"...brilhe a vossa luz diante dos homens,
de modo que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu."
(Mt 5, 16)

São vários os cristão alentejanos,
ou com profunda relação ao Alentejo,

que se deixaram transformar pela Boa Nova de Jesus Cristo
e com as suas vidas iluminaram a vida da Igreja.
Deles queremos fazer memória.
Alguns a Igreja já reconheceu como Santos,
outros estão os processos em curso,

outros ainda não foram iniciados os processos e talvez nunca venham a ser…
Não querendo antecipar-nos nem sobrepor-nos ao juízo da Santa Mãe Igreja,
queremos fazer memória destas vidas luminosas.

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domingo, 28 de novembro de 2010

Leitura aconselhável:
DUQUE, José Félix,Dona Beatriz da Silva, Vida e Obra de uma mulher forte”, Edições Labyrinthus, 2008.

Pedidos a:
Edições Labyrinthus
ou:
Monjas Concepcionistas
Mosteiro da Imaculada Conceição
7370-116 CAMPO MAIOR
santabeatriz@sapo.pt


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Leitura aconselhável:
DA SANTÍSSIMA TRINDADE, Maria Isabel, "Lembrai-vos sempre: Escritos - Carisma - Espiritualidade", Editorial Franciscana, Braga, 1995.

Pedidos a:
Editorial Franciscana
Areal de Cima - Montariol
Apartado 1217
4710 BRAGA
ou:
Postulação: Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres
Rua Francisco da Silva, 9 C
7350-272 ELVAS

domingo, 21 de novembro de 2010

"Vá passando estes dias na expectativa da grande festa do Rei, peça-lhe que entre triunfalmente na sua alma e seja nela o único Senhor."
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
Arcebispo de Évora
in "Coragem e Confiança (Pensamentos de Orientação Espiritual)", pg. 11o.

sábado, 20 de novembro de 2010

Jesus...
"Ter saudades de Jesus é já amá-lo, e aceitar jubilosamente a sua vontade, ... é recebê-lo, porque ele prometeu vir à alma que o ama. ... fale-lhe e agradeça-lhe a sua presença, mostre-lhe que só nele se fia e que pode contar consigo. Ame a Jesus por Jesus: a sua pessoa, o seu sentimento, o seu gosto são coisas que não contam. Ele, e só ele, como ele quiser. Abismar-se-à assim cada vez mais na vontade divina, que é oceano de amor."
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
Arcebispo de Évora
in "Coragem e Confiança (Pensamentos de Orientação Espiritual)", pg. 9.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

CONGRESSO INTERNACIONAL
Ordem da Imaculada Conceição
500 anos
Fátima, 14 a 16 de Outubro de 2011

Apresentação do Congresso

No dia 17 de Setembro de 1511, o Papa Júlio II, através da bula “Ad statum Prosperum”, aprovou a Regra da Ordem da Imaculada Conceição, fundada por Santa Beatriz da Silva, uma Santa que constitui um motivo de glória não apenas para a Igreja mas também para Portugal e para o mundo. Trata-se da única portuguesa fundadora de uma Ordem Religiosa que conta hoje com 148 mosteiros espalhados pela Europa, Ásia e América, 74 dos quais em Espanha e 2 em Portugal.
Vamos celebrar jubilosamente com um Congresso Internacional o Quinto Centenário de tão importante evento que congregará um grupo de estudiosos para nos darem a conhecer a personalidade de Santa Beatriz da Silva e o percurso histórico da Ordem Monástica por ela fundada. As várias aproximações históricas e testemunhais que se esperam dar-nos-ão um contributo sério para contextualizar os carismas e o sentido da vida contemplativa como expressão humana, cultural e religiosa. Neste evento cultural, aberto a investigadores das áreas da história, da sociologia e das múltiplas expressões religiosas, acolheremos com particular atenção jovens investigadores que por essas áreas do saber mostram particular interesse.

Página Web do Congresso:
http://www.oic500anos.com/

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

monsenhor
João Luís de Carvalho

Presbítero da Arquidiocese de Évora,
Fundador da Obra de São José Operário
e do Cenáculo das Cooperadoras Apostólicas
Nascido a 1 de Junho de 1909, na localidade de Figueiredo, concelho da Sertã, diocese de Portalegre-Castelo Branco, entrou no Seminário Maior de Évora em 1924, tendo concluído a sua formação académica na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, onde se doutorou em Filosofia e se licenciou em Teologia e Direito Canónico, respectivamente.
No dia 28 de Outubro de 1934, na Capela do Colégio Inglês, em Roma, recebeu a ordenação sacerdotal por Sua Eminência, o Senhor Cardeal D. Francesco Marchetti-Selvaggiani, então Vigário-Geral do Santo Padre para a cidade de Roma, ficando ao serviço da Arquidiocese de Évora.
Nomeado Cónego da Basílica Metropolitana de Évora, em 1937, foi também Professor, Prefeito e Vice-Reitor do Seminário Maior de Évora, Pároco da Sé entre 1938 e 1951, Pároco de São Mamede de 1951 a 1982 e Administrador Paroquial da Freguesia de Nª Srª de Machede, de 1986 a 1988.
No dia da sua tomada de posse na Paróquia de São Mamede, viria a receber o título de Prelado Doméstico de Sua Santidade (Monsenhor), como “presente” do 17º aniversário da sua ordenação sacerdotal.
Nomeado, em 1961, por Breve de Sua Santidade o Papa João XXIII, Arcediago do Cabido da Basílica Metropolitana de Évora, viria também a desempenhar a função de Tesoureiro-Mor do supra-dito Cabido.
Fundou, em 1957, o Cenáculo das Cooperadoras Apostólicas e a Obra de São José Operário, Fundação de Solidariedade Social sediada na Rua das Fontes, 3-A, em Évora, e cuja acção sócio-caritativa se estende actualmente às localidades de Évora, Nª Senhora de Machede, São Miguel de Machede e Montoito.
De entre as inúmeras acções pastorais que desempenhou com enorme humildade e zelo reconhecido por todos, destaca-se a de Professor de Moral na Escola do Magistério Primário e de Assistente Espiritual da Junta Diocesana da Acção Católica e dos diversos organismos da mesma, sucedendo, neste âmbito, a D. Francisco Maria da Silva, Arcebispo de Braga.
Depois de um longo percurso de sofrimento, viria a falecer serenamente, no dia 16 de Novembro de 1991, na Casa de São José Operário, em Évora, com fama de santidade.
Foi-lhe atribuída, na toponímia do Bairro do Granito-Sul (Évora), em 15 de Maio de 2002, uma Praceta com o topónimo: “Dr. João Luís de Carvalho”.
Foi ainda aprovada, em reunião camarária de 25/10/2006, para a Urbanização “Cerca de Santa Mónica”, o topónimo: “Rua Monsenhor João Luís de Carvalho”.
(Fonte: FacebooK do Cenáculo das Cooperadoras Apostólicas)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Maria Silvéria Ferro de Oliveira
Co-Fundadora do Cenáculo das Cooperadoras Apostólicas
Nasceu em Montemor-o-Novo, no dia 4 de Julho de 1927.
Depois de alguns anos de contacto com o Monsenhor João Luís de Carvalho, sacerdote do presbitério Eborense, Fundador do Cenáculo das Cooperadoras Apostólicas e da Obra de São José Operário, descobre o ideal de servir a Cristo nos irmãos mais pobres e decide consagrar-se inteiramente a Deus e à Igreja, no dia 31 de Julho de 1951, sob o lema do Cenáculo: “Sempre prontas para servir”.
Dedicou-se, de alma e coração, aos movimentos juvenis da Acção Católica e, especialmente, à Obra fundada com a sua estreita e directa colaboração.
Foi um testemunho digno de caridade, abnegação, generosidade, piedade e entrega.
Faleceu súbita mas serenamente na tarde de 17 de Março de 2008 e foi sepultada a 19 de Março, dia consagrado a São José.
(Fonte: FacebooK do Cenáculo das Cooperadoras Apostólicas)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O seu ao seu dono...

Congregatio de Cultu Divino
et Disciplina Sacramentorum

Prot. N. 828/10/L

Cidade do Vaticano, 12 de Outubro de 2010

Excelência Reverendíssima

A carta de Vossa Reverência, datada de 10 de Dezembro de 2009, chegou a esta Congregação a 12 de Outubro do presente ano, pedindo a menção nos Livros e documentos litúrgicos, depois de investigações históricas confirmando a tradição oral, de que o local do nascimento de Santa Beatriz da Silva é Campo Maior, mereceu a nossa melhor atenção e solicitude.
Vimos, pois, por este meio comunicar-lhe que basta no Próprio da Ordem ou da Diocese, assim como na breve biografia da Liturgia das Horas providenciar a referida correcção, uma vez que no Martirologio Romano não se faz referência a essa informação, apenas que morreu em Toledo no ano de 1490.
Aproveito a ocasião para lhe apresentar as nossas maiores saudações, com toda a consideração e estima

De V. Excia Revma
Mons. Juan Miguel Ferrer Grenesche
(Sub-secretário)
Carta dirigida a Sua Excia. Revma.
o Sr. D. José Francisco Sanches Alves,
Arcebispo Metropolitano de Évora

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

"O Coração de Jesus seja o nosso refúgio
e escola onde aprendamos a praticar todas as virtudes,
em especial doçura, mansidão e humildade.
Oh! Quanta necessidade temos todas de nos escondermos
no coração Dulcíssimo de Jesus."

Serva de Deus
madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
fundadora das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

"Oh! Meu Rei,
sustentai-me sempre nesse caminho da Cruz que escolhi,
pois sem Vós nada posso.
Oh! Divino Esposo,
Vós me cumulastes e eu que tenho a dar-Vos?
Dou-Vos, ao menos, um coração que Vos ama,
um coração que aspira a uma vida mais unida a Vós,
que pelos três votos Vos pertence para sempre."
Serva de Deus
madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
fundadora das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Por amor ao Eterno Pai,
e à Mãe de Deus sem pecado:
toda se deu ao Espírito
e ao Esposo, bem amado.

Virgem fiel e prudente,
modelo de santidade
escreveu com letras de ouro
poema d'eternidade.

As glórias vãs deste mundo
Beatriz soube rejeitar
p'ra seguir Divino Mestre
e não mais O abandonar.

Toda se deu a Deus,
por amor à Imaculada:
por Ela deu a vida,
por Ela foi adornada.

De virtude e de pureza:
marcada foi sua fronte,
é perfume de açucena
que nasce no alto monte.

Glória e louvor para sempre,
à Santíssima Trindade,
que transformou Beatriz
num canto de santidade.

P. Marcelino José Moreno Caldeira
Hino a Santa Beatriz da Silva
Fátima, Julho de 2000

sexta-feira, 16 de julho de 2010

"Estamos no mês de Nossa Senhora do Carmo: procure durante ele ser uma verdadeira carmelita; mas exteriormente não dê a perceber nada. Guarde o seu segredo para Jesus e para Maria."
(Julho de 1928)
"Entregue-se de olhos fechados a este Mestre divino, ame-o cada vez mais, viva para Ele na humildade e no escondimento, como Maria em Nazaré."
(Agosto de 1928)
"Com a Mãe celeste procure ser bem uma escrava do Senhor para em tudo realizar os seus desígnios."
(Janeiro de 1931)
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
Arcebispo de Évora

sábado, 12 de junho de 2010

"... festa do Imaculado Coração de Maria: que bela ocasião para encher a nossa alma de santos afectos e de inabalável confiança! Disse Nossa Senhora em Fátima que era vontade de Deus que se espalhasse e se intensificasse no mundo a devoção aos seu Imaculado Coração... E a melhor devoção consiste na imitação: comecemos pois por imitar o Coração de Maria na sua pureza, no seu desprendimento próprio, no seu abandono à vontade de Deus, no seu desejo ardente de a Deus dar glória e no seu amor pelas almas que Jesus resgatou com o próprio sangue. Afinal imitar o Coração de Maria é viver de amor, é consumir-se de amor. Como o mundo mudaria depressa, se ao menos as almas consagradas fossem desta forma verdadeiramente devotas do Coração de Maria."
(Agosto de 1953)
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
Arcebispo de Évora

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Consagração
ao Coração de Jesus

J.M.J.
Coração dulcíssimo de Jesus
Profundamente humilhado e intimamente confundido pela minha ingratidão e mesquinhez para convosco venho neste dia prostrar-me a vossos pés e pedir-vos humildemente perdão. Coração abrasado, não me recusareis por certo esta graça. Eu quisera também compensar-vos das ofensas que neste sacramento sofreis, tendes sofrido e sofrereis de mim e de tantos outros; mas que poderei eu oferecer-vos que seja digno de vós? Ah! meu Jesus, não permitais que eu vos torne a ofender ou que de vós me afaste. Dai fervor, generosidade, amor ao meu coração, para que ele seja uma vítima imolada por vós. Vejo-me tão fraco, tão inconstante, tão indigno, que não me atrevo a grandes promessas; faço-vos porém, ó meu Jesus, plena e irrevogável oferta de mim mesmo. Ofereço-me a vós, em honra de Maria e pelas mãos de Maria, para o que vós quiserdes e como vós quiserdes, sem reserva nem condição alguma. Se quereis que eu sofra, seja humilhado e desprezado, tudo isso eu quero por vós, peço-vos porém amor para amar isto tudo, porque eu nada posso. Irrevogávelmente a vós me consagro, não quero nada por mim, mas tudo por vós, meu amor supremo. Ao vosso Coração me consagro, nele quero viver, nele quero morrer para mim e para o mundo. Já não pertenço a mim mesmo, fazei de mim o que vos aprouver. Abençoai o meu sacerdócio, abençoai a minha missão nesta casa, abençoai os seminaristas que me confiastes, abençoai o meu Prelado, abençoai os meus parentes, e tomai posse de mim. Ó Jesus, amor e só amor!
P. Manuel Mendes da Conceição Santos

Escrito a 8 de Junho de 1907, festa do Sagrado Coração de Jesus,
quando era Vice-Reitor do Seminário da Guarda.
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
Arcebispo de Évora

quarta-feira, 26 de maio de 2010

... do meu serviço
"Terei vestes roçagantes, mitra, posição de destaque? Pois bem, não me ensoberbecerei por isso, lembrando-me que são misericordiosos adornos com que o Senhor cobre a minha miséria, a minha indignidade, a minha lepra, a fim de que o povo me atenda. São as divisas do meu ministério, a libré do meu serviço. Não sejam como as amplas túnicas dos fariseus, como as suas filactérias, como a sua aparatosa representação. Meu Jesus, fazei-me humilde, fazei-me compreender bem o meu nada."

Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
Arcebispo de Évora

terça-feira, 25 de maio de 2010

"Maria Santíssima, terna Mãe,
que tão bem compreendestes
e praticastes esta vida escondida,

ensinai-ma".
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
Arcebispo de Évora

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Imitar Maria...
"... a melhor devoção consiste na imitação: comecemos pois por imitar o Coração de Maria na pureza, no seu desprendimento próprio, no seu abandono à vontade de Deus, no seu desejo ardente de a Deus dar glória e no seu amor pelas almas que Jesus resgatou com o próprio sangue. Afinal imitar o coração de Maria é viver de amor, é consumir-se de amor. Como o mundo mudaria depressa, se ao menos as almas consagradas fossem desta forma verdadeiramente devotas do Coração de Maria".
(Agosto de 1953)
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
Arcebispo de Évora

terça-feira, 4 de maio de 2010

... seguir as pisadas de Maria
"Maria apenas tem conhecimento da Vontade do Criador submete-se, não calculando as consequências da submissão. A Vontade do Senhor é a sua. Não pretende saber o que dela resultará, quais as alegrias que daí advirão... O amor tudo simplifica... Tal é o caminho que deve tomar a Irmã Concepcionista ao Serviço dos Pobres, tal é a vocação especial a que Deus a chama: seguir as pisadas de Maria e dizer com Ela, num acto de puro amor: Sim meu Deus, sou Vossa serva."
Serva de Deus
madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
(in "Lembrai-vos sempre - escritos, carisma, espiritualidade",
Editorial Franciscana, Braga, 1995, pg. 67)

sexta-feira, 30 de abril de 2010

SANTA BEATRIZ DA SILVA
fundou uma Ordem Franciscana ou Cisterciense?
Beatriz da Silva de Meneses, fundadora da Ordem da Imaculada Conceição é a primeira Santa Canonizada genuinamente portuguesa, mas infelizmente muito pouco conhecida. Nasceu em Campo Maior, cidade da qual o seu pai foi Alcaide-mor, vai como aia da Infanta Isabel de Portugal para Tordesilhas, onde esta casaria com o Rei João II de Castela.
Passado algum tempo, segundo reza a História, gerando-se ciúmes na própria Rainha pela beleza de Beatriz, a Infanta Portuguesa encarcera a sua aia numa arca, esperando com isso matá-la de forma lenta e discreta. Mas saíram malogrados os planos de Isabel, e Beatriz ressurgiu com a mesma beleza que a caracterizava, e, para além disso, com desejos de se entregar à vida de oração, longe das controvérsias do mundo.
Parte então para Toledo, onde fica recolhida, ou seja, sem tomar votos mas dedicada a uma vida de intensa oração, no mosteiro de Santo Domingo o Real da Ordem de São Domingos durante cerca de 30 anos.
A Rainha Isabel a Católica conta-se entre as suas restritas amizades, e é a ela que Beatriz resolve, por volta de 1484, comentar o seu plano de fundar uma nova Ordem religiosa, contando desde logo com todo o apoio moral e material da Monarca. São cedidos a Beatriz os Paços de Galiana na mesma cidade, e o mosteiro é reconhecido pelo Papa Inocêncio VIII (de seu nome João Baptista Cibo, natural de Génova, Sumo-Pontífice desde 1484 até 1492) em 1489, pela Bula Inter Universa. Mas Beatriz não poderia ver a consolidação nem a fisionomia definitiva da sua Ordem, pois morre por volta de 1492, enquanto se preparava a tomada de hábito das primeiras irmãs. Deixou a sua obra incompleta, cabendo ao franciscano Francisco de los Angeles Quiñones o cargo de continuar os trabalhos, o que é levado a cabo entre os anos 1511 e 1514. Os restos mortais de Beatriz repousaram no mosteiro de Santa Fé de Toledo (antigos Paços de Galiana) até 1500, ano em que são levados para o mosteiro beneditino de San Pedro de Dueñas, Toledo, e, finalmente, em 1511 ou princípios de 1512 são transferidos definitivamente para a igreja da Santíssima Conceição.
No início da Ordem, pela Bula Inter Universa de Inocêncio VIII (o primeiro documento pontifício onde Beatriz da Silva é referida), o prescrito foi que a comunidade religiosa viveria sob a Regra de Cister, sujeita por isso ao Ordinário do Lugar (ou seja, o Bispo), e institui o Hábito de túnica e escapulário brancos com o manto azul celeste, com cordão cânhamo como o dos frades franciscanos, e é estabelecido que sobre o manto e o escapulário trouxessem cosida a imagem da Virgem Maria.
No entanto, as alterações começam pouco tempo após a morte da fundadora, pois a 19 de Agosto de 1494, o Papa Bórgia, Alexandre VI (nascido em Játiva, Espanha, de seu nome Rodrigo de Borja, Papa desde 1492 até 1503), publica a Bula Ex Supernae Providencia, que leva as Monjas da Conceição a seguirem a Regra de Santa Clara, a pedido de Isabel a Católica e das monjas de Santa Fé, apoiadas pelos seus actuais capelães, os padres Franciscanos do Convento de São Francisco. Do original manteriam apenas, segundo este documento pontifício, o Hábito e o Oficio Divino da Virgem. Mas os contributos deste Papa para a ordem não ficaram por aqui, pois logo a seguir publica outra Bula, Apostolicae Sedis, pela qual suspendia o mosteiro vizinho a Santa Fé, San Pedro de Dueñas, integrando as monjas beneditinas na Ordem da Conceição.
Entre as monjas ressalta o descontentamento, não se sentindo nem cistercienses nem clarissas. Era necessário conseguir algum documento jurídico próprio que regulamentasse e especificasse o seu Modus Vivendi.
O papado de Júlio II (nascido em Abissola, Itália, de seu nome Juliano Della Rovere, Papa de 1503 a 1513) de feliz memória entre outros aspectos pelo seu papel de grande mecenas das Artes, é fundamental para a consolidação da Ordem das Concepcionistas. Em 1506, a pedido do Arcebispo de Toledo, o Franciscano Francisco Jiménez de Cisneros, pela Bula Pastoralis Officii, o Papa autoriza a transladação das Monjas de Santa Fé para o convento de São Francisco de Toledo, dos Frades Menores, por se considerar mais apropriado para a vida comunitária pretendida. Mas o grande apoio de Júlio II para a Ordem chegaria cinco anos mais tarde. Deste modo, a 17 de Setembro de 1511 é concedida a Bula Ad Statum Prosperum, que confirma a nova Regra da Ordem da Conceição da Bem Aventurada Virgem Maria, dividida em 12 capítulos e fortemente influenciada pela Regra Franciscana, submetendo inclusivamente a Ordem aos Frades Menores. Mantém-lhes o Hábito e o Oficio das Horas litúrgicas próprios. As reacções dentro da Ordem foram das mais variadas, e durante séculos, até hoje, a ligação aos franciscanos teve os seus adeptos e detractores, quer constituídos em comunidades monásticas inteiras ou em algum dos seus membros ou estudiosos a nível particular.
As confusões sobre a verdadeira filiação das Concepcionistas mantêm-se nos dias de hoje. Não se hesitou muito, ao longo da história, em colocar as Concepcionistas como semelhantes às outras Ordens ou congregações relacionadas com os Franciscanos. A Relação é inegável, contudo não de todo tão expressiva como no caso das Clarissas.
Por isso, é fundamental uma leitura breve, embora se justificasse um estudo exaustivo, da Regra e do modo de viver próprio da Ordem da Imaculada Conceição. “Esta Regla de la Concepción sancionada por Julio II es la segunda regla monástica femenina - específicamente femenina - aprobada por la Santa Sede. La primera fue la de Santa clara de Asís, en 1253. (…) Ni cisterciense, ni franciscana. Solo, y de lleno, Concepcionista… Pero siempre ha estado ligada a los franciscanos”. (GARCÍA DE PESQUERA, Eusebio, La Orden de La concepción: su identidad y novedad en los umbrales de la Edad Moderna, "I Congreso Internacional del Monacato Femenino en España, Portugal y América 1492-1992", León, Universidad de León, 1993, Vol. II, p. 175.)
A inegável relação das Concepcionistas com os franciscanos desde sempre foi alvo de controvérsias e confusões, tanto com Clarissas como com Terciárias Claustrais. Ao não terem ramo masculino, foram confiadas à protecção dos Frades Menores, perdendo-se às vezes a visão clara do seu verdadeiro carisma. O importante, e agora damos voz a um Franciscano, é que: “A Ordem Concepcionista é distinta de qualquer outra na Igreja e bastaria para a sua identificação designá-la com esse nome (Ordem da Imaculada Conceição ou monjas Concepcionistas), sem acrescentos; se, como é tradição secular, se lhe quer acrescentar Franciscanas, que isto não seja em detrimento do conteúdo Imaculista frente ao componente franciscano. Em todo o caso, é evidente a afinidade espiritual, benéfica para ambas. Posto que Júlio II as desligou totalmente das Clarissas, dando-lhe a sua própria Regra, parece-me inadequado que no calendário franciscano venham assinaladas como Monjas da Segunda Ordem Franciscana ou Clarissas, pois não o são. (…) Os franciscanos temos uma formosa missão encomendada pela Igreja: ajudar as Concepcionistas a viver o seu próprio carisma (…) não pretendendo fazê-las mais franciscanas mas dechando-as que sejam mais Concepcionistas.” (GARCÍA SANTOS, José, OFM, La Regla de Santa Beatriz de Silva. Estudio Comparado, idem, p. 187).
Portanto, em modo de Conclusão, Beatriz da Silva NUNCA foi franciscana nem Cisterciense, apesar da sua Ordem ter sido influenciada pelas duas Ordens. Note-se que é a segunda mulher na história da Igreja que tem o seu nome vinculado a uma Regra própria e as alterações e "franciscanização" da sua Ordem são posteriores à sua morte. Com a posterior legislação da Igreja voltaram as Concepcionistas à obediência do Ordinário do Lugar (o Bispo, e não os Franciscanos) pelo que, em parte, se retomou o seu pedido original. (Manuel Sarmento Pizarro, in GeneAll.net – Português)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Vocação (2)
A vida religiosa é sublime! (...) Que felicidade maior pode haver do que virmos ao chamamento de Nosso Senhor e segui-Lo passo a passo!... (...) No mundo também se pode servir a Deus. (...) O que é certo é que as do mundo, não foram escolhidas e nós fomos escolhidas para suas esposas. (...) na vida religiosa (...) a união mais íntima com Deus; procurá-Lo a toda a hora no Sacrário, num acto de caridade, até mesmo nos nossos trabalhos!
Serva de Deus
madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
(in "Lembrai-vos sempre - escritos, carisma, espiritualidade",
Editorial Franciscana, Braga, 1995, pg. 82)