Tríduo Preparatório dos Mártires de Elvas
"...brilhe a vossa luz diante dos homens,
de modo que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu." (Mt 5, 16)
São vários os cristão alentejanos,
ou com profunda relação ao Alentejo,
que se deixaram transformar pela Boa Nova de Jesus Cristo
e com as suas vidas iluminaram a vida da Igreja.
Deles queremos fazer memória.
Alguns a Igreja já reconheceu como Santos,
outros estão os processos em curso,
outros ainda não foram iniciados os processos e talvez nunca venham a ser…
Não querendo antecipar-nos nem sobrepor-nos ao juízo da Santa Mãe Igreja,
queremos fazer memória destas vidas luminosas.
quinta-feira, 14 de julho de 2016
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Conversão
de São João de Deus
«…No dia do
bem-aventurado mártir São Sebastião, fazia-se, na cidade de Granada, uma festa
solene na ermida dos Mártires,… e sucedeu ir lá pregar um homem famoso, mestre
em teologia, chamado o mestre Ávila, luz e esplendor de santidade… Com viva
argumentação, o santo varão exaltava o prémio que o Senhor oferecera ao seu
santo Mártir, por ter padecido por seu amor tantos tormentos, e daqui tirava a
conclusão, do que devia fazer o cristão para servir o seu Senhor, não O
ofendendo, e até a padecer mil mortes em troca de tão grande recompensa. João
de Deus, ajudado com a graça do Senhor que deu vida àquelas palavras, de tal
modo as gravou na sua alma e foram nele tão eficazes, que logo mostraram a sua
força e o seu poder. Com efeito, terminado o sermão, saiu dali como que fora de
si, suplicando, em alta voz, a misericórdia de Deus…, saltando e correndo… até
chegar à sua morada…Pegou nos livros que tinha; e os que tratavam de cavalaria
e coisas profanas, rasgou-os… e os que eram da vida de Santos… dava-os a quem
lhos pedisse por amor de Deus… E, assim, nu, descalço e com a cabeça
descoberta, voltou, gritando, pelas ruas principais de Granada… Deste modo,
andou João, pedindo misericórdia ao Senhor… Sendo visto por algumas pessoas de
respeito…, estas levaram-no ao padre Ávila… que, depois de o ter confortado, o
aconselhou dizendo: “…Ide em paz com a
bênção do Senhor e a minha. Eu confio no Senhor, que não vos será negada a sua
misericórdia”. …Internado como louco no Hospital Real, trataram-no com a
terapia então utilizada. Esta experiência, ajudou-o a amadurecer a sua vocação,
que expressou com estas palavras: “Jesus Cristo me dê tempo e me conceda a
graça de eu ter um hospital, onde possa acolher os pobres desamparados e os
doentes, para servi-los como eu desejo”». (cf. Francisco de Castro, “História
da vida e obras de João de Deus”, capítulos VII. VIII. IX).
A experiência
da misericórdia do Pai transformou João de Deus. A memória que hoje celebramos,
estimule os Irmãos da Ordem a recordar o dom da própria vocação e a manter a
atitude de conversão que quotidianamente se requer, para tornar eficaz a nova
hospitalidade.
Página Web da
Ordine Ospedaliero di San Giovanni di Dio
sábado, 11 de julho de 2015
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terça-feira, 21 de abril de 2015
Biografia ilustrada de Santa Beatriz
Com design de capa e ilustrações de Zé Maria Souto Moura e texto das Monjas do Mosteiro da Imaculada Conceição de Campo Maior, a LUCERNA acaba de lançar, neste mês de Abril, a biografia ilustrada para crianças, de Santa Beatriz da Silva, com o sugestivo título "A FORÇA ESCONDIDA DE SANTA BEATRIZ DA SILVA".
Pode adquiri-lo fazendo a sua encomenda
a:
http://principia.pt/marcas/lucerna.HTML
ou
Mosteiro da Imaculada Conceição de Campo Maior (268686615).
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
O Terceiro livro de José Félix Duque, sobre a portuguesa Santa Beatriz da Silva (c. 1436 - 1491), fundadora da Ordem da Imaculada Conceição em Castela, será apr...esentado no próximo dia 12 de Fevereiro, em Toledo. Editado pela Cosmorama Edições, em língua castelhana, com Prefácio de Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Dom José Alves, Arcebispo de Évora.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Estarão restos dos Mártires de Tazacorte (=do Brasil) na “Gruta dos Frades?”
O
investigador e etnógrafo Juan José Santos refere que a tradição oral do
município (de Fuencaliente) recorda que, nesta zona do litoral de
Fuencaliente, onde aportava tudo o que se lançava ao mar do sul, se
encontram submergidos pelas ondas de lava do vulcão de Teneguía, de
1971, alguns cadáveres dos religiosos jesuítas, assassinados pelos
corsários calvinistas, em 1570.
Esther R. Medina - Fuencaliente
Juan José Santos (à direita) dialoga com o Padre João Caniço, a 10 de Outubro (2014), em Fuencaliente. Foto: MARÍA VICTORIA HERNÁNDEZ.
Os
restos dos jesuítas Inácio de Azevedo e seus 39 companheiros [Mártires
do Brasil], conhecidos, nas Ilhas Canárias, como ‘Mártires de
Tazacorte’, que, em 1570, foram assassinados junto à Ponta de
Fuencaliente, por corsários calvinistas, comandados pelo pirata Jacques
de Sória, quando se dirigiam para o Brasil, a realizar obras de
evangelização, foram ali tragados pelo mar. Mas a tradição popular -
conta na sua página de Facebook, a “Conselheira” da Cultura e do
Património do “Cabildo de La Palma”, Maria Victória Hernández –
reconhece que, “próximo do Farol de Fuencaliente se localiza a chamada
‘Gruta dos Frades’, submergida pelo vulcão Teneguía em 1971, e, segundo
alguns informadores, entre os quais se encontram Juan José Santos e Juan
Luis Curbelo, sendo ainda muito jovens, os seus professores da escola
primária e outras pessoas relatavam que, nessa gruta, tinham sido
enterrados os jesuítas que o mar tinha feito chegar à costa”.
O
sacerdote jesuíta português, vice-postulador da Causa de Canonização
dos Beatos Mártires de Tazacorte, João Caniço, que se deslocou de
Portugal à Ilha de La Palma, para assistir à homenagem que o Cabildo
prestou aos religiosos, erigindo uma cruz de pedra, junto ao Farol de
Fuencaliente, teve a oportunidade de dialogar com Juan José Santos e
ouvir os testemunhos orais que têm sido transmitidos de geração em
geração sobre este trágico episódio da história insular. Santos revelou
ao jornal “La Palma Ahora” que, “em finais dos anos cinquenta do século
passado, os alunos do “Colégio de Los Canarios” fizemos uma excursão com
um missionário jesuíta para colocar uma cruz na ‘Gruta dos Frades’,
porque se dizia que ali tinham aparecido alguns cadáveres dos
missionários, já que a esta gruta vinha dar tudo o que era lançado ao
mar”. Santos, prestigioso folclorista e investigador etnográfico,
reconhece que “não há documentos históricos” que certifiquem que nesta
gruta se encontram restos dos jesuítas, ainda que “todas as pessoas mais
velhas do município contavam que nesta gruta, utilizada pelos
habitantes locais, se tinham encontrado restos dos religiosos”.
O
Padre Joao Caniço mostrou-se muito interessado por este relato, na
medida em que o seu trabalho se centra em recolher informação sobre a
vida e a obra dos ‘Mártires de Tazacorte’ [ou Mártires do Brasil] e
promover a sua canonização, declaração que espera se venha a produzir
durante el governo do Papa Francisco, que manifestou especial interesse
por esta causa.
María
Victoria Hernández qualificou o martírio dos jesuítas, que procediam de
Lisboa e se dirigiam ao Brasil, como “o facto histórico mais destacado
que algum dia aconteceu em La Palma, pela sua transcendência
internacional, vendo-se directamente relacionados Espanha, Portugal,
França, Vaticano e a Companhia de Jesus”. A mesma “Conselheira da
Cultura e do Património” pretende, além de prestar uma homenagem a estes
missionários, tornar mais conhecido o seu martírio entre todos os
habitantes da Ilha de La Palma.
Segundo
se conta, Inácio de Azevedo, na última missa que celebraram na Igreja
de Nossa Senhora das Angústias, antes de prosseguir a viagem para o
Brasil, depois de uma escala no Porto de Tazacorte, teve um pre-aviso,
uma revelação divina, do que lhes iria acontecer. E foi tal a sua
impressão, que mordeu a borda do cálice, deixando nele as marcas dos
dentes. Quando o navio, em que viajava a expedição, foi atacado por
Jacques de Sória, Inácio de Azevedo, com um quadro de Nossa Senhora nas
mãos, “animou os missionários a oferecerem as suas vidas por Cristo”. Os
40 jesuítas foram apunhalados e lançados vivos ao mar, no dia 15 de
Julho de 1570.
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