"...brilhe a vossa luz diante dos homens,
de modo que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu."
(Mt 5, 16)

São vários os cristão alentejanos,
ou com profunda relação ao Alentejo,

que se deixaram transformar pela Boa Nova de Jesus Cristo
e com as suas vidas iluminaram a vida da Igreja.
Deles queremos fazer memória.
Alguns a Igreja já reconheceu como Santos,
outros estão os processos em curso,

outros ainda não foram iniciados os processos e talvez nunca venham a ser…
Não querendo antecipar-nos nem sobrepor-nos ao juízo da Santa Mãe Igreja,
queremos fazer memória destas vidas luminosas.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Curiosidades sobre os 40 mártires (4)
Os mártires Portugueses: 32
Os mártires Espanhóis: 8
As doze Dioceses de origem dos mártires Portugueses são:
Arquidiocese de Évora (10):
Beatos Domingos Fernandes, Aleixo Delgado, Luís Rodrigues, Luís Correia, André Gonçalves, António Fernandes, Álvaro Mendes, Pedro (ou Pero) Nunes, Francisco de Magalhães e Manuel Álvares.
Diocese do Porto (7):
Beatos António Correia, Amaro Vaz, Marcos Caldeira, Gaspar Álvares, Simão da Costa, Gonçalo Henriques e Inácio de Azevedo.
Diocese da Guarda (3):
Beatos Francisco Álvares, Manuel Fernandes e António Soares.
Arquidiocese de Braga (2):
Beatos João Fernandes (de Braga) e Brás Ribeiro.
Diocese de Bragança-Miranda (2):
Beatos Nicolau Dinis e Bento de Castro.
Diocese de Ceuta (1):
Beato Manuel Pacheco.
Diocese de Portalegre e Castelo Branco (1):
Beato Diogo Pires (Mimoso).
Diocese de Leiria-Fátima (1):
Beato Simão Lopes.
Diocese de Setúbal (1):
Beato Manuel Rodrigues.
Diocese de Coimbra (1):
Beato Diogo de Andrade.
Diocese de Vila Real (1):
Beato Pedro (ou Pero) Fontoura.
Patriarcado de Lisboa (1):
Beato João Fernandes (de Lisboa).
Beato João Adauto: quanto ao lugar do seu nascimento sabe-se que nasceu Entre-Douro-e-Minho. Era uma província do Norte Atlântico de Portugal, composta pelos actuais distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e parte dos distritos de Aveiro, Viseu e Vila Real, pelo que a sua origem pode ser de uma das várias das dioceses dessa província.
Foram martirizados a 15 de Julho de 1570, no mar das Canárias.
Foram Beatificados, em 11 de Maio de 1854, pelo Papa Pio IX.
A Memória litúrgica do Beato Inácio de Azevedo e companheiros mártires ocorre a 17 de Julho.
Maria Valentina MACHADO e Marcelino CALDEIRA, "Irmão de muita virtude, vida do Beato Domingos Fernandes de Borba, Jesuíta e mártir do Brasil (1551-1570)", Paulinas, Setembro de 2011, Prior Velho, pgs. 58 e 59.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Curiosidades sobre os 40 mártires (3)
Todos os 40 mártires foram lançados ao mar:
Já mortos (4):
os Beatos Brás Ribeiro, Diogo Pires (Mimoso), Inácio de Azevedo e Simão da Costa.
Não se sabe se foram lançados vivos ou mortos ao mar - desaparecidos (4):
os Beatos Gonçalo Henriques, Manuel Rodrigues, Manuel Pacheco e Estéban de Zuraire.

Vivos e sem ferimentos (17):
os Beatos André Gonçalves, António Fernandes, Francisco Álvares, Francisco de Magalhães, Gregório Escribano, João Adauto, João Mayorga, João Fernandes (de Braga), João Fernandes (de Lisboa), Juan de San Martin, Juan de Zafra, Luís Correia, Manuel Fernandes, Marcos Caldeira, Nicolau Dinis, Pedro Nunes e Simão Lopes.
Vivos depois de feridos com mais ou menos gravidade (15):
os Beatos Aleixo Delgado, Álvaro Mendes, Afonso de Baena, António Correia, António Soares, Bento de Castro, Diogo de Andrade, Domingos Fernandes, Fernando Sanchez, Francisco Pérez Godóy, Gaspar Álvares, Luís Rodrigues, Manuel Álvares e Pedro Fontoura.
Maria Valentina MACHADO e Marcelino CALDEIRA, "Irmão de muita virtude, vida do Beato Domingos Fernandes de Borba, Jesuíta e mártir do Brasil (1551-1570)", Paulinas, Setembro de 2011, Prior Velho, pgs. 56 e 57.

domingo, 10 de julho de 2011

Curiosidades sobre os 40 mártires (2)
O mais jovem do grupo,
natural da cidade de Elvas, era o irmão Aleixo Delgado, com 15 anos e destinava-se ao sacerdócio.
O mais velho do grupo,
natural dos arredores da cidade do Porto, era o Padre Inácio de Azevedo, com 43 anos. Era o Provincial da Companhia de Jesus no Brasil e o superior do grupo.
A média de idades do grupo é de 22.45 anos. A média de idades dos mártires oriundos da Arquidiocese de Évora é de 19.6 anos.

sábado, 9 de julho de 2011

Curiosidades sobre os 40 mártires (1)
Sacerdotes (2): Inácio de Azevedo e Diogo de Andrade
Diácono (1)
: Gonçalo Henriques
Irmãos noviços (13): Aleixo Delgado; Amaro Vaz; André Gonçalves; António Fernandes; Brás Ribeiro; João Fernandes (de Braga); Juan de San Martín; Juan de Zafra; Simão da Costa; Luís Rodrigues; Marcos Caldeira; Nicolau Dinis; Pedro Fontoura.
Irmãos estudantes que se destinavam ao sacerdócio (22): Aleixo Delgado; Álvaro Mendes; André Gonçalves; António Correia; António Soares; Bento de Castro; Diogo Pires (Mimoso); Fernando Sanchez; Francisco de Magalhães; Francisco Pérez Godóy; João Fernandes (de Braga); João Fernandes (de Lisboa); Juan de San Martín; Luís Rodrigues; Luís Correia; Manuel Fernandes; Manuel Pacheco; Manuel Rodrigues; Marcos Caldeira; Nicolau Dinis; Pedro Nunes; Simão Lopes.
Irmãos coadjutores que não se destinavam ao sacerdócio (14): Amaro Vaz; António Fernandes; Afonso de Baena; Brás Ribeiro; Domingos Fernandes; Estéban de Zuraire; Francisco Álvares; Gaspar Álvares; Gregório Escribano; João Mayorga; Juan de Zafra; Manuel Álvares; Pedro Fontoura; Simão da Costa.
Aspirantes (1): João Adauto.
Maria Valentina MACHADO e Marcelino CALDEIRA, "Irmão de muita virtude, vida do Beato Domingos Fernandes de Borba, Jesuíta e mártir do Brasil (1551-1570)", Paulinas, Setembro de 2011, Prior Velho, pgs. 55 e 56.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Começa hoje a Novena dos Quarenta Mártires do Brasil:
Beato Inácio de Azevedo e Companheiros.
Uma Novena é o conjunto de nove dias que antecedem uma celebração. Serve para prepararmos o coração para a Festa (Domingo, dia 17), aumentando a nossa devoção aos Mártires: conhecê-los melhor para melhor os imitar. O Beato João Paulo II escreveu que “os Santos são para nós a tradução prática do Evangelho”.
Ler a sua história, louvar a Deus pelo seu heroísmo e pedir a sua canonização, procurar imitá-los, recorrer à sua intercessão, manter em local visível uma imagem sua e falar deles aos amigos ou a pessoas que possam apreciar esse conhecimento, etc. – são algumas das acções que se podem levar a cabo durante a Novena (e não só).
Padre João Caniço
(Vice-Postulador da Causa de Canonização dos Mártires do Brasil)

Gloriosos Mártires
que, abrasados de amor das almas,
deixastes a família e a pátria
e vos entregastes ao Senhor,

para trabalhar nas terras longínquas do Brasil:

atraí muitos jovens à vida missionária,

com a vossa intercessão e exemplo,

que se entreguem generosamente ao serviço dos irmãos

e os conduzam às alegrias eternas.

Vós, a quem o Senhor tanto amou,

que, ainda antes de chegardes às vossas missões,

vos premiou as virtudes e o zelo com a palma do martírio,

alcançai-nos as graças que vos pedimos,

se forem para a maior glória de Deus

e para bem das nossas almas. Ámen.

(fazer o pedido)
Rezar pelas intenções do Santo Padre:

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.
- Rogai por nós, Beato Inácio de Azevedo e Companheiros Mártires!
- Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos:
Deus eterno e todo-poderoso, que, no Beato Inácio e seus companheiros, permitis que veneremos numa só solenidade as palmas de 40 mártires, concedei-nos propício que possamos imitar a invencível constância na fé desta falange de mártires, cuja glória no céu contemplamos com alegria.
Por Cristo Nosso Senhor.
Assim seja.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A vida alimenta-se de uma Mãe:
A IMACULADA.
O coração tem um ninho:
O SACRÁRIO.
O sofrimento tem um algum:

A CRUZ.

frase atribuída a

Santa Beatriz da Silva

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Stª Beatriz da Silva
monja Concepcionista Cisterciense

Confesso que, desde sempre me pareceu
abusivo e muito falho de verdade dizer que, Santa Beatriz fundou uma Ordem impregnada de espírito Franciscano. Alguns chegam mesmo a chamar às suas filhas, Concepcionistas Franciscanas.
Tal nunca me agradou, não por qualquer indelicadeza ou antipatia para com o Seráfico e extraordinário São Francisco, pelo contrário, mas por me parecer que não respeita a verdade e violenta a história.
De facto, a Ordem da Imaculada Conceição, por vicissitudes históricas, que não cabe aqui inumerar, inegavelmente sofreu uma grande influência franciscana. Contudo no que diz respeito a Beatriz, enquanto fundadora, a sua intenção é bem clara, fundar uma nova família monástica, com carisma e espiritualidade completamente novos e autónomos, o da Imaculada Conceição “…caminho de seguimento” (CGOIC, Capítulo I, Título II, §14), “… pela honra da Conceição Imaculada da sua Mãe” (Regra OIC, 1).
Maria, na Sua Imaculada Conceição, as suas virtudes, os seus comportamentos… são o modelo de comportamento das filhas de Beatriz, devem ser identificados na vida das monjas Concepcionistas. Por vontade da Igreja e porque a Igreja lho pede, Beatriz escolhe a Regra de São Bento, professada pela Ordem de Cister, para sustentar esta forma de vida, a da Imaculada Conceição, que lhe foi plantada pelo Espírito Santo no seu coração de fundadora. Teve liberdade plena para escolher outra das Regras existentes, mas não escolheu e pediu a da Ordem de Cister “...desejam professar a Ordem de Cister, pela devoção que lhe têm, que Nos dignássemos, com benignidade apostólica, erigir na mencionada casa um mosteiro de monjas desta Ordem, sob a advocação da Conceição bem-aventurada...” (Bula “Inter Universa” de Inocêncio VIII, 4).
Assim, quando Beatriz professou “in articulis mortis”, professou, ela e as suas primeiras companheiras, a Regra da Ordem de Cister, para dar cumprimento ao seu desejo expresso na Bula de Inocêncio VIII.
Se queremos que Beatriz, para além de Concepcionista respire outro carisma e espiritualidade, esse é o de São Bento, na versão Cistercience e nunca o de São Francisco. Beatriz escolheu e pediu, claramente, a Regra da Ordem de Cister.
Depois da sua morte, foi rudemente imposto às suas filhas, a 19 de Agosto de 1494, pela Bula “Ex Supernae Providentia” de Alexandre VI a Regra de Santa Clara, declarando extinta a Ordem de Cister no Proto-Mosteiro de Toledo, fundado por Santa Beatriz, contra a vontade da própria fundadora, que quis a Ordem de Cister.
Prova do desconforto e desacordo das filhas de Santa Beatriz, a “luta” que a partir daí, e durante 17 anos, travaram para ter Regra própria. O que aconteceu a 17 de Setembro de 1511, com a Bula “Ad statum prosperum” de Júlio II. Mesmo se impregnada de franciscanismo, as filhas de Beatriz finalmente tinham conseguido “salvar” a sua autonomia e de alguma forma a sua identidade, mesmo se à custa de muitas cedências, tendo finalmente Regra própria.
Quanto a Beatriz, se é mais alguma coisa, para além de Concepcionista, é Cisterciense, pois foi sob a Regra de Cister que professou antes de morrer.
P. Marcelino José Moreno Caldeira