"...brilhe a vossa luz diante dos homens,
de modo que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu."
(Mt 5, 16)

São vários os cristão alentejanos,
ou com profunda relação ao Alentejo,

que se deixaram transformar pela Boa Nova de Jesus Cristo
e com as suas vidas iluminaram a vida da Igreja.
Deles queremos fazer memória.
Alguns a Igreja já reconheceu como Santos,
outros estão os processos em curso,

outros ainda não foram iniciados os processos e talvez nunca venham a ser…
Não querendo antecipar-nos nem sobrepor-nos ao juízo da Santa Mãe Igreja,
queremos fazer memória destas vidas luminosas.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Viver,
é fazer render os talentos

que Deus nos concede
a propósito do nascimento da Serva de Deus
madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
A vida decorria calmamente no Monte do Torrão, pois os maiores rigores do Inverno já tinham passado. A natureza começava a soltar os seus primeiros sorrisos com o rebentar das searas. As terras pesadas ainda não permitiam grandes trabalhos. Limpavam-se os campos e cortavam-se os matos que serviam de cama aos gados e preparavam o estrume para a lavoura. No Monte, a azáfama reduzia-se à rotina do dia-a-dia, acrescida com a matança dos porcos. No espírito do casal Picão Caldeira ocultava-se uma interrogação secreta do que viria a suceder com o nascimento de mais uma criança. Os filhos eram vistos como uma bênção de Deus. Também, pela graça do Senhor, havia na habitação espaço para mais um berço e não faltava o pão na arca, nem a fruta, o leite e o queijo, pois os havia em abundância.
Pelas cinco horas e meia da tarde do dia 1 de Fevereiro de 1889, no Monte do Torrão, freguesia de Santa Eulália, concelho de Elvas, D. Maria Francisca, dava à luz uma menina, a quem foi dado o nome de Maria Isabel. Era a terceira dos cinco filhos. A imprensa regional da época noticiou a ocorrência, felicitando o casal pelo nascimento da filha: A ex.ma snr.ª D. Maria Francisca da Silva Picão Caldeira, extremosa esposa do nosso amigo, sr. João Miguel Caldeira, benquisto lavrador no monte do Torrão, deu à luz, na semana finda, uma linda menina. Muitos parabéns.
Maria Isabel nasceu há cento e vinte anos no seio de uma família cristã que lhe soube incutir os verdadeiros valores. O seu temperamento forte, ao longo da vida, fê-la rasgar horizontes e aproveitar as oportunidades, que essa vida lhe proporcionou, pondo a render os seus talentos naquilo que julgava ser a vontade de Deus. Ao completar cinquenta anos, a 1 de Fevereiro de 1939, o Arcebispo de Évora, D. Manuel Mendes da Conceição Santos felicitou-a e disse-lhe: /…/ Não esqueça que a vida é um dom preciosíssimo do Senhor e felizes são aqueles que santamente o sabem aproveitar. Um ano depois, escreve-lhe de novo a dar os parabéns e diz: Tendo-se consagrado a servir o Senhor fazendo o bem aos pequeninos, não se pode dizer que fosse perdido o tempo que finda agora pelo que são duplamente justificadas as minhas felicitações /.../ Viver é fazer render os talentos que Deus nos concede.
Maria Isabel não acrescentou anos à vida, mas deu vida aos anos. Soube aproveita-la, numa entrega total a Deus e aos Irmãos tornando-se, para todos nós, uma testemunha credível de santidade.
(Boletim «Seara dos Pobres»: Congregação das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres, nº 49 - Janeiro/Fevereiro/Março - ano 2009)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Canonização
do Santo Condestável

marcada para 26 de Abril
Bento XVI confirma Nuno Álvares Pereira
como um dos novos Santos da Igreja

A cerimónia de canonização do Beato Nuno de Santa Maria, D. Nuno Álvares Pereira, terá lugar no próximo dia 26 de Abril. O anúncio foi feito pela Santa Sé, no final do Consistório deste Sábado, presidido pelo Papa.
O Consistório Público Ordinário representou o passo final do processo para a canonização do Santo Condestável. Juntamente com o novo santo português serão canonizados Arcangelo Tadini, Bernardo Tolomei, Gertrude (Caterina) Comensoli e Caterina Volpicelli. Outras cinco canonizações terão lugar a 11 de Outubro.
O homem que conduziu este processo no Vaticano, Cardeal José Saraiva Martins, referiu à Agência ECCLESIA que "depois de tanto tempo e tantos anos chegou ao seu termo a causa de canonização desta grande figura da hagiografia portuguesa”, frisando que “a canonização vai ser um dia histórico”.
O prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos revela “um sentimento de gratidão a Deus pelo privilégio que me deu por poder concluir praticamente o processo de canonização do Beato Nuno Alvares Pereira”. “É um dom de Deus à Igreja portuguesa, que todos os portugueses devemos agradecer”, assegura.
Quanto ao local, o Cardeal Saraiva Martins lembra que “o princípio é que as canonizações sejam feitas em Roma” e as beatificações nas igrejas locais. “Se não houve nenhum pedido por parte de Portugal, é natural que seja em Roma”, sublinha. O Cardeal português diz que “todos os santos são modelos para serem imitados” e no caso do Beato Nuno: destaca “a caridade para com os pobres”.
Hoje, com os pobres a aumentar, a mensagem do Nuno Álvares Pereira é “extremamente actual”.
“É um modelo muito interessante”, assinala D. José Saraiva Martins, que lembra ainda a devoção do Santo Condestável a Nossa Senhora.
O Beato Nuno de Santa Maria (1360-1431) foi beatificado em 1918 por Bento XV e nos últimos anos, a Ordem do Carmo (onde ingressou em 1422), em conjunto com o Patriarcado de Lisboa, decidiram retomar a defesa da causa da canonização. A sua memória litúrgica celebra-se, actualmente, no dia 6 de Novembro.
O processo de canonização foi reaberto no dia 13 de Julho de 2003, nas ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa.
A cura milagrosa reconhecida pelo Vaticano foi relatada por Guilhermina de Jesus, uma sexagenária natural de Vila Franca de Xira, que sofreu lesões no olho esquerdo por ter sido atingida com salpicos de óleo a ferver quando estava a fritar peixe. A cura de Guilhermina de Jesus, depois de ter pedido a intervenção do Santo Condestável, foi observada por diversos médicos em Portugal e foi analisada por uma equipa de cinco médicos e teólogos em Roma, que a consideraram miraculosa.
A história deste processo já poderia ter conhecido o seu epílogo quando, em 1947, o papa Pio XII se manifestou interessado em canonizar o Beato português por decreto. O estado de uma Europa destruída pela II Guerra Mundial fez, porém, com que a Igreja portuguesa recusasse este motivo de festa.
Trabalhos levados a cabo pelos Cardeais Patriarcas de Lisboa D. José III (1883-1907) e D. António I (1907-1929), secundados pela Ordem do Carmo, culminaram com o Decreto da Congregação dos Ritos “Clementissimus Deus” de 15 de Janeiro de 1918, ratificado e aprovado pelo Papa Bento XV em 23 do mesmo mês e ano. Esses trabalhos, retomados pelo Episcopado Português, culminaram com a já referida permissão de Pio XII para que o processo da canonização prosseguisse.
(Fonte: cf. Agência Ecclesia)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

"Nunca deixes, Senhor,
que eu Te abandone.
Só Tu me podes encher.
Só Tu podes fazer-me feliz
e saciar a minha alma
e o meu coração
e todo o meu ser.
Que seja tua, Senhor,
cada vez mais
e para sempre!"

Irmã Maria Helena Branco ocso

sábado, 13 de dezembro de 2008

Com Amor Eterno eu te Amei...
Toda a razão de ser da minha vida está nestas palavras. Existo, vivo, porque um pensamento divino e pensamento de amor, se fixou em mim desde toda a eternidade. Deus não muda e o mesmo pensamento de amor continua a envolver-me. Como isto me confunde, mas ao mesmo tempo como isto me excita a amar quem tanto me ama, a mim, que sou um átomo vil perdido na imensidade!
Mas eu era ainda menos do que isto, era nada, e já era amado. Portentoso mistério que me revela a minha dignidade, toda resultante da misericórdia infinita do meu Deus que se curva até ao nada. E não parece que ignoro eu este amor tão misericordioso?
Meu Deus, quero acordar!
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
(Retiro Anual de 1928 - dia 13 de Setembro - 1ª Meditação)
Hoje cumprem-se 136 anos do nascimento
do Servo de Deus D. Manuel Mendes da Conceição Santos.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008



"Consumi-me de zelo
em defesa da honra
da minha Mãe Imaculada
e Ela livrou-me
de todas as tribulações".

frase atribuída a
Santa Beatriz da Silva
Imaculada Conceição
Dia 8 de Dezembro da Imaculada Conceição; Aquela que por especial privilégio foi, desde o primeiro instante da sua existência concebida e livre da culpa original, tomando-se a única bela e pura. Este júbilo, porém, não deve ficar apenas em arroubos de entusiasmo. Seria uma coisa estéril. Sabemos que as graças a serem recebidas estão em proporção de quem as recebe.
Este dia é nosso. E porque não? Não foi a nós Religiosas da Imaculada Conceição que Maria ordenou proclamar o privilégio da sua Conceição sem mancha antes de ser definido como dogma, quando disse à Beata Beatriz da Silva: «Quero que fundes uma Ordem destinada a honrar a minha Imaculada Conceição»?
Sejamos Hóstias vivas participantes da missão reparadora da Divina Hóstia. A Concepcionista, tem como talismã que a enobrece e valoriza os seus sofrimentos, seus trabalhos e as suas menores acções. Numa atmosfera de amor e imitação encontraremos uma fonte de energias para dar glória a Deus e honrar dignamente Sua Mãe Santíssima e salvar as almas. Contemplar estes sublimes modelos, copiar seus exemplos, praticar suas virtudes comungar as suas incomparáveis perfeições, sua consumada santidade. Revestida com esta armadura sobrenatural, a Concepcionista terá valor para praticar todas as virtudes com o heroísmo que pede a sua vocação de «Hóstia viva». Por sua imolação silenciosa compensará friezas, expiará crimes, alcançará perdões, acrescentando assim novas glórias à glória imensa da sua excelsa Padroeira.
Serva de Deus
madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
“Lembrai-vos sempre – escritos-carisma-espiritualidade”, Editorial Franciscana, Braga, 1995, pgs. 73 3 74.

domingo, 7 de dezembro de 2008


"Irmãs, imitai Nossa Senhora
que é pura e Imaculada,
todos os actos da vossa vida
sejam para dar muita glória a Deus
e Sua Santíssima Mãe".
Serva de Deus
Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade