"...brilhe a vossa luz diante dos homens,
de modo que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu."
(Mt 5, 16)

São vários os cristão alentejanos,
ou com profunda relação ao Alentejo,

que se deixaram transformar pela Boa Nova de Jesus Cristo
e com as suas vidas iluminaram a vida da Igreja.
Deles queremos fazer memória.
Alguns a Igreja já reconheceu como Santos,
outros estão os processos em curso,

outros ainda não foram iniciados os processos e talvez nunca venham a ser…
Não querendo antecipar-nos nem sobrepor-nos ao juízo da Santa Mãe Igreja,
queremos fazer memória destas vidas luminosas.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016


Conversão de São João de Deus

«…No dia do bem-aventurado mártir São Sebastião, fazia-se, na cidade de Granada, uma festa solene na ermida dos Mártires,… e sucedeu ir lá pregar um homem famoso, mestre em teologia, chamado o mestre Ávila, luz e esplendor de santidade… Com viva argumentação, o santo varão exaltava o prémio que o Senhor oferecera ao seu santo Mártir, por ter padecido por seu amor tantos tormentos, e daqui tirava a conclusão, do que devia fazer o cristão para servir o seu Senhor, não O ofendendo, e até a padecer mil mortes em troca de tão grande recompensa. João de Deus, ajudado com a graça do Senhor que deu vida àquelas palavras, de tal modo as gravou na sua alma e foram nele tão eficazes, que logo mostraram a sua força e o seu poder. Com efeito, terminado o sermão, saiu dali como que fora de si, suplicando, em alta voz, a misericórdia de Deus…, saltando e correndo… até chegar à sua morada…Pegou nos livros que tinha; e os que tratavam de cavalaria e coisas profanas, rasgou-os… e os que eram da vida de Santos… dava-os a quem lhos pedisse por amor de Deus… E, assim, nu, descalço e com a cabeça descoberta, voltou, gritando, pelas ruas principais de Granada… Deste modo, andou João, pedindo misericórdia ao Senhor… Sendo visto por algumas pessoas de respeito…, estas levaram-no ao padre Ávila… que, depois de o ter confortado, o aconselhou dizendo: “…Ide em paz com a bênção do Senhor e a minha. Eu confio no Senhor, que não vos será negada a sua misericórdia”. …Internado como louco no Hospital Real, trataram-no com a terapia então utilizada. Esta experiência, ajudou-o a amadurecer a sua vocação, que expressou com estas palavras: “Jesus Cristo me dê tempo e me conceda a graça de eu ter um hospital, onde possa acolher os pobres desamparados e os doentes, para servi-los como eu desejo”». (cf. Francisco de Castro, “História da vida e obras de João de Deus”, capítulos VII. VIII. IX).

A experiência da misericórdia do Pai transformou João de Deus. A memória que hoje celebramos, estimule os Irmãos da Ordem a recordar o dom da própria vocação e a manter a atitude de conversão que quotidianamente se requer, para tornar eficaz a nova hospitalidade.

Página Web da Ordine Ospedaliero di San Giovanni di Dio

sábado, 11 de julho de 2015

terça-feira, 21 de abril de 2015

Biografia ilustrada de Santa Beatriz
Com design de capa e ilustrações de Zé Maria Souto Moura e texto das Monjas do Mosteiro da Imaculada Conceição de Campo Maior, a LUCERNA acaba de lançar, neste mês de Abril, a biografia ilustrada para crianças, de Santa Beatriz da Silva, com o sugestivo título "A FORÇA ESCONDIDA DE SANTA BEATRIZ DA SILVA".
Pode adquiri-lo fazendo a sua encomenda
a:
http://principia.pt/marcas/lucerna.HTML
ou
Mosteiro da Imaculada Conceição de Campo Maior (268686615).

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O Terceiro livro de José Félix Duque, sobre a portuguesa Santa Beatriz da Silva (c. 1436 - 1491), fundadora da Ordem da Imaculada Conceição em Castela, será apr...esentado no próximo dia 12 de Fevereiro, em Toledo. Editado pela Cosmorama Edições, em língua castelhana, com Prefácio de Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Dom José Alves, Arcebispo de Évora.
 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Estarão restos dos Mártires de Tazacorte (=do Brasil) na “Gruta dos Frades?”

O investigador e etnógrafo Juan José Santos refere que a tradição oral do município (de Fuencaliente) recorda que, nesta zona do litoral de Fuencaliente, onde aportava tudo o que se lançava ao mar do sul, se encontram submergidos pelas ondas de lava do vulcão de Teneguía, de 1971, alguns cadáveres dos religiosos jesuítas, assassinados pelos corsários calvinistas, em 1570.
Esther R. Medina - Fuencaliente 

Juan José Santos (derecha) dialoga con Joao Caniço este viernes en Fuencaliente. Foto: MARÍA VICTORIA HERNÁNDEZ.
Juan José Santos (à direita) dialoga com o Padre João Caniço, a 10 de Outubro (2014), em Fuencaliente. Foto: MARÍA VICTORIA HERNÁNDEZ.

Os restos dos jesuítas Inácio de Azevedo e seus 39 companheiros [Mártires do Brasil], conhecidos, nas Ilhas Canárias, como ‘Mártires de Tazacorte’, que, em 1570, foram assassinados junto à Ponta de Fuencaliente, por corsários calvinistas, comandados pelo pirata Jacques de Sória, quando se dirigiam para o Brasil, a realizar obras de evangelização, foram ali tragados pelo mar. Mas a tradição popular - conta na sua página de Facebook, a “Conselheira” da Cultura e do Património do “Cabildo de La Palma”, Maria Victória Hernández – reconhece que, “próximo do Farol de Fuencaliente se localiza a chamada ‘Gruta dos Frades’, submergida pelo vulcão Teneguía em 1971, e, segundo alguns informadores, entre os quais se encontram Juan José Santos e Juan Luis Curbelo, sendo ainda muito jovens, os seus professores da escola primária e outras pessoas relatavam que, nessa gruta, tinham sido enterrados os jesuítas que o mar tinha feito chegar à costa”.
O sacerdote jesuíta português, vice-postulador da Causa de Canonização dos Beatos Mártires de Tazacorte, João Caniço, que se deslocou de Portugal à Ilha de La Palma, para assistir à homenagem que o Cabildo prestou aos religiosos, erigindo uma cruz de pedra, junto ao Farol de Fuencaliente, teve a oportunidade de dialogar com Juan José Santos e ouvir os testemunhos orais que têm sido transmitidos de geração em geração sobre este trágico episódio da história insular. Santos revelou ao jornal “La Palma Ahora” que, “em finais dos anos cinquenta do século passado, os alunos do “Colégio de Los Canarios” fizemos uma excursão com um missionário jesuíta para colocar uma cruz na ‘Gruta dos Frades’, porque se dizia que ali tinham aparecido alguns cadáveres dos missionários, já que a esta gruta vinha dar tudo o que era lançado ao mar”. Santos, prestigioso folclorista e investigador etnográfico, reconhece que “não há documentos históricos” que certifiquem que nesta gruta se encontram restos dos jesuítas, ainda que “todas as pessoas mais velhas do município contavam que nesta gruta, utilizada pelos habitantes locais, se tinham encontrado restos dos religiosos”.
O Padre Joao Caniço mostrou-se muito interessado por este relato, na medida em que o seu trabalho se centra em recolher informação sobre a vida e a obra dos ‘Mártires de Tazacorte’ [ou Mártires do Brasil] e promover a sua canonização, declaração que espera se venha a produzir durante el governo do Papa Francisco, que manifestou especial interesse por esta causa.
María Victoria Hernández qualificou o martírio dos jesuítas, que procediam de Lisboa e se dirigiam ao Brasil, como “o facto histórico mais destacado que algum dia aconteceu em La Palma, pela sua transcendência internacional, vendo-se directamente relacionados Espanha, Portugal, França, Vaticano e a Companhia de Jesus”. A mesma “Conselheira da Cultura e do Património” pretende, além de prestar uma homenagem a estes missionários, tornar mais conhecido o seu martírio entre todos os habitantes da Ilha de La Palma.
Segundo se conta, Inácio de Azevedo, na última missa que celebraram na Igreja de Nossa Senhora das Angústias, antes de prosseguir a viagem para o Brasil, depois de uma escala no Porto de Tazacorte, teve um pre-aviso, uma revelação divina, do que lhes iria acontecer. E foi tal a sua impressão, que mordeu a borda do cálice, deixando nele as marcas dos dentes. Quando o navio, em que viajava a expedição, foi atacado por Jacques de Sória, Inácio de Azevedo, com um quadro de Nossa Senhora nas mãos, “animou os missionários a oferecerem as suas vidas por Cristo”. Os 40 jesuítas foram apunhalados e lançados vivos ao mar, no dia 15 de Julho de 1570.