porque a inumana parca pôs termo à vida da sua esposa na flor de seus anos. Entrou El Rei no empenho de lhe dar outra esposa não menos digna de seu nascimento. Resistiu o invicto Condestável, encobrindo sempre o fundamento principal, que era o de viver casto.
Na oração foi tão incessante que admirava aos mesmos que faziam por ser nela seus imitadores. Faltava com o descanso ao corpo para se aproveitar da maior parte da noite orando mental e vocalmente.
Depois de ser religioso, estreitou mais o trato e familiaridade com o Senhor, porque então vivia no retiro conveniente para poder sem estorvo empregar todas as potências da alma no Divino Objecto que contemplava.
Na presença da soberana imagem da Virgem Maria Senhora Nossa, com o título da Assunção, derramava copiosas lágrimas; e com elas, melhor do que com as vozes, Lhe expunha as suas súplicas nas ocasiões que para si ou para os seus patrocinados Lhe pedia favores.
Exemplaríssima foi a humildade com que, fora e dentro da Religião, serviu a Deus em toda a vida. Como árvore frutífera cujos ramos mais se inclinam quando é maior o peso dos seus frutos, assim este virtuoso varão mais submisso se mostrava com os triunfos e com as virtudes. Nunca no seu espírito teve lugar a soberba: antes, quanto lhe foi possível, trabalhou por desterrá-la dos ânimos dos que lhe seguiam as ordens e o exemplo.
Aos sacerdotes fazia tão profunda veneração que passava a ser obediência. A um criado seu de muita distinção, que havia tomado o hábito da nossa Ordem, assim que o viu professo e feito sacerdote, começou a respeitá-lo em tal forma que a todos causava admiração.
Com o hábito religioso adquiriu o irmão Nuno muitos hábitos de mortificação. O sangue que lhe corria do corpo, quando com ásperos flagelos o lastimava, também lhe diminuía os alentos: mas ainda desta fraqueza tirava forças para, com pasmosa admiração dos Companheiros, continuar em semelhantes exercícios até ao último prejuízo da vida, que em desempenho do ardentíssimo desejo que teve de a sacrificar a Deus, sempre reconheceu como trabalho, e estimou a morte como lucro.
Depois de religioso, foi o servo de Deus mais admirável nos exercícios da caridade. Não se contentava com distribuir as esmolas pelo seu pagador, como no século fazia; mas pelas próprias mãos, na portaria deste convento, remediava a cada um a sua necessidade.
Não menos caritativo era para com o seu próximo nas ocasiões que se lhe ofereciam de lhe acudir nas enfermidades. Assistia aos pobres nas doenças, não só com os alimentos necessários, mas com os regalos administrados por suas próprias mãos.
Velava noites inteiras por não faltar com a assistência aos que nas doenças perigavam.
Continuando o Venerável Nuno de Santa Maria as asperezas da vida, sem nunca afrouxar dos seus primeiros fervores, chegou ao ano de 1431 tão destituído de forças, que no corpo apenas conservava alguns alentos para poder mover-se.
Entrando enfim na última agonia, rogou que, para consolação do seu espírito, lhe lessem a Paixão de Cristo escrita pelo evangelista São João; logo que chegou à cláusula do Evangelho onde o mesmo Cristo, falando com sua Mãe Santíssima a respeito do amado discípulo, lhe diz: Eis o vosso filho, deu ele o último suspiro e entregou sua ditosa alma ao mesmo Senhor que a criara.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012