"...brilhe a vossa luz diante dos homens,
de modo que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu."
(Mt 5, 16)

São vários os cristão alentejanos,
ou com profunda relação ao Alentejo,

que se deixaram transformar pela Boa Nova de Jesus Cristo
e com as suas vidas iluminaram a vida da Igreja.
Deles queremos fazer memória.
Alguns a Igreja já reconheceu como Santos,
outros estão os processos em curso,

outros ainda não foram iniciados os processos e talvez nunca venham a ser…
Não querendo antecipar-nos nem sobrepor-nos ao juízo da Santa Mãe Igreja,
queremos fazer memória destas vidas luminosas.

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A imagem da Senhora
segundo São Lucas
que acompanhava os Mártires
Numa edícula do altar-mor da igreja de Santa Maria Maior, em Roma, existia um quadro com a imagem de Nossa Senhora, que a tradição dizia ter sido pintada por São Lucas. Nunca fora autorizada a reprodução. Mas, a pedido do P. Francisco de Borja, por especial condescendência, consentiu o Santo Padre Pio V que fosse feita uma cópia, desde que o pintor não retirasse o quadro do lugar onde se encontrava. O Padre Geral confiou a obra a um dos mais notáveis pintores de Roma, que dela tirou duas cópias, tão perfeitas, que quase se não distinguiam do original. O P. Borja guardou para si uma delas e mandou outras, pelo P. Azevedo, para ser entregue a Dª Catarina (Rainha de Portugal).
Providencialmente, não conseguiu tão depressa audiência da Soberana, afastada da capital e do neto, com quem não conseguia entender-se. Enquanto esperava autorização de Dª Catarina para a visitar em Alenquer, encarregou um dos Irmãos que o acompanharam, o pintor João de Maiorga, de fazer cópias da reprodução. De maneira que, quando, pelo Natal, esta foi enviada a Sua Majestade, já ele dispunha de quatro cópias: uma que reservou para si, e três para os Colégios de Coimbra, de Évora e de Santo Antão. Mandara, igualmente, gravar a imagem numa pequena lâmina de bronze, que nunca o abandonasse. Aquele apaixonado cavaleiro da Virgem, que tando desejara entregar-se ao Seu serviço, desde que vira a maravilhosa imagem sentiu que não lhe seria possível apartar-se dela e que a teria como companheira dos seus trabalhos. E bem que a Senhora o ajudou. (DE SOLEDADE, Maria, "Velas ao largo - uma página de epopeia", Editor Pe. A. Santiago, sj, Braga, 1970, pgs. 86 e 87)
Enquanto o capitão dirigia os preparativos bélicos, o P. Inácio reunia os noviços junto do mastro grande e, com a placa de metal onde mandara gravar a imagem da Senhora, segundo São Lucas, erguida numa das mãos, começou com o P. Andrade a entoar as ladainhas, a que os Irmãos respondiam. (...) Então o P. Azevedo ordenou-lhes que se recolhessem aos seus cubículos, a orar, o que todos fizeram, ficando apenas o Padre em oração junto do mastro grande, sem largar a imagem de Nossa Senhora. (Idem, pg. 152)
Entretanto o P. Inácio permanecia no seu posto, com a imagem na mão, afirmando a sua adesão à santa Igreja Católica (...).
Em voz cada vez mais apagada, num respirar cada vez mais lento e difícil, sem tirar os olhos da imagem que continuava a prender nas mãos, adormeceu no Senhor. (...) Acabada a batalha, começou a pilhagem. Os corsários espalharam-se pelo navio, a procurar despojos. Nessa busca foram dar à câmara onde jazia o cadáver do P. Inácio segurando sempre a placa de bronze com o retrato da Senhora, rodeado dos noviços em oração. (Ibidem, pg. 162)
Mortos e feridos eram arrastados e lançados ao mar, para desempachar o convés. O cúmulo da dor foi quando viram aparecer o cadáver do seu Pai tão querido. Vinha «inteiriçado, com os braços em cruz, estendidos». Por não poderem abandonar o trabalho, que não lho consentiam os adversários, não o viram cair na água. (...) O corpo do mártir, em vez de ir ao fundo, como seria natural, sobrenadou, sempre na mesma posição, com a imagem da Senhora bem apertada na mão de onde ninguém conseguira tirar-lha. (...) Nessa noite, porém, um português que escapara e que se encontrava junto da amurada, viu chegar o cadáver impelido pelas ondas e ainda com a imagem agarrada. Debruçando-se, conseguiu tirar-lha, sem ter de empregar esforço. Guardou-a cuidadosamente, até a poder entregar a quem de direito. Levou-a, de aí a algum tempo, à casa dos Jesuítas, no Funchal, de onde, segundo A. Franco, teria ido para o Brasil, constando que se encontrava no Colégio da Baía. (Ibidem, pg. 162 e 163)

domingo, 7 de novembro de 2010

Padre Bento Fernandes sj
mártir de Nagasaki no Japão
Nasceu em Borba, no ano de 1579, filho de Miguel Fernandes e de Isabel Affonso. Professou na Companhia de Jesus em 22 de Março de 1596, e em seguida partiu para Roma onde estudou Filosofia e Teologia.
Voltando a Portugal aqui se demorou algum tempo, até que resolveu passar ao Japão como missionário, para lá embarcou em 25 de Março de 1602, com 58 religiosos de que era superior Alberto Laercio.
Após muitos anos de trabalhos e privações, Bento Fernandes foi preso em Nagasaki, como desobediente à lei do império que proibia a propaganda da religião cristã, e, intimado a abjurar a Fé, recusou-se corajosamente a fazê-lo; pelo que foi posto a tormentos. Assim morreu em martírio no dia 2 de Outubro de 1633, com 54 anos de idade.

(cf. Pe. António Joaquim Anselmo, "O concelho de Borba - Topographia e história", 3ª Edição da Câmara Municipal de Borba, Borba, 1997, pgs. 107-108)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

MÁRTIRES DO BRASIL
(6ª e última Parte)
(cf. desdobrável distribuído pelo P. João Caniço sj, a quando da sua visita à cidade de Borba)

Famosa visão
de Santa Teresa de Jesus
Santa Teresa de Jesus relata ao seu confessor - Padre Baltasar Alvarez - como viu, na véspera da festa de Nossa Senhora do Carmo, o glorioso esquadrão de mártires com as auréolas do martírio e em especial o Bem-aventurado Francisco Pérez Godói, seu parente de sangue.

Outras aparições
dos mártires do Brasil
O Beato Inácio de Azevedo apareceu a seu irmão, D. Jerónimo de Azevedo, cercado de luzes e esplendores.
Relata o Padre Eusébio, no tomo 4º dos seus "Varões Ilustres", que estes santos mártires apareceram, com coroas de flores na cabeça e palmas nas mãos, a certos "casais de bom viver".
O Padre Mário Falcóni relata como, em 1670, no mar das Canárias, a calmaria era surpreendente, e surgiram as imagens dos Mártires padecendo, fazendo com que todos os que viram sentissem uma forte emoção.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

MÁRTIRES DO BRASIL
(5ª Parte)

(cf. desdobrável distribuído pelo P. João Caniço sj, a quando da sua visita à cidade de Borba)

O impacto evangelizador
deste martírio

Humanamente, era uma catástrofe para a evangelização do Brasil, mas o testemunho da sua fé falou mais alto, e o seu papel de evangelizadores ficou provado pela onda de entusiasmo por todo o mundo católico. Sangue de mártires é semente de Cristãos...
Pio IX reconheceu e confirmou o culto a Inácio de Azevedo e aos seus 39 companheiros de martírio, a 11 de Maio de 1854.
(continua)
foto: 40 cruzes em pedra colocadas no fundo do mar de Tazacorte,
no local onde se deu o martírio e foram lançados os corpos dos mártires
para assinalar o martírio.

domingo, 31 de outubro de 2010

MÁRTIRES DO BRASIL
(4ª Parte)

(cf. desdobrável distribuído
pelo P. João Caniço sj,
a quando da sua visita à cidade de Borba)

Breve descrição
do episódio do martírio

Quando iniciavam o caminho rumo ao Brasil, saindo de Tazacorte, a 15 de Julho de 1570, surgiu uma frota de piratas huguenotes (grupo protestante), comandados por Jacques Sória (Sore).

Perante a insuficiência de defensores da nau, o comandante pediu soldados ao Padre Inácio de Azevedo. Contudo, a condição de consagrados dos membros deste grupo de 40 homens não lhes permitia pegar em armas, e atentar contra a vida. Porém, sempre que havia feridos, assistiam-nos, animavam os combatentes e rezavam.
Estando a nau ocupada pelos Calvinistas, e, apercebendo-se que eram missionários, investiram contra eles com as armas. Indo ao seu encontro com a imagem de Nossa Senhora nas mãos e afirmando-se sacerdote de Cristo, o Beato Inácio de Azevedo diz: "Todos me sejam testemunhas como morro pela Fé Católica e pela Santa Igreja Romana". Depois deste acto, um soldado deu-lhe uma cutilada na cabeça. O Padre Inácio de Azevedo ainda se dirigiu aos seus companheiros dizendo: "Não choreis, meus filhos. Não chegaremos ao Brasil, mas fundaremos, hoje, um colégio no Céu". Os huguenotes, perante tanta firmeza, resolveram acabar com a vida do Padre Inácio de Azevedo e deitá-lo ao mar.
Depois, todos os demais foram sendo maltratados, mortos e atirados ao mar, excepto João Sánchez, ajudante de cozinha, que, devido à sua pouca idade, foi poupado, sendo à posteriori a testemunha que permitiu que se conhecessem os acontecimentos que tiveram lugar naquela nau.
(continua)

sábado, 30 de outubro de 2010

MÁRTIRES DO BRASIL
(3ª Parte)
(cf. desdobrável distribuído pelo P. João Caniço sj, a quando da sua visita à cidade de Borba)

Partida em Missão
A 5 de Junho de 1570, um grupo de 74 Jesuítas partiram do Tejo, rumo à Ilha da Madeira, repartidos por três naus. Uma vez no Funchal, ficaram alojados na Quinta do Pico do Cardo.
Os registos permitem-nos concluir que a vida a bordo, tanto dos leigos, como dos religiosos, parecia conventual. O espírito de comunhão, as preces e os cantos espirituais eram uma constante, desde o amanhecer até ao cair da noite.
A 30 de Junho, o Beato Domingos de Borba (Fernandes) reembarcou com Inácio de Azevedo e os seus companheiros, perfazendo um grupo de quarenta. Pressentindo o perigo que iriam correr, dada a proximidade de corsários, o Beato Inácio de Azevedo convocou antes do embarque a sua comitiva - "Queria voluntários da morte por Cristo". Alguns hesitaram, e não quiseram seguir, sendo logo substituídos por outros.
Rapidamente chegaram às Canárias, onde permaneceram cinco dias.
(continua)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

MÁRTIRES DO BRASIL
(2ª Parte)
(cf. desdobrável distribuído pelo P. João Caniço sj, a quando da sua visita à cidade de Borba)

Com o Padre Inácio de Azevedo
em Val do Rosal

O Beato Domingos de Borba (Fernandes) foi um dos jovens que, em Évora, contactou directamente com o Padre Inácio de Azevedo.
Integrou o grupo de jovens empenhados na acção evangelizadora que Inácio de Azevedo reuniu na Quinta do Val do Rosal (Charneca da Caparica), a Sul do Tejo, casa de apoio ao Colégio de Santo Antão.
Durante cerca de seis meses, preparam-se para a viagem e missão futura, participando, estudando, discutindo e ouvindo conferências, vendo e ouvindo testemunhos sobre os novos povos e lugares.
O ambiente reinante entre estes jovens era fortemente comunitário. As orações e as leituras piedosas não faltavam. Muitos foram também as horas de estudo e de trabalhos artesanais e oficinais. As pausas de recreio eram repletas de momentos musicais, com cantos e instrumentos, passeios pela charneca e peregrinações aos santuários da zona.
Mantinham-se inspirados por Inácio de Azevedo, que os orientava para a ascese e para o zelo missionário.
(continua)
foto (Geocaching - The Official Global GPS Cache Hunt Site):
Cruzeiro na Quinta do Val do Rosal, que assinala a estadia d
os mártires

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

MÁRTIRES DO BRASIL
(1ª Parte)
(cf. desdobrável distribuído pelo P. João Caniço sj, a quando da sua visita à cidade de Borba)

A Missão do Padre Inácio de Azevedo
A evangelização do Brasil tinha começado logo após a sua descoberta (1500).

Os Jesuítas, Ordem religiosa fundada em 1540, enviou para Terras de Santa Cruz os seus primeiros missionários poucos anos após a sua fundação.
À medida que a actividade missionária se foi desenvolvendo, tornou-se necessário esclarecer caminhos e metas a alcançar. Para ajudar nesse discernimento, foi enviado de Lisboa o Padre Inácio de Azevedo, sacerdote que se afigurou como a pessoa certa, dada a sua natureza activa e empreendedora, beneficiando de uma forte experiência como reitor dos primeiros colégios de Jesuítas em Lisboa, Coimbra e Braga.
Nos poucos anos que esteve no Brasil apercebeu-se da enorme falta de missionários e das grandes possibilidades de conversão daqueles povos.
Do Brasil foi enviado a Roma, em 1565, na qualidade de Procurador da Índia e do Brasil. Inácio de Azevedo recebeu grande apoio do Papa Pio V que o muniu de amplas faculdades pastorais. Igualmente o Geral da Companhia de Jesus, Francisco de Borja, impressionado pelas palavras e carisma de Inácio de Azevedo e consciente da urgência de enviar alguém para a missão que o Brasil exigia, escreveu aos Provinciais de Espanha e Portugal para que lhe facultassem a recolha, quer de missionários, quer de recursos materiais.
(continua)

sábado, 16 de outubro de 2010

São Brissos
Bispo e mártir
Nasceu em Mértola, em data incerta e foi martirizado em 312.
É um santo português semi-lendário.
Nascido em Myrtilis, a actual Mértola, (diocese de Beja) terá sido o segundo bispo de Évora, sendo martirizado pelos romanos por volta do ano 312.
O seu culto está bem atestado na região do Alentejo, concretamente na Diocese de Beja de onde é natural e na Arquidiocese de Évora ode foi bispo.
É orago de várias povoações, concretamente São Brissos, no concelho de Beja (diocese de Beja) e ainda na aldeia de São Brissos da freguesia de Santiago do Escoural, no concelho de Montemor-O-Novo (Arquidiocese de Évora).
(cf. fonte: Wikipédia)

sábado, 17 de julho de 2010

Mártires do Brasil
(Curiosidades)

Trata-se de um grupo de 40 jovens Jesuítas, entre os 16 e os 43 anos de idade, que se dirigiam de barco para o Brasil, a fim de ajudar na sua evangelização, mas que, nas Ilhas Canárias, foram interceptados por navios de protestantes Calvinistas que, sabendo que eles eram missionários católicos, os deitaram ao mar, alguns depois de apunhalados e mutilados. Era o dia 15 de Julho de 1570. Do grupo tinha com superior o Padre Inácio de Azevedo, 32 eram portugueses e 8 espanhóis. E dos 32 portugueses 10 naturais da Arquidiocese de Évora.
Dois (2) eram Sacerdotes, um (1) Diácono, vinte e três (23) Estudantes que se destinavam ao sacerdócio 23 e catorze (14) Irmãos coadjutores.
O mais jovem do grupo, natural da cidade de Elvas, era o irmão Diogo Aleixo, com 15 anos e destinava-se ao sacerdócio.
O mais velho do grupo
, natural dos arredores da cidade do Porto, era o Padre Inácio de Azevedo, com 43 anos e era o superior do grupo.
A média de idades do grupo é de 22.2 anos.
A média de idades dos mártires
oriundos da Arquidiocese de Évora é de 19.6 anos.
Todos os 40 mártires foram lançados ao mar: três (3) já mortos (os Beatos Diogo Mimoso, Brás Ribeiro e Simão da Costa), vinte e um (21) vivos e sem ferimentos e dezasseis (16) vivos depois de feridos com mais ou menos gravidade.
As Dioceses de origem dos mártires Portugueses são:
Arquidiocese de Évora: 10
Diocese do Porto: 6
Diocese da Guarda: 4
Arquidiocese de Braga: 2
Diocese de Bragança-Miranda: 2
Diocese de Ceuta: 1
Diocese de Portalegre e Castelo Branco: 1
Diocese de Leiria-Fátima: 1
Diocese de Setúbal: 1
Diocese de Coimbra: 1
Diocese de Viana do Castelo: 1
Diocese de Vila Real: 1
Arquidiocese de Lisboa: 1
(tenho dúvidas quanto a algumas das dioceses, que oportunamente confirmarei)
Foram martirizados a 15 de Julho de 1570 e Beatificados, por Pio IX, em 11 de Maio de 1854.
A Festa litúrgica do Beato Inácio de Azevedo e companheiros mártires ocorre a 17 de Julho.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

São Vicente,
Santa Sabina
e Santa Cristeta,
mártires

padroeiros principais da cidade Évora
Festa: 27 de Outubro
(cidade de Évora - Solenidade;
no resto da arquidiocese - MO)

Por volta do ano 303, quando Diocleciano era imperador de Roma (284-305), os irmãos: Vicente, Sabina e Cristela foram torturados cruelmente. Tiveram os membros desconjuntados e as cabeças esmagadas. Pelo que podemos conferir nos anais de seu martírio, São Vicente foi feito prisioneiro antes das suas irmãs Sabina e Cristela, tendo sido levado à presença do magistrado romano Daciano, que o estabeleceu com o jovem cristão o seguinte diálogo: “... Perdoo à tua juventude essas liberdades, pois sei que não chegaste ainda à idade de uma prudência completa, pelo que devo aconselhar-te a me que ouças como a um pai, como tal ordeno-te que sacrifiques aos deuses imperiais”.
O jovem Vicente assim respondeu: “Careceria de sólido juízo, se, desprezando o verdadeiro Deus que criou o céu e a terra, penetrou os abismos e circundou os mares, prestasse culto aos falsos deuses de madeira e de pedra, representados em estátuas vãs”. Devido à resistência do jovem cristão, foram-lhe dados três dias para pensar, queimar insenso aos deuses do império e negar a sua fé cristã. Certo de que estava no caminho da verdade não podia negar a sua fé em Jesus Cristo, tentou fugir com suas irmãs Sabina e Cristeta, foram capturados pelos soldados romanos, tendo sido submetido a atrizes torturas e por fim ao martírio.
Segundo uma das várias tradições, estes três jovens e corajosos cristãos, são alentejanos e naturais da cidade de Évora.
Outras localidades (em Ávila - Espanha) reclamam ser o berço destes jovens mártires alentejanos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Novena aos 40 Mártires do Brasil

Gloriosos Mártires

que, abrasados de amor das almas,

deixastes a família e a pátria

e vos entregastes ao Senhor,

para trabalhar

nas terras longínquas do Brasil:

atraí muitos jovens

à vida missionária,

com a vossa intercessão e exemplo,

que se entreguem generosamente ao serviço dos irmãos

e os conduzam às alegrias eternas.

Vós, a quem o Senhor tanto amou,

que, ainda antes de chegardes às vossas missões,

vos premiou as virtudes e o zelo com a palma do martírio,

alcançai-nos as graças que vos pedimos,

se forem para a maior glória de Deus

e para bem das nossas almas. Ámen.

(fazer o pedido)


Rezar pelas intenções do Santo Padre:

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.


- Rogai por nós, Beato Inácio de Azevedo e Companheiros Mártires!
- Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos:
Todo-poderoso e eterno Deus,
que, no Beato Inácio e seus companheiros,
permitis que veneremos numa só solenidade
as palmas de 40 mártires,
concedei-nos propício que possamos imitar
a invencível constância na fé desta falange de mártires,
cuja glória no céu jubilosos contemplamos.

Começa no dia 8 de Julho a Novena dos “40 Mártires do Brasil”, cuja festa litúrgica se celebra no dia 17 desse mês. Mas cada pessoa pode fazer esta novena em qualquer altura do ano, durante nove dias seguidos.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Lista dos Beatos Mártires do Brasil
01 - Inácio de Azevedo, Sacerdote Provincial, 43 anos, natural do Porto (arredores), Português
02 - Diogo de Andrade, Sacerdote (Ministro), 38? anos, natural de Pedrógão Grande, Português
03 - António Soares Estudante 21? anos, natural de Trancoso da Beira, Português
04 - Bento de Castro, Mestre de Noviços, 27 anos, natural de Chacim, Português
05 - João Fernandes, Estudante, 23 anos, natural de Braga, Português
06 - Manuel Álvares, Irmão, 24 anos, natural de Estremoz, Português
07 - Francisco Álvares, Irmão, 31 anos, natural da Covilhã, Português
08 - João de Mayorga, Irmão/Pintor, 37 anos, natural de S.J. du Pied de Port, Espanhol
09 - Estêvão de Zuraire, Irmão/Bordador, 30 anos, natural de Amescoa/Biscaia, Espanhol
10 - Afonso de Baena, Irmão, 31 anos, natural de Villatobas/Toledo, Espanhol
11 - Domingos Fernandes, Irmão, 19 anos, natural de Borba, Português
12 - Gonçalo Henriques, Diácono, 20? anos, natural do Porto, Português
13 - João Fernandes, Estudante, 19 anos, natural de Lisboa, Português
14 - Aleixo Delgado, Estudante/Cantor, 17 anos, natural de Elvas, Português
15 - Luís Correia, Estudante, 17 anos, natural de Évora, Português
16 - Manuel Rodrigues, Estudante, 20? anos, natural de Alcochete, Português
17 - Simão Lopes, Estudante, 18 anos, natural de Ourém, Português
18 - Manuel Fernandes, Estudante, 19? anos, natural de Celorico da Beira, Português
19 - Álvaro Mendes, Estudante/Cantor, 19? anos, natural de Elvas, Português
20 - Pero Nunes, Estudante, 19? anos, natural de Fronteira, Português
21 - Luís Rodrigues, Estudante, 16 anos, Évora, Português
22 - Francisco de Magalhães, Estudante/Cantor, 21 anos, natural de Alcácer do Sal, Português
23 - Nicolau Dinis, Estudante (Noviço), 17 anos, natural de Bragança, Português
24 - Gaspar Álvares, Irmão, 18? anos, natural do Porto, Português
25 - Brás Ribeiro, Irmão (Noviço), 24 anos, natural de Braga, Português
26 - António Fernandes, Irmão/Carpinteiro de Móveis, 18? anos, natural de Montemor-o-Novo, Português
27 - Manuel Pacheco, Estudante, 19? anos, natural de Ceuta, Português
28 - Pero de Fontoura, Irmão (Noviço), 23 anos, natural de Chaves, Português
29 - Simão da Costa, Irmão, 19 anos, natural do Porto, Português
30 - André Gonçalves, Estudante (Filosofia), 18 anos, natural de Viana do Alentejo, Português
31 - Amaro Vaz, Irmão/Ourives, 17 anos, natural de Marco de Canaveses, Português
32 - Diogo Pires, Estudante, 24? anos, natural de Nisa, Português
33 - Marcos Caldeira, Estudante (Noviço), 23 anos, natural de Vila da Feira, Português
34 - António Correia, Estudante, 17 anos, natural do Porto, Português
35 - Fernão Sanchez Estudante, 18? anos, natural de Castela-a-Velha, Espanhol
36 - Gregório Escrivano, Irmão, 18? anos, natural de Viguera/Logroño, Espanhol
37 - Francisco Pérez Godoy, Estudante/Canonista, 30 anos, natural de Torrijos/Toledo, Espanhol
38 - João de Zafra, Irmão, 18? anos, natural de Jerez de Badajoz, Espanhol
39 - João de San Martín, Estudante, 20 anos, natural de Yuncos/Toledo, Espanhol
40 - João Adaucto, Estudante, 18? anos, natural de Entre Douro e Minho, Português

segunda-feira, 3 de março de 2008

São Gaudêncio de Évora, mártir
Festa: 2 de Agosto
O servo da caridade, Beato Luís Guanella, ao construir na Suíça uma igreja, em vez doutra profanada pelos protestantes, julgava honrar São Gaudêncio de Novara, mas veio a saber mais tarde que, no antigo templo profanado, se honrava noutras eras um São Gaudêncio, jovem nobre de Évora, que viveu nos primeiros séculos do Cristianismo. E sendo perseguido por causa do zelo empregado em converter os seus e outras pessoas exilou-se, estabelecendo-se no vale de Bergalha, onde se empregou na conversão de idólatras e arianos. Atacado com armas e flechas, foi depois ferido de morte com um machado num pinhal, perto de Vicosoprano. Um papa Urbano aprovou o culto das relíquias dele, dispersas em 1551 pelos protestantes.
(Fonte: SANTOS DE CADA DIA (II Maio, Junho, Julho e Agosto), Braga, Editorial A.O., 1987, pgs. 493/494)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

António (ou João) do Cano,
franciscano, mártir no Brasil
Frei António do Cano, viveu no século XVIII, era natural da Vila de Cano,
na época sede de concelho e na actualidade freguesia do concelho de Sousel, distrito de Portalegre e arquidiocese de Évora.
Professou na Ordem dos Frades Menores e partiu para o Brasil como missionário.
Deu o testemunho cristão mais radical através do martírio, no Grão Pará, por ódio à fé.
Há quem afirme que o nome do mártir Canense é João e não António.
Frei António faz parte do grupo de 19 sacerdotes naturais da Vila de Cano (de 1575 a 1964) e que consagraram as suas vidas ao serviço do Evangelho, quer no clero diocesano, quer em variadas famílias religiosas (Jesuitas, Ordem de Avis e Franciscanos, por exemplo).
Estes são os únicos elementos que, por enquanto temos, deste ilustre e corajoso alentejano. A seu tempo e caso se justifique, publicaremos mais informações sobre este franciscano Canense.
(Texto: Padre Marcelino José Moreno Caldeira, pároco da Vila de Cano)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

São Jordão, bispo e mártir
e Santas Comba do Alentejo e Inonimata, mártires
São Jordão é um santo venerado na região alentejana de Évora. Segundo a tradição, foi um dos primeiros bispos da referida cidade e terá sido martirizado no ano de 305, durante a perseguição de Daciano, juntamente com as suas irmãs Santa Comba do Alentejo e Santa Inonimata. O seu culto esteve na origem da antiga freguesia de São Jordão, no concelho de Évora. (Fonte: cf. Wikipédia)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Mártires do Brasil
Beato Inácio de Azevedo
e 39 companheiros mártires
Festa: 17 de Julho

Trata-se de um grupo de 40 jovens jesuítas, quase todos entre os 20 e os 30 anos de idade que se dirigiam de barco para o Brasil, a fim de ajudar na sua evangelização. Junto às ilhas Canárias, em 15 de Julho de 1570, foram interceptados por navio de protestantes Calvinistas que, sabendo que eles eram missionários católicos, os assaltaram: e deitaram ao mar, muitos depois de mortos, outros ainda vivos, alguns com greves ferimentos. Chefiados pelo Padre Inácio de Azevedo, 32 dos mártires são portugueses e oito espanhóis. No grupo dos Portugueses 10 são alentejanos e naturais da arquidiocese de Évora:
Beato Manuel Álvares, irmão, coadjutor. Filho de Jerónimo Álvares e de Joana Lopes, nasceu em Estremoz, em 1536 e entrou na Companhia de Jesus para irmão coadjutor, em Évora, em 12 de Fevereiro de 1559,com 23 anos. Era trabalhador do campo e guardava gado; contava que estava arando a terra certa vez, e sentiu o desejo de ser peregrino e nada ter por amor a Deus, fazendo parte de alguma ordem religiosa. Depois dessa inspiração de Deus, foi levado por um sacerdote à Companhia. Aprendeu a ler e pediu para ir ao Brasil. Na nau Santiago, durante o combate, gritava muito alto, animando os combatentes, para que não se deixassem vencer pelos hereges. Os inimigos retalharam-lhe o rosto com cutiladas. Mas, tendo decidido não o deitar logo ao mar, para que sofresse mais, deixaram-no sozinho, estando ainda vivo. Por fim foi lançado vivo ao mar. Na altura do martírio tinha 34 anos de idade.
Beato Francisco de Magalhães, irmão, estudante. Nascido em Alcácer do Sal, em 1549. Já estudante em Évora, entrou para a companhia com 19 anos, em 1568. Cantava admiravelmente e era dedicado colaborador de Padre Inácio; ajudava na instrução religiosa dos marinheiros. Ao ser lançado vivo ao mar, disse aos hereges: "Ah! Irmãos, Deus vos perdoe isto que fazeis". Foi martirizado com 21 anos de idade.
Beato Luís Correia, irmão, estudante. Segundo a documentação existente, sabe-se apenas que nasceu em Évora e que sofreu o martírio, sendo atirado vivo ao mar.
Beato Álvaro Mendes, irmão, estudante. Nascido em Elvas. Há uma tradição que diz que viveu (e nasceu?) na Rua do Padrão, mas não se sabe em que casa ou lugar. Era excelente cantor. Embora tenha adoecido na Ilha da Madeira, quis seguir na nau Santiago. Na nau, manteve-se sempre a ajudar a bomba, nunca se apartando dos outros. Com eles foi despido e maltratado, até serem finalmente deitados vivos ao mar.
Beato Pero Nunes, irmão, estudante. Nascido em Fronteira. Foi lançado vivo ao mar.
Beato Luís Rodrigues, irmão, estudante. Nascido em Évora, em 1554. Entrou na Companhia, aos 16 anos, em 15 de Janeiro de 1570. Continuou o noviciado em Val de Rosal e na nau do martírio. Depois da morte do Padre Inácio exortava os colegas: "Irmãos, animemo-nos e ajudemo-nos do Credo, porque o sangue de Cristo não se há-de perder". Ferido a punhaladas e lançado ainda vivo ao mar. Foi martirizado com 16 anos de idade.
Beato André Gonçalves, irmão, estudante. Nasceu em Viana do Alentejo. Havia estudado na Universidade de Évora. Foi recebido pelo P. Inácio de Azevedo directamente para o Brasil. Depois de apunhalado, foi lançado ao mar.
Beato Aleixo Delgado, irmão, estudante. Nasceu em Elvas, no ano de 1555. Servia de guia a seu pai, que era cego. Conseguiu ser colocado no Colégio dos Porcionistas (ou "Convictores"), onde servia e estudava ao mesmo tempo. E aí, "foi em pouco tempo crescendo em virtudes e no estudo das letras". Encontrando lá um dia o Padre Jorge Serrão, Jesuíta, o bom menino "rogou muito que o admitisse na Companhia". Perguntou-lhe o Padre "para que queria ser da Companhia?" Respondeu que "o movia a isso o muito que desejava ser Mártir"! Passando por Évora, o Padre Inácio de Azevedo satisfez-lhe o pedido, apesar de ele ter apenas 14 anos. Mas "mostrou sempre espírito maior que a sua idade... " Cantava muito bem e era especialista em recitar o catecismo cantado. Durante a tormenta, três ou quatro dos assaltantes "tomaram ao irmão Aleixo, vendo-o pequeno, que não teria mais de 14 ou 15 anos, e arrebataram-no entre as mãos e começaram a dar-lhe mais punhaladas...". Foi lançado vivo ao mar. Foi martirizado com apenas 15 anos de idade.
Beato António Fernandes, irmão, coadjutor. Nasceu em Montemor-o-Novo. Era filho de Gaspar Fernandes e de Maria Lopes. Entrou na Companhia de Jesus, no dia 1 de Janeiro de 1570, com 18 anos de idade. Era muito bom carpinteiro, arte que aprendeu provavelmente em Lisboa. Em Val de Rosal, era o chefe da oficina de carpintaria. Foi lançado vivo ao mar.
Beato Domingos Fernandes, irmão, estudante. Nasceu em Borba, em 1551. Filho de Bento Fernandes e de Maria Cortes, contava apenas 16 anos quando foi recebido no noviciado da Companhia de Jesus, em Évora, no dia 25 de Setembro de 1567. Apesar disso, vem apontado entre os "irmãos antigos e de muitos anos e de muita virtude". Quando deitaram ao mar o Beato Padre Diogo de Andrade, "da mesma maneira arrebataram e deram punhaladas ao irmão Domingos Fernandes e, assim, meio vivo meio morto, o lançaram ao mar".Tinha 19 anos de idade quando recebeu o martírio.
Beato Inácio de Azevedo, padre
(responsável do grupo)
Natural do Porto, nascido por volta de 1526, de família importante e influente. Aos 22 anos entrou para a ordem dos Jesuítas. Foi vice-provincial de Portugal e reitor do Colégio de Braga. Destacava-se pela penitência, oração e obras de misericórdia. A grande paixão de Inácio eram as missões! Pelo seu carácter empreendedor, activo e enérgico, São Francisco de Borja, o superior de toda a Ordem, nomeou-o Visitador do Brasil. Chegou à Bahia em 24 de Agosto de 1566, juntamente com outros jesuítas. A incumbência revestiu-se de grande dinamismo e oportunas medidas de governo. Partiu para Portugal em 24 de Agosto de 1568, para conseguir reforços para o Brasil. Reuniu uma expedição de 73 religiosos, e zarparam nas três naus da frota do Governador do Brasil. A nau em que viajavam Inácio e um dos grupos foram atacados por protestantes Calvinistas que quiseram poupar os sobreviventes da luta mas gritaram contra os jesuítas: "Mata, mata, porque vão semear doutrina falsa no Brasil". Inácio foi ao encontro deles, com uma imagem de Nossa Senhora nas mãos, dizendo a alta voz: "Todos me sejam testemunhas como morro pela Fé católica e pela Santa Igreja Romana". Já ferido mortalmente, dizia a seus companheiros: "Não choreis, filhos. Não chegaremos ao Brasil, mas fundaremos, hoje, um colégio no céu".
Beato Diogo de Andrade, padre. Nasceu em Pedrógão Grande, próximo a Leiria, em 1531. Ferido na cabeça e a punhaladas, foi lançado vivo ao mar.
Beato Bento de Castro, irmão, estudante. Nasceu na Vila de Chacim, de Trás-os-Montes, em 1543, de família fidalga e rica. Foi o primeiro a ser ferido com pelouros e punhaladas e lançado ao mar ainda vivo.
Beato António Soares, irmão, estudante. Nasceu em Trancoso. Na nau Santiago ajudava os feridos e animava os combatentes. Crivado de punhaladas, foi lançado vivo ao mar.
Beato Francisco Álvares, irmão, coadjutor. Nasceu na Covilhã, em 1539. Lançado vivo ao mar.
Beato João Fernandes, irmão, estudante. Nasceu em Braga, em 1547. Foi lançado vivo ao mar.
Beato João Fernandes, irmão, estudante. Nasceu em Lisboa, em 1551. Foi lançado vivo ao mar.
Beato António Correia, irmão, estudante. Nasceu no Porto, em 1553. Maltratado pelos hereges com os punhos de uma adaga e lançado vivo ao mar.
Beato Marcos Caldeira, irmão. Nasceu em Vila da Feira, em 1547. Lançado vivo ao mar.
Beato Amaro Vaz, irmão, coadjutor. Nasceu em Benviver, distrito do Porto, em 1553. Apunhalado e atirado vivo ao mar.
Beato João Maiorga, irmão, coadjutor. Nasceu no ano de 1533, em Saint-Jean Pied-de-Port, povoado da Gasconha, pertencente à França, mas que na época do seu nascimento era da Espanha. Foi lançado vivo ao mar.
Beato Alonso de Baena, irmão, coadjutor. Nasceu em Villatobas, Toledo, Espanha, no ano de 1539. Ferido e lançado ao mar vivo.
Beato Esteban de Zuraire, irmão, coadjutor. Nasceu em Biscaia, Espanha. Lançado vivo ao mar.
Beato Juan de San Martín, irmão, estudante. Nasceu em Yuncos, Toledo, Espanha, em 1550. Lançado vivo ao mar.
Beato Juan de Zafra, irmão, coadjutor. Nasceu em Jerez, Espanha. Foi lançado vivo ao mar.
Beato Francisco Pérez Godói, irmão, estudante. Nasceu em Torrijos, Espanha, em 1540. Era parente de Santa Teresa de Ávila. Ferido a punhaladas e lançado vivo ao mar.
Beato Gregório Escribano, irmão, coadjutor. Nasceu em Logroño, Espanha. Foi lançado vivo ao mar.
Beato Fernán Sanchez, irmão, estudante. Nasceu na Espanha, em Castela-a-Velha. Lançado ferido ao mar.
Beato Gonçalo Henriques, irmão, estudante. Nasceu no Porto. Lançado ao mar, não se sabe se ainda vivo ou já morto.
Beato Manuel Rodrigues, irmão, estudante. Nasceu em Alcochete. Lançado vivo ao mar.
Beato Nicolau Diniz, irmão, estudante. Nasceu em Bragança, em 1553. Lançado vivo ao mar.
Beato Diogo Mimoso, irmão, estudante. Nasceu em Nisa. Morto à lança e atirado ao mar.
Beato Brás Ribeiro, irmão, coadjutor. Nasceu em Braga, em 1546. Os hereges mataram-no com uma cutilada na cabeça enquanto estava ajoelhado rezando diante das relíquias, e lançado ao mar já morto.
Beato Gaspar Álvares, irmão. Nasceu no Porto. Foi ferido a punhaladas e lançado vivo ao mar.
Beato Manuel Fernandes, irmão, estudante. Nasceu em Celorico. Lançado vivo ao mar.
Beato Manuel Pacheco, irmão, estudante. Nasceu em Ceuta, cidade do norte de África que à época pertencia à coroa de Portugal. Foi lançado ao mar.
Beato Pedro Fontoura, irmão, coadjutor. Nasceu em Braga. Estando em oração diante das relíquias, um herege acutilou-o no rosto, cortando-lhe a língua; assim foi lançado ao mar.
Beato Simão da Costa, irmão, coadjutor. Nasceu no Porto. Foi degolado e lançado ao mar.
Beato Simão Lopes, irmão, estudante. Nasceu em Ourém. Lançado vivo ao mar.
Beato João Adauto. Natural de Entre Douro e Minho. Sobrinho do capitão da nau Santiago, não era da Companhia, embora desejasse vir a sê-lo. Em toda a viagem andava com P. Inácio de Azevedo e os demais religiosos, e durante o combate vestiu um dos hábitos religiosos que tiraram dos jesuítas. Vendo que os irmãos se deixavam matar sem resistência, consentiu no mesmo. Lançado vivo ao mar.
Servos de Deus
Gaspar de Góis,
Afonso Fernandes
e nove companheiros mártires
(o nome oficial da Causa de Canonização é:
Pe. Pero Dias e 11 companheiros mártires)
A causa de canonização do Padre Pero Dias e 11 Companheiros foi introduzida em Coimbra em 1628 juntamente com a causa dos Beatos Mártires do Brasil (Padre Inácio de Azevedo e 39 companheiros). Tratava-se de uma única causa, de 52 mártires. É importante ler a história do Martírio do Beato Inácio de Azevedo e seus Companheiros para poder entender esta, que é continuação e desfecho de uma das mais belas e surpreendentes páginas do martirológio da Igreja.
O martírio de Pero Dias e companheiros
A quando do embarque em Lisboa, a 5 de Junho, deste imponente grupo de missionários Jesuitas destinados ao Brasil, coube ao Servo de Deus Padre Pero Dias tomar conta de uma parte do grupo de missionários, indo na nau capitânia, do Governador do Brasil, Dom Luís Fernandes de Vasconcelos. Chegaram à ilha da Madeira em 12 de Junho. Devendo o Governador permanecer por lá algum tempo, e a nau Santiago ter de passar pelas Canárias para o desembarque de mercadorias, o Beato Padre Inácio de Azevedo e mais 39 religiosos nela reembarcaram em 30 de Junho. O Padre Pero Dias ficou na Ilha como superior dos demais, aguardando a partida das suas naus. Chegaram então as notícias do martírio dos 40 missionários Jesuitas, ocorrida em 15 de Julho de 1570! Da ilha escreve o Padre Pero Dias, em 17 de Agosto, uma carta que se tornou famosa, traduzida em diversas línguas, narrando o martírio do Beato Inácio de Azevedo e seus companheiros. Chama-o "ditoso sucesso", e deseja para si igual sorte (LEITE, Serafim, Novas Páginas da História do Brasil, p. 213). Após enviar alguns dos religiosos de volta a Portugal, seguiu viagem rumo ao Brasil. O Padre Pero Dias e o grupo maior de jesuítas seguiam na nau capitânia, enquanto que o Padre Francisco de Castro e mais alguns irmãos na nau dos Órfãos. Chegaram a avistar a costa brasileira, mas Deus destinava-os a outro lugar! Os ventos e temporais os impediram de dobrar o cabo de Santo Agostinho, e os arrastaram para as Antilhas. Parte da armada foi parar à Ilha de São Domingos, Haiti, e parte à Ilha de Cuba. Quando o Padre Pero Dias chegou à Ilha Terceira, nos Açores, lá reencontrou o Padre Francisco e mais três irmãos, que já haviam chegado noutro galeão. Reunido novamente o grupo, os 15 jesuítas voltaram a empreender viagem rumo ao Brasil. Somente um não pode acompanhá-los, o Irmão Antônio Leão, que estava doente.
Mas (como tinha acontecido no ano anterior com o grupo do Padre Inácio de Azevedo), perto das Canárias, a 13 de Setembro de 1571, a nau do Governador foi atacada por uma armada de corsários, quatro naus francesas e uma inglesa, comandados por Capdeville! Uma coincidência: a nau capitânia era o mesmo galeão com que Jacques Sore tomara a nau Santiago no ano anterior! No combate inicial sucumbiu como herói o próprio Governador, Dom Luís de Vasconcelos. Os jesuítas foram atacados pelos hereges como os outros um ano antes, por serem missionários católicos: 5 foram mortos no mesmo dia, e no dia seguinte, 14 de Setembro, outros 7. São o segundo grupo de 12 mártires.
Dois escaparam, Irmão Diogo Fernandes e Irmão Bastião Lopes, que foram lançados vivos ao mar dia 14, mas sobreviveram por saberem nadar, acabaram recolhidos por uma nau francesa e deixados na costa da Espanha. Voltaram a Portugal e foram os informadores do martírio do Padre Pero Dias e seus companheiros. Um outro, Irmão Gaspar Gonçalves, foi vencido pelo medo, vestiu-se de grumete e meteu-se no meio aos grumetes feridos. Os franceses levaram-no e mais tarde, não tendo como curá-los e sustentá-los, lançaram-nos todos ao mar, e assim foram mortos; este irmão, porém, não se considera mártir.
Desse grupo de 12 mártires jesuítas, dois eram Padres (Pero e Francisco) e 10 eram Irmãos. Desses Irmãos, alguns eram estudantes (religiosos seminaristas que estudavam para serem padres), outros eram coadjutores (somente religiosos, não destinados à ordenação sacerdotal). (informações extraídas de LEITE, Serafim, Novas Páginas da História do Brasil. p. 207-246).
Neste grupo de 12 mártires, encontram-se dois jovens alentejanos, oriundos da Arquidiocese de Évora. São eles os:
Servo de Deus Gaspar de Góis,
irmão, estudante
Nascido em Portel, no ano de 1546. Era irmão do Padre Manuel de Góis, famoso autor do Cursus Conimbricensis. Entrou na Companhia de Jesus (Jesuitas) em Évora, com 16 anos. Já tinha concluído o curso de Artes e estudava Teologia quando se ofereceu para a missão no Brasil. Em Val de Rosal estudava Casos de Consciência para ser ordenado sacerdote; na nau do Governador ensinava a doutrina e pregava. Foi morto à espada e lançado ao mar no dia 13 de Setembro. Recebeu a palma do martírio com 25 anos de idade.
Servo de Deus Afonso Fernandes, irmão, estudante
Nasceu em Viana do Alentejo, em 1548. Entrou na Companhia de Jesus (Jesuitas) em Évora, com 19 anos. Quando pediu para ir ao Brasil, já era teólogo. Muito talentoso, concluíra o curso de Artes com brilhantismo e ia destinado a ensinar Filosofia no Brasil. Em Val de Rosal estudava Casos de Consciência para ser ordenado. Foi lançado vivo ao mar no dia 14 de Setembro. Tinha 23 anos de idade, quando por amor a Cristo, foi martirizado.
Os restantes mártires são:
Servo de Deus Pero Dias, padre. Natural de Arruda dos Vinhos.
Servo de Deus Francisco de Castro, padre.Natural de Montemolin, Espanha.
Servo de Deus Pero Dias, irmão, estudante.Natural de Souto.
Servo de Deus João Álvares, irmão, estudante. Natural de Estreito, próximo a Castelo Branco.
Servo de Deus André Pais, irmão, estudante. Natural do Porto.
Servo de Deus Fernão Álvares, irmão, coadjutor. Natural de Viseu.
Servo de Deus Miguel Aragonés, irmão, estudante. Natural de Guizona, na Catalunha, Espanha.
Servo de Deus Francisco Paulo,
irmão. Recebido em Portugal pelo Beato Inácio de Azevedo para ir para o Brasil como noviço. O registro de entrada na Companhia, com mais informações, perdeu-se na nau do martírio.
Servo de Deus Diogo de Carvalho, irmão, coadjutor. Natural de Tondela, Viseu.
Servo de Deus Pero Fernandes,
irmão coadjutor, Português. Seu registro, com mais informações, também perdeu-se em alguma das duas naus onde estavam os mártires.
(Fonte: cf. Santos do Brazil.org)