"...brilhe a vossa luz diante dos homens,
de modo que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu."
(Mt 5, 16)

São vários os cristão alentejanos,
ou com profunda relação ao Alentejo,

que se deixaram transformar pela Boa Nova de Jesus Cristo
e com as suas vidas iluminaram a vida da Igreja.
Deles queremos fazer memória.
Alguns a Igreja já reconheceu como Santos,
outros estão os processos em curso,

outros ainda não foram iniciados os processos e talvez nunca venham a ser…
Não querendo antecipar-nos nem sobrepor-nos ao juízo da Santa Mãe Igreja,
queremos fazer memória destas vidas luminosas.

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terça-feira, 3 de outubro de 2023

47º aniversário da canonização de Santa Beatriz de Silva.

No dia 3 de Outubro de 1976, o Papa Paulo VI canonizou Beatriz de Silva, Fundadora da Ordem da Imaculada Conceição.

Durante a missa, ele disse o seguinte na homilia.

“... Santa Beatriz de Silva ainda quer nos dizer uma última palavra esta manhã. É talvez a palavra mais importante, porque nela está fechado o segredo de sua experiência espiritual e o segredo de sua santidade.

Essa palavra é o nome de Maria e mais especificamente Maria Imaculada. A limpeza branca da Virgem foi o ideal da sua vida; sublinha o seu primeiro biógrafo: «Foi-lhe aumentando a graça de uma devoção singular à Conceição sem manchas da Rainha do Céu, da qual, desde que algo soube, foi incrivelmente devota». Essa devoção foi legada, como herança significativa, às suas filhas espirituais, prevendo que ela fosse a característica da nova Ordem, «uma Ordem - e agora usamos as expressões de outro antigo biógrafo seu - na qual por dever, não menos que por significado de hábito e regra, aprovada pela Santa Igreja de Roma, seja essa Santíssima Conceição da Virgem gloriosa, honrada, afirmada e exaltada com contínuos louvores». Desta forma, não poucos séculos antes da proclamação do dogma, e enquanto as discussões teológicas ainda ferviam, a Imaculada Conceição se manifestava como força viva na história da salvação e na vida da Igreja, suscitando uma Ordem contemplativa que se inspirava pureza e fulgor da «Toda pura» e recebia dela energias para uma mais generosa consagração a Cristo, no esforço quotidiano para não afastar nada da doce soberania do seu amor.”

domingo, 31 de outubro de 2021


“A santidade exige um esforço constante, mas é possível para todos porque, mais do que uma obra do homem, é sobretudo um dom de Deus, três vezes Santo (cf. Is 6, 3). … o Apóstolo João observa: "Vede que amor tão grande o Pai nos concedeu, a ponto de nos podermos chamar filhos de Deus; e, realmente, o somos!" (1 Jo 3, 1). Portanto, é Deus que nos amou primeiro e, em Jesus, nos tornou seus filhos adoptivos. Na nossa vida tudo é dom do seu amor: como permanecer indiferente diante de um mistério tão grande? Como deixar de responder ao amor do Pai celestial, com uma vida de filhos reconhecidos? Em Cristo, entregou-se inteiramente a nós e chama-nos a um profundo relacionamento pessoal com Ele. Portanto, quanto mais imitarmos Jesus e permanecermos unidos a Ele, tanto mais entraremos no mistério da santidade divina. Descobrimos que somos amados por Ele de modo infinito, e isto impele-nos, por nossa vez, a amar os irmãos. O amar implica sempre um acto de renúncia a si mesmo, o "perder-se a si próprio", e é precisamente assim que nos torna felizes.”

BENTO XVI, «Homilia» na Solenidade de Todos os Santos, 1 de Novembro de 2006