"...brilhe a vossa luz diante dos homens,
de modo que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu."
(Mt 5, 16)

São vários os cristão alentejanos,
ou com profunda relação ao Alentejo,

que se deixaram transformar pela Boa Nova de Jesus Cristo
e com as suas vidas iluminaram a vida da Igreja.
Deles queremos fazer memória.
Alguns a Igreja já reconheceu como Santos,
outros estão os processos em curso,

outros ainda não foram iniciados os processos e talvez nunca venham a ser…
Não querendo antecipar-nos nem sobrepor-nos ao juízo da Santa Mãe Igreja,
queremos fazer memória destas vidas luminosas.

segunda-feira, 3 de março de 2008

São Gaudêncio de Évora, mártir
Festa: 2 de Agosto
O servo da caridade, Beato Luís Guanella, ao construir na Suíça uma igreja, em vez doutra profanada pelos protestantes, julgava honrar São Gaudêncio de Novara, mas veio a saber mais tarde que, no antigo templo profanado, se honrava noutras eras um São Gaudêncio, jovem nobre de Évora, que viveu nos primeiros séculos do Cristianismo. E sendo perseguido por causa do zelo empregado em converter os seus e outras pessoas exilou-se, estabelecendo-se no vale de Bergalha, onde se empregou na conversão de idólatras e arianos. Atacado com armas e flechas, foi depois ferido de morte com um machado num pinhal, perto de Vicosoprano. Um papa Urbano aprovou o culto das relíquias dele, dispersas em 1551 pelos protestantes.
(Fonte: SANTOS DE CADA DIA (II Maio, Junho, Julho e Agosto), Braga, Editorial A.O., 1987, pgs. 493/494)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

António (ou João) do Cano,
franciscano, mártir no Brasil
Frei António do Cano, viveu no século XVIII, era natural da Vila de Cano,
na época sede de concelho e na actualidade freguesia do concelho de Sousel, distrito de Portalegre e arquidiocese de Évora.
Professou na Ordem dos Frades Menores e partiu para o Brasil como missionário.
Deu o testemunho cristão mais radical através do martírio, no Grão Pará, por ódio à fé.
Há quem afirme que o nome do mártir Canense é João e não António.
Frei António faz parte do grupo de 19 sacerdotes naturais da Vila de Cano (de 1575 a 1964) e que consagraram as suas vidas ao serviço do Evangelho, quer no clero diocesano, quer em variadas famílias religiosas (Jesuitas, Ordem de Avis e Franciscanos, por exemplo).
Estes são os únicos elementos que, por enquanto temos, deste ilustre e corajoso alentejano. A seu tempo e caso se justifique, publicaremos mais informações sobre este franciscano Canense.
(Texto: Padre Marcelino José Moreno Caldeira, pároco da Vila de Cano)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

São João de Deus, religioso e fundador
da Ordem Hospitaleira dos Irmãos de São João de Deus
Festa: 8 de Março
João Cidade nasceu na cidade alentejana de Montemor-o-Novo no ano de 1495, em dia e mês desconhecidos. Os seus pais, André Cidade e Teresa Duarte, eram comerciantes de fruta e desde cedo teriam educado o pequeno João segundo os valores cristãos. Aos 8 anos, foi para Oropesa - Espanha, em circunstâncias ainda hoje pouco conhecidas, talvez na companhia de algum peregrino ou clérigo.
João foi acolhido na casa do Maioral do Conde de Oropesa e trabalhou como guardador de rebanhos. Em 1523, o seu espírito aventureiro levou-o a alistar-se no exército de Carlos V, participando, em Fuenterrabia, na guerra contra os Franceses e em 1532, em Viena, contra os turcos que ameaçavam invadir a Europa. Regressado da guerra, quis voltar às suas origens. Em Portugal, apenas encontrou um tio e, sem nada que o prendesse à terra natal, voltou para Espanha, mas desta vez para o Sul. Daí partiu para Ceuta, onde foi empregado de um fidalgo português desterrado. Foi aí também a sua primeira grande acção de generosidade: para garantir o sustento desta família, que entrou em dificuldades, foi trabalhar para a construção das muralhas de protecção da cidade.
Regressou a Espanha em 1538, ficando um tempo em Gibraltar. Reza a lenda que aí lhe apareceu um menino com uma romã (granada em castelhano) na mão e lhe disse "João, Granada será a tua cruz". João partiu para a cidade desse nome e aí viria a dar-se a grande transformação da sua vida.
Ao ouvir um sermão do Pe. João de Ávila, a 20 de Janeiro de 1539, tomou uma atitude radical contra a hipocrisia que se vivia na sociedade granadina de então. Pelas atitudes que tomou foi dado como louco e internado no Hospital Real, onde sofreu na pele os tratamentos dados na época a este tipo de pacientes.
Um sonho louco o assaltou então, fundar um Hospital, onde pudesse tratar devidamente aqueles que sofrem. Tomou como seu director espiritual o Pe. João de Ávila, e com os seus conselhos empreendeu a "louca aventura" de fundar um pequeno hospital. Percorreu as ruas de Granada ajudando e transportando os que não conseguiam valer-se sozinhos e levando-os para o seu hospital, onde, separando-os por doenças, lhes tratou das feridas "do corpo e da alma". João calcorreou as ruas da cidade proclamando o singular pregão: "Irmãos, fazei o bem a vós mesmos, dando aos pobres!".
Um episódio marcante na sua vida foi o incêndio que se deu no Hospital Real de Granada em 1549. João Cidade, com bravura, salvou muitos doentes e combateu as chamas. Toda a cidade de Granada lhe prestou reconhecimento, chamando-o já João de Deus, o Santo de Granada.
Até a sua morte foi causada pelo bem que fazia: para salvar um miúdo de se afogar no rio Genil, João atirou-se à água, contudo não conseguiu salvar a criança e apanhou uma broncopneumonia que o levaria à morte.
A 8 de Março de 1550, em diálogo com Deus, morre com fama de santidade. João de Deus foi um homem que, vivendo no seu tempo, soube ser inovador e projectar-se para o futuro. Foi, por isso, considerado o fundador do Hospital moderno, Santo, protector dos doentes, bombeiros e enfermeiros. Um homem que encontrou Deus no amor aos seus irmãos.
(Fonte: página da Ordem Hospitaleira dos Irmãos de São João de Deus)

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Serva de Deus
Maria Isabel da Santíssima Trindade,
religiosa e fundadora
da Congregação das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres

Maria Isabel Picão Caldeira nasceu a 1 de Fevereiro de 1889, no Monte do Torrão, freguesia de Santa Eulália (Alentejo), a poucos quilómetros de Elvas, tendo sido sendo baptizada um mês depois, a 3 de Março.
Seus pais, Miguel Caldeira e Dª Francisca da Silva Picão Caldeira lavradores abastados, deram-lhe uma educação esmerada, consentindo mesmo, que frequentasse a Escola de Belas-Artes em Lisboa. A 20 de Março de 1912, com 23 anos de idade, casou com o primo, João Pires Carneiro e foi viver para o Monte de São Domingos, na freguesia de São Vicente, também muito perto da cidade de Elvas. Após alguns anos de felicidade conjugal, o marido contraiu uma doença grave vindo a falecer no dia 17 de Junho de 1922 e Maria Isabel sofre o maior desgosto da sua vida.
Viuva e sem filhos, durante onze anos entregou-se às obras de apostolado na sua terra natal. Apesar desta sua doação aos outros, começou a sentir o apelo de Deus a uma Consagração Religiosa. A 8 de Setembro de 1934, entra nas Dominicanas de Clausura em Azurara onde permaneceu apenas sete meses, por falta de saúde.
O Servo de Deus D. Manuel Mendes da Conceição Santos, Arcebispo de Évora, sabendo do seu regresso, convida-a a tomar conta da Casa de Retiros, em Elvas, a 20 de Março de 1936, iniciando aí uma vasta acção apostólica de serviço aos Pobres, gastando para isso os seus bens patrimoniais.
Sob a protecção de Maria Imaculada e inspirada em Santa Beatriz da Silva, com muitos sacrifícios e contrariedades, funda a Congregação das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres. A Obra estendeu-se por várias Dioceses de Portugal. Após um arduo caminho, a 5 de Julho de 1955,o Papa Pio XII, concede-lhe a aprovação.
Faleceu a 3 de Julho de 1962, em Elvas, depois de uma vida toda voltada para os outros, sobretudo os mais Pobres. Foi sepultada em Santa Eulália em jazigo de família. Os seus restos mortais foram transladados para a Casa-Mãe da Congregação, em Elvas, no dia 20 de Dezembro de 1980, onde se encontram actualmente.
Sendo rica, fez-se pobre para privilegiar os Pobres. Eram a sua grande paixão, a razão de ser da sua Obra. Com um coração grande, que parecia querer abarcar tudo e todos, arriscou os bens e a vida. Sofreu a doença, as contrariedades, a solidão, a calúnia e a incompreensão. No meio de tantas provações, manteve-se fiel àquilo que julgava ser a Vontade de Deus.
Está introduzida a Causa de Canonização.

Aos que receberem graças por intercessão da Serva de Deus Maria Isabel da Santíssima Trindade, devem participá-lo para:
Postulação: Madre Maria Isabel do Santíssima Trindade
Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres; Rua Francisco da Silva, 9 C; 7350-272 ELVAS

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

São Jordão, bispo e mártir
e Santas Comba do Alentejo e Inonimata, mártires
São Jordão é um santo venerado na região alentejana de Évora. Segundo a tradição, foi um dos primeiros bispos da referida cidade e terá sido martirizado no ano de 305, durante a perseguição de Daciano, juntamente com as suas irmãs Santa Comba do Alentejo e Santa Inonimata. O seu culto esteve na origem da antiga freguesia de São Jordão, no concelho de Évora. (Fonte: cf. Wikipédia)